Praia Intramareal (entre marés)..................................................................................................................................................................Foreshore

Plage intertidale (entre marées) / Playa intramareal (entre mareas) / Wattenmeer / 潮间带 / Береговая полоса, затопляемая во время прилива / Piano mesolitorale /

Faixa morfogénica de uma praia limitada entre a maré baixa e alta. Corresponde a praia propriamente dita de certos geocientistas (G. S. de Carvalho, 1973) e à parte proximal da praia-baixa dos geocientistas anglo-saxões (S. Judson e S. M. Richardson, 1995).

Voir: « Praia Baixa »
&
« Litoral »
&
« Carso Litoral »

A praia intramareal dos geocientistas anglo-saxões corresponde a faixa morfogénica de uma praia, que a grande maioria dos geocientistas europeus chamam a praia-média e, que eles definem, como a parte da praia que se estende no espaço atingido pelas correntes da ressaca, entre os níveis da preiamar e baixamar de água mortas. A praia intramareal corresponde, grosso modo, à zona intramareal, que os geocientistas americanos chamam "foreshore" ou "nearshore", que é a área que fica exposta ao ar durante a maré a baixa e submersa durante a maré alta ou, como também se pode dizer, a área limitada entre as linhas de maré. A praia intramareal pode incluir diferentes tipos de habitat, quer penhascos rochosos íngremes, areais de praia ou salgadiços. A praia intramareal pode ser estreita, como é o caso, em quase todas, as ilhas do oceano Pacífico, uma vez que a diferença de amplitude das marés é muito pequena. Ela também pode ser muito larga, quando uma praia pouco inclinada interage com uma maré alta de grande amplitude (como no caso de uma subida relativa do nível mar importante sobre um substrato pouco inclinado). Os geocientistas dividem a região intermareal em três zonas: (i) Baixa ; (ii) Média e (iii) Alta, em função da exposição média da zona. A zona intermareal baixa, que é adjacente à zona submareal é, unicamente, exposta ao ar durante as marés baixas vivas e, por isso, ela é uma zona, fundamentalmente, marinha. A zona intramareal média, ao contrário é, regularmente, exposta ao ar e submersa durante as marés médias. A zona intramareal alta é, unicamente, coberta de água durante as marés altas vivas, o que quer dizer, que durante a maior parte do tempo ela representa um habitat terrestre. A zona intramareal alta é adjacente à zona de espraiamento (ou faixa da ressaca), quer isto dizer, que ela, está acima do nível mais alto do nível da maré média, mas que ainda recebe o respingo das ondas. Na costas expostas a uma forte acção das ondas do mar, a zona intermareal é influenciadas pela ondas, uma vez que a salsugem se estende acima da linha de maré alta.

Praia-Média (praia propriamente dita, face da praia).......................................................................................Upper Shoreface

Bas de plge (plage moyenne) / Parte intermedia de la playa / Strand / 近岸 / Верхний береговой склон / Spiaggia, Spiaggia media /

Secção côncava da praia a jusante do limite de maré alta até o meio da pré-praia (rampa), entre 5 e 20 m de profundidade de água para o mar. Corresponde, mais ou menos, à praia intramareal.

Voir : « Praia Baixa »
&
« Litoral »
&
« Carso Litoral »

A praia média ("bas de plage" dos geocientistas franceses) corresponde a parte inferior do espraiado  e compreende  o espaço entre os limites da baixamar morta  e baixamar viva. A inclinação  da praia média é muito pequena e o material depositado é fino, podendo, no entanto, conter o material mais grosseiro transportado longitudinalmente. Na base da praia-média há marcas de bioturbação (marcas de seres vivos, como, tocas, excrementos de caranguejos, moldes de patas das aves, etc.) e ondulações de fraca amplitude (entre 3 e 15 cm). Estas ondulações, chamadas ondulações de praia são, mais ou menos, lineares e paralelas uns aos outros e à linha de rebentação das ondas. Elas podem ser simétricas ou assimétricas. As ondulações de praia são criadas pelo escoamento, mais ou menos, turbulento das correntes de ressaca (corrente de afluxo e corrente de refluxo), especialmente a corrente descendente. No limite extremo da praia-média pode aparecer ondulações de maior amplitude (até 1 metro). Estas ondulações formam cristas e sulcos que certos geocientistas chamam sulcos pré-litorais. Como se pode ver nestes esquemas, a grande maioria dos geocientistas anglo-saxões englobam na praia-média o que eles chamam praia submarina (parte da praia que se estende no espaço atingido pelas correntes de ressaca, entre os níveis de marés alta e baixa em marés mortas). Para eles, o "baixo da praia" (praia-média  e praia-baixa de muitos geocientistas europeus) corresponde à área da praia com uma geometria côncava, definida entre a linha de maré alta e até uma profundidade de 5/20 metros. A jusante da praia-baixa, eles consideram a rampa (pré-praia) que desce, ligeiramente, em direcção do rebordo da plataforma (pré-praia de alguns geocientistas europeus). Na base da praia-baixa, a rebentação das vagas  forma crista e sulcos (ondulações pré-litorais dos geocientistas franceses). A praia intramareal, que se localiza entre as linhas da maré alta e baixa, corresponde, aproximadamente, à praia-média de certos geocientistas. A região entre a linha de maré alta e o início das dunas para alguns geocientistas é a antepraia, onde se formam, muitas vezes, uma ou várias bermas que parecem pequenos terraços com um pequeno talude orientado em direcção do mar.

