Estabelecer ligações inteligentes

Ensine a sua família a não marcar encontros pessoais com pessoas que tenham "conhecido" online e a não partilhar informações pessoais com estranhos na Internet. As ferramentas da Google permitem que o utilizador e a sua família interajam facilmente com as pessoas que conhecem e evitem os desconhecidos. O primeiro passo a dar quando os seus filhos adolescentes começam a utilizar ferramentas de comunicação online, como o Hangouts, o Google+ e o Blogger, é conversar com eles sobre como tomar decisões inteligentes e ser um bom cidadão digital.

Conselhos dos nossos parceiros

APIS

O primeiro passo para aumentar a segurança face a contactos por estranhos online é falar com a criança sobre quais as pessoas que ela reconhece como amigos/as e de confiança, ou seja, fidelizar o universo de potenciais contactos que ela reconhece como seguros. É importante transmitir a noção de que quando ela está na rua não fala com estranhos/as, então quando está online também não deve fazê-lo. Os/as cuidadores/as podem também estimular a postura e pensamento críticos das crianças e levá-las a questionar a veracidade das informações que podem ser passadas por pessoas que apenas se conhecem online.

Ensine-lhe algumas estratégias de segurança, tais como:

  • A segurança aumenta sempre que os encontros ocorrem em espaços públicos;
  • A segurança aumenta se os encontros ocorrem durante o dia;
  • A segurança aumenta se a criança não estiver sozinha.

Rede EU Kids Online

A esmagadora maioria das crianças e jovens que estão online liga-se principalmente a pessoas que já conhecem, levando boa parte desses contactos para as redes sociais e programas de mensagens instantâneas. Mas mesmo os contactos com desconhecidos na Internet podem ser proveitosos para jovens pois permitem-lhes conhecer outras experiências e mesmo adquirir novos conhecimentos, na continuidade da prática, comum na adolescência, de trocar mensagens (cartas, postais) com correspondentes à distância que nunca conheceram. Acompanhar crianças e jovens no seu uso das redes sociais, conversar sobre novos contactos, ou mesmo participar na mesma rede social, pode facilitar a tarefa de os pais saberem que os contactos que os filhos fazem são positivos para eles.

Resultados do inquérito Europeu EU Kids Online mostram que alguns dos jovens que se encontram offline com pessoas que conheceram online fazem-se acompanhar de amigos ou contam a outros jovens, e combinam encontros em sítios públicos, contribuindo para reduzir o risco de terem encontros desagradáveis. Para a maioria dos que tiveram encontros deste tipo, os conhecidos eram da sua idade e a experiência foi agradável. No entanto, há uma minoria pouco expressiva de jovens que começa a ter estes encontros com 9 ou 10 anos, o que sugere que os pais devem ter atenção redobrada e alertar os filhos desde muito cedo.

Instituto de Apoio à Criança

É importante estar atento às conversações que a criança e o jovem mantêm online, aconselhando-os a não aceitar convites "suspeitos", nem a marcar encontros na vida "real" com "amigos" que tenham conhecido na "vida virtual". Contudo, importa reforçar o papel positivo que os chats e outras formas de conversação online têm na vida quotidiana, principalmente para contactar com os colegas de escola, amigos ou familiares, desenvolvendo na criança e no jovem um sentido crítico face à Internet, onde nem tudo o que parece é. A procura de novas amizades, quer na vida real, quer virtualmente, é natural e saudável nas crianças e nos jovens. Em ambas as situações existem riscos pelo que sugerimos que os adultos acompanhem as amizades das suas crianças e jovens e, em simultâneo, lhes forneçam as ferramentas necessárias para se protegerem.

Recursos Adicionais:

Centro Internet Segura

A cada vez maior utilização da Internet nas diferentes dimensões do nosso quotidiano fará com que inevitavelmente, num dado momento das suas 'vidas online', os nossos jovens e crianças interajam com desconhecidos. Apesar de esse facto não ser necessariamente nocivo em si mesmo, envolve riscos sobre os quais os pais e educadores devem conversar, informar e explicar. É importante que crianças e jovens sejam sensibilizados para:

  • Evitar o contacto com desconhecidos
  • No contacto com desconhecidos não fornecer dados pessoais e aspetos particulares das suas vidas e vivências (clubes onde jogam, escola onde estudam, etc.), uma vez que esta informação poderá permitir a quem está 'do outro lado' conseguir identificar a criança/jovem na rua.
  • Não marcar encontros com desconhecidos. Mas caso o decidam fazer, devem garantir que várias pessoas estão informadas do seu paradeiro e fazê-lo num local público com outras pessoas presentes.
  • Aceitar o acompanhamento pelos pais das amizades que fazem online e as suas sugestões no que respeita a comportamento seguros.