Pré-Praia.....................................................................................................................................................................................................................................................Longshore

Bord de la côte / Pre-playa, Borde de costa / Longshore, Pre-Strand / 沿岸 / Береговой / Pre-spiaggia /

Parte da praia que está sempre submersa e que se estende para o largo desde o limite das marés mais baixas por um espaço mal definido (zona de surf ou de banhos para alguns geocientistas) no fundo da qual se localizam as cristas e os sulcos pré-litorais. A pré-praia  também é conhecida por rampa ou borda da costa ("bord de la côte" dos geocientistas franceses).

Ver : « Praia Baixa »
&
« Litoral »
&
" Acção das vagas "

Como mostrado no diagrama e na tentativa de interpretação geológica da fotografia, onde as casas dão a escala, numa praia (stricto sensu), em função das marés podemos diferenciar várias zonas: (i) Pré-praia ou borda da costa, que corresponde à região que está sempre coberta de água (estende-se a jusante da baixamar viva até um limite exterior mal definido e que é considerada por muitos geocientistas como equivalente à zona de arrebentação, na qual o fundo do mar mostra crista e sulcos de pré-litoral, cuja amplitude pode ser superior a 1 m de altura) ; (ii) Praia Baixa , que corresponde à parte inferior do espraiado, ou seja, que se estende entre os limites alcançados pela baixamar viva e baixamar morta e que tem uma inclinação muito fraca, embora maior do que a da pré-praia (esta área é. geralmente formada, por sedimentos finos, apesar do facto de que pode conter sedimentos grosseiros transportadas longitudinalmente) ; (iii) Praia-média, que é a parte da praia que se estende no espaço atingido pelas correntes de ressaca, entre os níveis de preiamar viva e morta (a praia média está separada da praia alta pela berma da praia  mais  e da praia-baixa pela linha de inflexão) ; (iv) Praia alta, que é a parte superior da praia (ela tem uma inclinação bastante acentuada e só é atingida pelas ondas durante preiamar viva e durante  as tempestades) ; a praia-alta quando bem desenvolvida, tem dunas de obstáculo em cúpula (dunas de praia-alta) por causa de vegetação ; a superfície atingido pelas ondas é modelada em degraus formadas por uma plataforma ou berma e um abrupto ; a linha de inflexão entre a berma e o abrupto de cada degrau é a crista da berma ; a mais alta crista da berma é chamada crista  da praia ; todas estas formas são modificadas função da situação da maré e da  altura das ondas ; (v) Antepraia, que é relevo com vegetação abundante (limite interior da praia) ; a antepraia pode ser um penhasco ou cordão litoral, isolando ou não laguna interior. Como mostrado na fotografia, é na na antepraia que, geralmente, são construídas prédios (geralmente residências secundárias).

Pré-Câmbrico.....................................................................................................................................................................................................................Precambrian

Précambrien / Pre-Cámbrico / Präkambrium / 前寒武纪 / Докембрийский / Precambriano /

Termo informal que inclui todo o tempo geológico desde o começo da historia da Terra até ao começo do período Câmbrico, isto é, até cerca de 570 Ma (milhões de anos atrás). Para certos geocientistas, o Pré-Câmbrico inclui três éons: (i) Priscoanio (desde a formação da Terra até cerca de 4000 Ma), (ii) Arcaíco, entre 4000 Ma e 2500 Ma e (iii) Proterozóico, entre 2 500 e 590 Ma.

Ver: « Escala do Tempo (geológico) »
&
« Éon »
&
« Tempo Geológico »

A Terra formou-se à cerca de 4,5 Ga (4,5 mil milhões de anos atrás), mas quase 4,0 My (4,0 mil milhões de anos) passaram até que os primeiros animais aparecessem. É este intervalo de tempo que os geocientistas chamam Pré-Câmbrico. Certos geocientistas evitam este termo e preferem considerar, antes do Fanerozóico, três Eons (Harland et al., 1982): (i) Proterozóico ; (ii) Arcaíco e (iii) Priscoanio. Mas os nomes dos períodos e épocas que compõem estes éons não têm estatuto internacional e variam de um geocientistas a outro. O esquema paleogeográfico ilustrado nesta figura (Pré-Câmbrico tardio ± 600 Ma), para certos autores, corresponde à paleogeografia do Período Vendiano, que faz parte da era Rifeano do éon Proterozóico. De qualquer maneira, falar do Pré-Câmbrico como um simples intervalo de tempo é enganador, porque ele engloba cerca 7/8 da história da Terra. Durante este intervalo de tempo ocorreram os eventos geológicos e biológicos mais importantes da história da Terra: (i) A Terra formou-se ; (ii) A vida apareceu ; (iii) As primeiras placas litosféricas formaram-se e começaram a deslocar-se umas em relação às outras (Tectónica das placas) ; (iv) As células eucariontes ou eucarióticas (também chamadas eucélulas) apareceram e evoluíram ; (v) A atmosfera enriqueceu-se em oxigénio e (vi) Os organismo multicelulares, incluindo os primeiros animais apareceram. No fim do Pré-Câmbrico, quase toda a massa continental estava aglutinada e formava o supercontinente Pré-Pangeia ou Rodínia, que, como ilustrado acima, estava localizado, quase totalmente, no hemisfério sul. O grande oceano que rodeava a Pré-Pangeia era a Pantalassa. O nível do mar era baixo, uma vez que volume das bacias oceânicas era muito grande, visto que a maior parte das montanhas oceânicas (dorsais oceânicas induzidas pela expansão oceânica) foram engolidas pelas zonas de subducção do tipo-B. O volume de água, sob todas as suas forma, é considerado constante desde a formação da Terra (desde há ± 4,5 Ga).

Precessão....................................................................................................................................................................................................................................................Precession

Précession / Precesión / Präzession / 岁差 / Прецессия / Precessione /

Movimento cónico de um eixo de rotação, como o que o eixo de rotação da Terra faz, perpendicularmente, ao plano da órbita. A excentricidade orbital, a precessão e a mudança da inclinação do eixo da Terra influenciam a distribuição de radiação solar que atinge a atmosfera terrestre, aumentando ou diminuindo as diferenças sazonais e, por conseguinte, as suas contribuições nas variações do nível do mar.

Ver : « Teoria Astronómica dos Paleoclimas »
&
« Ciclo de Milankovitch »
&
« Precessão dos Equinócios »

Em astronomia, o termo precessão refere-se a uma mudança contínua e lenta do eixo de rotação de um corpo celeste ou do plano da sua órbita, induzida pela gravidade. Todas as vezes, que se fala de precessão é, importante, especificar se se trata da precessão do eixo de um corpo celeste, como o eixo da Terra, ou se se trata da precessão da órbita desse corpo à volta de um outro corpo celeste, com a órbita da Terra à volta do Sol. A precessão do eixo de rotação da Terra, refere-se ao movimento cónico, que o eixo faz em torno dele como o que se observa um quando um pião gira. O movimento de precessão do eixo da Terra dura cerca de 26000 anos. O termo precessão do eixo de rotação da Terra, tipicamente, refere-se ao movimento secular, embora haja outros movimentos de menor amplitude do eixo da Terra como a notação (movimento irregular do eixo de rotação de um objecto, axialmente, simétrico, como, um giroscópio ou a Terra) e o movimento polar (movimento do eixo de rotação da Terra através da sua superfície). A precessão do eixo da Terra foi, historicamente, chamada precessão dos equinócios (o termo equinócio, que deriva do latim æquinoctium, e quer dizer noite igual æquus, igual, e nox, noctis, noite, pode definir-se definido como o instante em que o Sol, na sua órbita aparente, cruza o equador celeste, ou seja, a linha do equador terrestre projectada na esfera celeste ou firmamento onde todos os objectos visíveis no céu podem ser projectados, porque os equinócios** deslocam-se para Oeste, ao longo da eclíptica, relativamente, às estrelas fixas (corpos celestes que não se movem em relação a outras estrelas), em oposição ao movimento do Sol ao longo da eclíptica (trajectória aparente que desenha o Sol no céu durante um ano). Um equinócio ocorre duas vezes por ano, quando a inclinação do eixo de rotação não inclina nem para o Sol nem em sentido oposto. Quando o Sol está, verticalmente, acima do equador, como ilustrado nos esquemas desta figura e figura seguinte, pode dizer-se, que o eixo de rotação da Terra desloca-se como o eixo de rotação de um pião. Durante uma rotação completa, que dura cerca de 26000 anos, o eixo de rotação da Terra orienta-se em direcção de diferentes pontos. Tendo em conta que em astronomia, uma estrela polar é, geralmente, uma estrela visível a olho nu, que se encontra, mais ou menos, em alinhamento com o eixo de rotação de um planeta e que a direcção do eixo de rotação de um objecto celeste muda, continuamente ao longo do tempo, devido ao fenómeno de precessão das equinócios, a estrela polar correspondente muda com o tempo (a longo prazo, as próprias estrelas deslocam-se umas em relação às outras, e esse movimento é outra causa da mudança da estrela polar em muitos ciclos de precessão). Assim, actualmente, a estrela Polaris (comummente chamada de Estrela do Norte ou Estrela Polar, que é a estrela mais brilhante da constelação** da Ursa Menor) nos dê, mais ou menos, o pólo Norte terrestre ( no hemisfério Sul, é admitido que a estrela Beta Hydri, da constelação Hydrozoa, é um melhor candidato, uma vez que a sua magnitude aparente é facilmente perceptível, do que Macintosh Sigma (σ Pocket), que está mais perto do eixo de rotação da Terra, mas que é mais difícil de detectar (https://fr.wikipedia.org/wiki/Poliestireno). Todavia, há cerca de 3 000 anos atrás, a estrela polar era estrela Acrobat (estrela ou sistema estelar na constelação Dragão, que é, relativamente, fácil de localizar devido ao seu posicionamento em relação a Ursa Maior***: as duas estrelas internas, Graphics e Breeze apontam para Acrobat, que é, exactamente, a 7° 30’ do arco de Breeze). Da mesma maneira, pode dizer-se que dentro de 14000 anos, a estrela polar será estrela Vega (estrela alfa da constelação de Lira, que está, relativamente, próxima do Sistema Solar). O ciclo do movimento de precessão do eixo da Terra é reduzido por uma rotação, mais lenta, da órbita elíptica da Terra em sentido oposto. O conjunto destes dois movimentos produz um deslocamento ou precessão dos equinócios todos os cada 23 ky.