Projecto Miúdos SegurosNa.Net

Se os contactos com estranhos através da Internet são um comportamento de risco, os encontros presenciais com pessoas que só se conhecem da Internet, comportam ainda maior risco. Importa, por isso, regular este tipo de encontros. Algumas orientações que deverá partilhar com as crianças e jovens da sua família são que fazer amigos através da Internet pode ser interessante, mas os encontros com "amigos virtuais" envolvem riscos – na Internet nem toda a gente é quem afirma ser – pelo que "encontros reais" só devem acontecer com o acordo dos pais, em locais públicos e na presença destes ou de um adulto da sua confiança.

Polícia Judiciária

É positivo tirar partido das potencialidades da Internet para comunicar, produzir conteúdos próprios, entretenimento, jogos, lazer, participação cívica, envolvimento em comunidades, progressão em carreiras e emprego, bem como para obter acesso à informação global e a recursos educacionais.

Contudo, como acontece em qualquer serviço de comunicação online, na Internet – qualquer um é o que diz ser que é – não é possível determinar com rigor a identidade, o sexo e a idade, sendo comum os adolescentes acrescentarem uns anos à idade real e o inverso, no caso dos "groomers". Da exagerada confiança na social Web, resulta a desilusão da confrontação com a realidade. Nestas circunstâncias, o utilizador frequentemente vê divulgado noutros sítios da net, sem sua autorização, as conversas que manteve, os seus dados pessoais, as fotos e contactos trocados, que havia disponibilizado num círculo restrito e com uma finalidade concreta.

O apelo aos pais vai no sentido de que construam com os filhos, um conjunto de regras de utilização da Internet que os protegam dos riscos inerentes e contribuam para uma cultura de responsabilidade, habilitando-os a relações sociais éticas no uso das novas tecnologias. Nesse sentido e entre outros, a definição do local mais adequado, os horários e tempo de acesso à Internet, constituem elementos essenciais à prossecução desse objectivo. Proibir o uso da Internet não é a solução!

UNICEF Portugal

As crianças e os jovens, e alguns adultos, entram muitas vezes em contacto com pessoas na Internet que nunca conheceram noutros contextos. O facto de terem amigos que não conhecem pessoalmente pode acarretar riscos para as crianças. O ambiente online permite um misto de anonimato individual, auto-promoção e identidade que pode ser usada de acordo com os desejos e intenções do utilizador.

Um dos fenómenos que tem vindo a ocorrer na Internet, é uma forma de sedução manipuladora, conhecida por "grooming". Nessa situação, o abusador, normalmente um adulto, procura estabelecer uma relação de intimidade e confiança com uma criança ou jovem tendo em vista atraí-la para um contacto sexual. Por vezes, recorre à utilização de câmaras que permitem captar e partilhar imagens em redes de abusadores de crianças. No entanto, tal como acontece fora da Internet, a maioria dos abusadores sexuais são pessoas que as crianças conhecem e em quem confiam.

À medida que crescem, as crianças e jovens naturalmente procuram espaços de convívio onde possam relacionar-se com outras pessoas sem a interferência dos pais. Contudo, é fundamental explicar às crianças e jovens os riscos inerentes a práticas como, por exemplo, o estabelecimento de contactos virtuais ou físicos com desconhecidos, a disponibilização de dados pessoais ou a exibição de fotografias privadas. A fim de prevenir este tipo de abuso, ou identificá-lo, é importante conversar com os seus filhos, ensinando-os a distinguir o que é um comportamento apropriado ou não e, sobretudo, mostrando que podem falar consigo sobre tudo e que nunca deixará de os ouvir e apoiar.

Recursos Adicionais:

Ferramentas de segurança

Descubra as ferramentas de segurança da Google concebidas para ajudar a sua família a monitorizar a sua reputação online.

YouTube

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No separador "Acerca de", clique no ícone da bandeira.

Por último, clique em Bloquear utilizador.

YouTube

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Quer pretenda manter um vídeo privado, partilhá-lo com alguns amigos ou partilhá-lo com o mundo inteiro, existe uma definição de privacidade adequada às suas necessidades. No YouTube, os vídeos são definidos como "Públicos" por predefinição, mas é possível alterar facilmente as definições na secção "Definições de privacidade" ao carregar o vídeo. Se mudar de ideias posteriormente, poderá alterar a privacidade de um vídeo já carregado.

Saiba mais

Para alterar as Definições de privacidade, visite o Gestor de vídeos.

Localize o vídeo que pretende alterar e, em seguida, clique no botão Editar.

Aceda ao menu pendente "Definições de privacidade".

Escolha Público para partilhar com todos, Não listado para partilhar com utilizadores que tenham um link para o vídeo ou Privado para partilhar com utilizadores específicos.

Clique em Guardar alterações.

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