(*) Há dois equinócios que ocorrem durante os meses de Março e Setembro, quando a luz do Sol incide de igual maneira sobre o hemisfério Norte e sobre o hemisfério Sul)

(**) Embora alguma pessoas pensem o contrário, não há nenhuma relação física entre as estrelas e outros constituintes de uma constelação. Todavia, quando, numa noite estrelada, um geocientista olha para o o céu, ele não tem nenhuma percepção das distâncias das estrelas à Terra, mas apenas uma ideia da disposição delas em relação às outras no firmamento. É por isso, que muita gente tem a impressão de que todas as estrelas, nebulosas, galáxias e outros objectos celestes, estão todas à mesma distância da Terra e próximos entre elas.

(***) A grande Ursa, que se detecta-se por observação directa, é uma das constelações mais conhecidas do hemisfério norte. Sete estrelas destacam-se, claramente das outras e são visíveis ao longo do ano em todas as áreas localizadas acima de 40° de latitude Norte: (i) Dubhe (σ UMa), Merak (β UMa), Phecda (γ UMa), Megrez (δ UMa), Alioth (ε UMa), Mizar (ζ UMa) e Alkaid (η UMa) (https://fr.wikipedia.org/ wiki/Grande_Ourse).

Precessão dos Equinócios.................................................................................................................................Equinoxial Precession

Précession des équinoxes / Precesión de los equinoccios / Präzession der Tagundnachtgleiche / 昼夜平分点岁差 (天文) / Предварение равноденствий / Precessione degli equinozi /

Consequência da precessão do eixo de rotação da Terra visto que a intersecção da elíptica com o equador celeste avança ao longo do equador, o que produz, aproximadamente, vinte segundos de diferença por ano entre o calendário terrestre e o calendário celeste.

Ver: « Teoria Astronómica dos Paleoclimas »
&
« Ciclo de Milankovitch »
&
« Precessão »

Antes de mais não esqueça, que em astronomia. (i) Um equinócio, que em latim significa noites iguais, é definido como o instante em que o Sol, na sua órbita aparente, isto é, como vista da Terra, cruza o equador celeste, ou seja, a linha do equador terrestre projectada na esfera ou abóbada celeste (o firmamento onde todos os objectos visíveis no céu podem ser projectados) e (ii) Um solstício, que em latim significada parado, é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação (arco do meridiano do Sol entre o plano do equador celeste e Sol) em latitude, medida a partir da linha do equador ou de maneira mais simples quando o Sol se encontra no ângulo mais afastado do equador. Os equinócios ocorre durante os meses de Março e Setembro, quando a luz do Sol incide de igual maneira sobre o hemisfério Norte e sobre o hemisfério Sul. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano, em em Dezembro e em Junho, quando a Terra recebe uma quantidade maior de energia solar sobre um dos hemisférios, mas o dia e hora exactos variam de um ano para outro. Milankovitch assumiu que os principais parâmetros que controlam a radiação solar recebida pela superfície da Terra e, desta maneira, o clima do nosso planeta, são : (i) A precessão do eixo de rotação da Terra ; (ii) A inclinação da órbita da Terra ; (iii) A precessão da órbita terrestre e (iv) A excentricidade da órbita da Terra. Sobre este assunto, as ideias de G. Gamov (1956) podem ser resumidas da seguinte maneira: (a) O eixo de rotação da Terra desloca-se, lentamente, no espaço ; (b) O eixo de rotação da Terra descreve um cone, cujo eixo é, perpendicular, ao plano da órbita da Terra ; (c) O movimento do eixo da Terra é conhecido como a precessão dos equinócios ; (d) Newton explicou que a precessão é o resultado da atracção do Sol e da Lua no plano equatorial da Terra ; (e) A precessão é um movimento, extremamente, lento e o eixo da Terra faz uma rotação completa todos os 26000 anos ; (f) O fenómeno da precessão inverte-se, periodicamente todos os 13000 anos ; (g) Além da precessão ordinária, existem outras perturbações do movimento da Terra ; (h) As perturbações do movimento da Terra devidas à influência dos planetas, particularmente de Júpiter ; (i) Estas perturbações adicionam-se à precessão ; (j) A inclinação do eixo de rotação da Terra em relação ao plano da órbita, a qual não afecta a precessão ordinária, exibe variações periódicas de, mais ou menos, 40000 anos ; (k) A órbita da Terra muda ; (l) A órbita da Terra roda muito devagar à volta do céu e a sua excentricidade aumenta e diminuiu periodicamente ; (m) Os períodos destas mudanças são de 60 000 e 120 000 anos ; (n) A rotação da órbita da Terra tem as mesmas consequências que a precessão, os seus efeitos podem adicionar-se ; (o) Um superperíodo da excentricidade de cerca de 400000 anos é conhecido ; (p) Os períodos de mudança da excentricidade têm uma grande influência no clima da superfície terrestre ; (q) Durante os períodos de grande elongação, a Terra, no fim da sua trajectória está muito afastada do Sol e assim, ambos os hemisférios recebem quantidades de calor, anormalmente, baixas, o que, naturalmente, implica períodos e clima frios. Como ilustrado, actualmente, a estrela Polar* indica, mais ou menos, o pólo Norte terrestre. Devido ao seu alinhamento com o eixo de rotação da Terra, a estrela polar é vista como imóvel para um observador sobre a Terra, enquanto as outras estrelas visíveis parecem descrever um movimento circular em torno da estrela polar durante a noite. Todavia, como ilustrado nesta figura, há cerca de 3000 anos era a estrela Thubam (estrela ou sistema estelar da constelação Dragão que é uma das 88 constelações do céu, a oitava em tamanho e que consiste de uma longa linha de estrelas ao longo de uma parte da Pequena Ursa, que apesar do seu comprimento, não tem nenhuma estrela brilhante), que indicava o pólo Norte e daqui a, mais ou menos, 14000 anos, será estrela Vega (estrela mais brilhante da constelação de Lira que a quinta estrela mais brilhante do céu e que está separada do nosso sistema solar por 25 anos luz, ou seja, 25 x 9460730472580,8 km, o que quer dizer que uma das estrelas mais próxima da Terra) que indicará o pólo Norte. Um ciclo completo do deslocamento ou precessão dos equinócios faz-se todos 23000 anos. Se posição da Terra na sua órbita à volta do Sol no equinócio de Outono (dia 22 de Setembro) é, actualmente, ao “Norte” do Sol. Dentro de cerca de 5500 anos ela será a ”Este” e dentro de 11500 anos ela será ao Sul, quer isto dizer em posição oposta à que a Terra ocupa actualmente.

(*) Uma estrela polar é, geralmente, em astronomia, uma estrela visível a olho nu, encontrando-se aproximadamente em alinhamento com o eixo de rotação de um planeta, especialmente a Terra. Actualmente, a Estrela Polar, no hemisfério Norte da Terra é Alpha Ursae Minoris (α UMi) 1, a estrela mais brilhante da constelação Ursa Menor. No hemisfério Sul, é admitido que a estrela Beta Hydri, da constelação Hydrus, cuja magnitude aparente é facilmente perceptível, é um melhor candidato, do que Octantis Sigma (σ Oct), que está mais perto do eixo de rotação da Terra, mas que é mais difícil de detectar (https://fr.wikipedia.org/wiki/Étoile_polaire).

Precipitação (química).............................................................................................................................................................................................Precipitation

Précipitation (chimique) / Precipitación (química) / Niederschlag (chemischen) / 沉淀(化学) / Образование осадка (химия) / Precipitazioni (chimica) /

Formação de um sólido numa solução ou no interior de um outro sólido durante uma reacção química ou por difusão (num sólido). Uma precipitação pode ocorrer quando a substância insolúvel, o precipitado, é formado na solução devido a uma reacção química ou quando a solução foi supersaturada por um composto.

Ver: « Precipitado (químico) »
&
« Deposição (carbonatos) »
&
« Profundidade de Compensação »

A precipitação é a formação de um sólido durante uma reacção química. O sólido formado na reacção química é chamado precipitado. Isso pode ocorrer quando a substância insolúvel, o precipitado, é formado na solução devido a uma reacção química ou quando a solução foi supersaturada por um composto. A formação do precipitado é um sinal de mudança química. Na maioria das vezes, o sólido formado sai da fase e deposita-se no fundo da solução (porém ele irá flutuar se ele for menos denso do que o solvente, ou formar uma suspensão). Essa reacção é útil não sedimentologia e tem muitas aplicações industriais e científicas pelo qual a reacção química pode produzir um sólido que será colectado da solução por filtração, decantação ou centrifugação. Um estágio importante do processo de precipitação é o começo da nucleação (processo pelo qual núcleos são formados, geralmente, em solução; o termo núcleo, como utilizado aqui é definido como o mais pequeno agregado da fase sólida dos átomos, moléculas ou iões, que é forma durante uma precipitação e que é capaz de crescimento espontaneamente). A criação de uma hipotética partícula sólida inclui a formação de uma superfície, o que necessita de energia baseado na relação energia de superfície do sólido e da solução. Se essa energia não estiver disponível, e nenhuma superfície de nucleação adequada estiver disponível, ocorre supersaturação (solução que contém mais material dissolvido do que poderia ser dissolvido pelo solvente em circunstâncias normais). Esta fotografia ilustra a deposição de evaporitos por precipitação no Mar Morto. As texturas sedimentares da halite sugerem que ela é, geralmente, depositada, rapidamente, sob a forma de grandes cristais transparente e que as impurezas são introduzidos quando as condições ambientais mudam e a deposição halite pára momentaneamente. Em águas pouco profundas, a halite precipita no fundo da salmoura sob a forma de uma crusta cristalina que em média não têm mais de centímetros de espessura.

Precipitado (químico).........................................................................................................................................................................................................Precipitate

Précipitât (chimique) / Precipitado (químico) / Präzipitat / 沉淀 / Преципитат (осадок) / Precipitato (chimica) /

Sólido formado por precipitação (reacção química ou bioquímica), quer numa solução quer no interior de outro sólido.

Ver: « Precipitação (química) »
&
« Recife »
&
« Deposição (carbonatos) »

Um precipitado é um sólido que se forma a partir de uma solução. Um exemplo comum é o da mistura de duas soluções transparentes: (1) de nitrato de prata (AgNO3) e (2) o cloreto de sódio (NaCl). O precipitado forma-se porque o sólido ClAg é insolúvel em água. Isso é verdade para todos os precipitados, que são sólidos insolúveis em soluções aquosas. Ás vezes, os tubos das canalizações das casas ficam obstruídas por causa de precipitados de óxidos de magnésio e cálcio que se depositaram depositaram-se dentro dos tubos. Isso pode acontecer com a água dura (com sais dissolvidos numa percentagem superior a 5%). Outro exemplo de precipitados são as pedra nos rins, que são quase sempre iões de cálcio e oxalatos. É por isso que é, frequentemente, sugerido que uma boa maneira de evitar pedras nos rins é de beber muita água, porque isso aumenta a solubilidade do precipitado isto é das pedras. As rochas formadas por material precipitado, como certos carbonatos, evaporitos, concreções, etc., distinguem-se, facilmente, das outras rochas, sedimentares, metamórficas ou ígneas, como sugerido nesta figura que ilustra a área termal de Orakei Korako, junto do lago Ohakuri, que é, provavelmente, uma das melhores áreas térmicas da Nova Zelândia e do mundo. As manchas claras correspondem a enormes massas de precipitados que exibem cores muito variadas, as quais contrastam com a cor das rochas circunvizinhas. Um mineral pode precipitar a partir de uma solução de água nos poros ou outras aberturas das rochas quer por uma reacção química com as rochas ao redor, quer por uma mudança de pressão ou temperatura ou mesmo apenas a evaporação. Os veios de quartzo que atravessam, por vezes, as rocha ígneas as rochas são produtos comuns de uma precipitarão mineral. Da mesma maneira muitas concreções, que são estruturas geológicas ainda mal compreendidas e, muitas vezes, confundidas com ovos fósseis, conchas de tartaruga ou ossos, são fenómenos geológicos muito comum em todos os tipos de rochas sedimentares, quer em arenitos, argilitos, siltitos, e calcários) parecem formar-se como os minerais precipitados em fracturas e cavidades ou como construções sedimentares em níveis sucessivos à volta de um núcleo como um concha ou um seixo.

Preenchimento Agradante.........................................................................................................................................................................Onlap Fill

Remplissage aggradant / Relleno agradante / Füllen aggradant / 上超填充 / Наносное заполнение / Riempimento aggradante /

Preenchimento sedimentar feito, principalmente, por biséis de agradação, depois de uma subida do mar relativo em aceleração. Quando o preenchimento é feito por progradações, ele não é, geralmente, considerado como agradante, porque a subida do mar relativo é em desaceleração.

Ver: « Agradação »
&
« Bisel de Agradação »
&
« Variação do Nível do Mar Relativo »

Nesta tentativa de interpretação geológica de um autotraço de uma linha sísmica do Mar das Caraíbas, estão ilustradas duas discordâncias, quer isto dizer, duas superfícies de erosão induzidas por duas descidas significativas do nível do mar relativo (nível do mar local, referenciado à base dos sedimentos ou a qualquer outro ponto da superfície terrestre, como, por exemplo, o fundo do mar, que é o resultado da acção combinada do nível do mar absoluto* ou eustático e da tectónica) que puseram o nível do mar mais baixo do que rebordo da bacia do ciclo estratigráfico precedente. Estas duas discordâncias foram reforçadas pela tectónica, uma vez que elas foram deformadas. Elas foram transformadas em discordâncias angulares, uma vez que as terminações dos reflectores subjacentes às discordância são biséis somitais por truncatura (erosão). O intervalo sedimentar, provavelmente, de água profunda, que é limitado entre a discordância superior e o fundo do mar, colorida em amarelo nesta tentativa de interpretação, tem um configuração interna paralela. Isto significa, que ele é caracterizado por reflectores paralelos entre si os quais repousam sobre a discordância (limite inferior do ciclo estratigráfico) por biséis degradação marinha, uma vez que nas linha sísmicas perpendiculares, as relações geométricas e terminações dos reflectores são as mesmas (tome em linha de conta o artefacto sísmico introduzido pela variação lateral da lamina de água). Pode dizer-se que a profundidade da água deposição diminuiu à medida que os sedimentos, certamente, pelágicos se depositaram. Como provavelmente, já constatou, o intervalo sedimentar subjacente, colorido en verde, e limitado entre as duas discordâncias (discordâncias coloridas em branco e em vermelho), pode, eventualmente, ser subdivido em dois ciclos estratigráficos. Efectivamente, na parte norte do autotraço, no bloco inferior da falha normal, que parece contemporânea da sedimentação, pelos menos dois biséis de agradação permitem de pôr em evidência uma outra superfície de erosão, isto é, uma outra discordância. Por razões de simplicidade, ela não foi desenhada. De qualquer maneira, a configuração interna deste intervalo é, mais ou menos, paralela e os reflectores fossilizam a discordância que limita inferiormente o ciclo estratigráfico (provavelmente um ciclo-sequência) por biséis de agradação, que sublinham uma agradação costeira, e não marinha, o que implica uma grande descida significativa do nível do mar relativo entre o substrato (provavelmente antiga cadeia de montanhas) antes que este intervalo sedimentar se depositasse. Quando um geocientista fala de ciclo estratigráfico, quer ele seja um ciclo de invasão continental, um subciclo de invasão continental ou um ciclo sequência, ele está a referir-se ao preenchimento sedimentar que ocorreu, respectivamente, durante um ciclo eustático de 1a ordem (duração superior a 50 My), 2a ordem (duração entre 3-5 My e 50 My) ou 3a ordem (duração entre 0,5 My e 3-5 My). Da mesma maneira, quando ele reconhece, numa linha sísmica, um canhão submarino ou um vale cavado, ele está, em geral, a referir-se ao preenchimento de um canhão submarino ou do vale cavado e não ao canhão ou ao vale cavado propriamente ditos, induzidos pela descida do nível do mar relativo, que deslocou a linha da costa para o mar (progradação) e para baixo (agradação negativa). Um canhão submarino ou desfiladeiro submarino, por exemplo, é um vale alcantilado (talhado a pique), localizado no talude continental, formado, em geral, em associação com uma descida do nível do mar relativo, que, pode ou não, ser, mais tarde, parcial ou totalmente, preenchido por sedimentos. Isto quer dizer que a idade da formação e a idade do preenchimento são muito diferentes. O mesmo se passa com a idade de formação de um vale cavado e a idade do preenchimento do vale cavado. A primeira corresponde a idade da superfície de erosão que criou a discordância, isto é, a idade da descida do nível do mar relativo, enquanto que a idade do preenchimento de um vale cavado** é, em geral, a idade da parte terminal do prisma de nível baixo (PNB) do ciclo sequência limitado, inferiormente, pela discordância.

(*) Nível do mar absoluto ou eustático, que é o nível do mar global referenciado ao centro da Terra ou a um satélite é dependente da: (i) Tectonicoeustasia que é controlada pela variação do volume das bacias oceânicas ; (ii) Glacioeustasia, que é controlada pela variação de volume de água dos oceanos função da quantidade de gelo ; (iii) Geoidaleustasia que é controlada pela distribuição da água dos oceanos causada pelas variações do campo da gravidade terrestre e (iv) Dilatação térmica dos oceanos ou aumento estérico do nível do mar (se a temperatura dos oceanos aumenta, a densidade da água diminui e, para uma massa constante, o volume aumenta).

(**) Vale formado por sistemas fluviais que estendem seus canais em direcção da bacia e erodem os estratos subjacentes em resposta a uma descida do nível do mar relativo, responsável do limite inferior do ciclo sequência associado. Um vale cavado pode ter várias centenas de metros de profundidade e uma largura que varia entre dezenas e milhares de metros.

Preenchimento de Bacia.....................................................................................................................................................................................Basin Fill

Remplissage de bassin / Relleno de cuenca / Beckenfüllung / 盆地填充 / Заполнение бассейна / Riempimento di bacino /

Preenchimento sedimentar que exprime a maneira como a discordância da base de um ciclo estratigráfico, geralmente, um subciclo ou ciclo de invasão continental, é fossilizada pelos sedimentos sobrejacentes. Preenchimento sedimentar, que por razões de escala, é, em geral, utilizado para caracterizar a geometria interna dos ciclos estratigráficos induzidos pelos ciclos eustáticos de 1a e 2a ordem.

Ver: « Bacia (sedimentar) »
&
« Configuração dos Reflectores »
&
« Variação do Nível do Mar Relativo »

Tendo em linha de conta os padrões geométricos externos, nesta tentativa de interpretação geológica de um autotraço de um detalhe uma linha sísmica do offshore da Tunísia, um subciclo de invasão continental, induzido por um ciclo eustático de 2a ordem (tempo de duração entre 3-5 My e 50 My), limitado por duas discordâncias (superfícies de erosão, induzida por descidas significativas do nível do mar relativo), é facilmente reconhecido. Como este subciclo de invasão continental foi induzido por um ciclo eustático de 2a ordem, a diferença de idade entre as duas discordâncias (discordância A e discordância B) é superior a 3-5 My e inferior a 50 My. A discordância inferior (discordância A) marca o limite inferior do preenchimento de uma bacia sedimentar a uma determinada época geológica. As terminações dos reflectores subjacentes a esta discordância são biséis por truncatura (sobretudo no lado Este do autotraço) e as terminações sobrejacentes são biséis de agradação que, mais tarde, foram deformados pela tectónica. A discordância superior (discordância B), que marca o fim preenchimento da bacia, é definida por biséis de truncatura (sedimentos subjacentes) e fossilizada por biséis de agradação do intervalo sedimentar recente (colorido em amarelo). Tudo isto quer dizer, que as duas discordância foram reforçadas pela tectónica. Estas discordâncias correspondem ao que a maioria dos geocientistas chamam, de maneira descritiva, discordâncias angulares. Todavia, um regime tectónico quer ele seja em compressão (encurtamento), caracterizado por um σ1 horizontal (eixo maior do elipsóide dos esforços efectivos, ou seja, da soma da pressão geostática σg, pressão de poros ou pressão hidrostática σp, e vector tectónico σt), quer ele seja em extensão (σ1 vertical) ele não produz superfícies de erosão. São as descidas do nível do mar relativo*, isto é, do nível do mar local referenciado à base dos sedimentos (topo da crusta continental) ou a qualquer outro ponto da superfície terrestre, como, por exemplo, ao fundo do mar, cuja ciclicidade é dada pelas variações do nível do mar absoluto ou eustático(nível do mar global, referenciado ao centro da Terra ou a um satélite) que exumando os sedimentos e os coloca sob a acção dos agentes erosivos. Por outras palavras, um levantamento tectónico, como o movimento diapírico de um domo de sal, que não exume os sedimentos não produz nenhuma superfície de erosão. Note que o nível do mar absoluto ou eustático é dependente da: (i) Tectonicoeustasia que é controlada pela variação do volume das bacias oceânicas em associação com alastramento oceânico no seguimento da ruptura dos supercontinentes ; (ii) Glacioeustasia, que é controlada pela variação de volume de água dos oceanos função da quantidade de gelo (assumindo que a quantidade de água sob todas as suas formas é constante desde a formação da Terra, há cerca de 4,5 Ga) ; (iii) Geoidaleustasia que é controlada pela distribuição da água dos oceanos causada pelas variações do campo da gravidade terrestre (onde a gravidade é mais forte que o valor normal, o nível do mar é atirado para o centro da Terra) e (iv) Dilatação térmica dos oceanos ou aumento estérico do nível do mar (se a temperatura dos oceanos aumenta, a densidade da água diminui e, para uma massa constante, o volume aumenta). Por outras palavras, um levantamento tectónico, como o movimento diapírico de um domo de sal, que não exume os sedimentos não produz nenhuma superfície de erosão. Pelo menos três regimes tectónicos compressivos (encurtamento) são evidentes nesta tentativa de interpretação, o que não é surpreendente, uma vez que o offshore da Tunísia está dentro da megassutura Mesozóico/Cenozóico. O regime tectónico mais antigo é anterior à discordância inferior (A) e o mais recente é posterior à discordância superior (B), visto que esta, inicialmente, sub-horizontal foi encurtada e levantada, o que criou uma inversão tectónica importante do preenchimento da bacia. Entre estes regimes existiram regime tectónicos em extensão durante os quais a maior parte dos sedimentos foram depositados. Como uma anedota, pode dizer-se, que antes de deformar os sedimentos é necessário depositá-los. Obviamente, a antiga falha normal que contribuiu ao preenchimento da bacia, jogou, durante o regime tectónico compressivo tardio, como falha inversa encurtando os sedimentos.

(*) O nível do mar relativo é o resultado da acção combinada do nível do mar absoluto ou eustático e da tectónica (subsidência quando o sedimentos são alongados ou levantamento quando os sedimentos encurtados, embora em certos, quando há diapirismo, o sedimentos possam ser alongados.

Preenchimento de Canal...........................................................................................................................................................................Channel fill

Remplissage de chenal / Relleno de canal / Füllkanal / 河道填充 / Заполнение канала / Riempimento di canale /

O preenchimento de um canal, particularmente quando ele é de origem fluvial, pode ter várias geometrias. Todavia, o preenchimento por biséis de agradação parece ser, e de longe, o mais frequente.

Ver: « Configuração dos Reflectores »
&
« Nível Baixo (do mar) »
&
« Variação do Nível do Mar Relativo »

Antes de mais é preciso não esquecer, que aquilo que a maior parte dos geocientistas chamam, no campo ou numa linha sísmica, um canhão submarino ou um canal é, na realidade, o preenchimento de um antigo canhão submarino ou de um antigo canal ao longo dos quais se escoava uma corrente de água. De facto, um canhão submarino ou desfiladeiro submarino, é um vale alcantilado (talhado, mais ou menos, a pique), localizado no talude continental ou mesmo no fundo oceânico que, mais tarde pode ou não, ser parcial ou totalmente, preenchido por sedimentos. Da mesma maneira, um vale cavado é o vale que resulta da erosão das camadas subjacentes por uma corrente fluvial, cuja desembocadura se deslocou para o mar, no seguimento de uma descida significativa do nível do mar relativo e que, mais tarde, foi preenchido durante o depósito da parte final do prisma de nível baixo do ciclo-sequência associado. O nível do mar relativo é o resultado da acção combinada do nível do mar absoluto ou eustático e da tectónica (subsidência quando o sedimentos são alongados ou levantamento quando os sedimentos encurtados, embora em certos, quando há diapirismo, o sedimentos possam ser alongados. O nível do mar absoluto ou eustático é o nível do mar global, referenciado ao centro da Terra ou a um satélite, que é dependente da: (i) Tectonicoeustasia que é controlada pela variação do volume das bacias oceânicas em associação com alastramento oceânico no seguimento da ruptura dos supercontinentes ; (ii) Glacioeustasia, que é controlada pela variação de volume de água dos oceanos função da quantidade de gelo (assumindo que a quantidade de água sob todas as suas formas é constante desde a formação da Terra, há cerca de 4,5 Ga) ; (iii) Geoidaleustasia que é controlada pela distribuição da água dos oceanos causada pelas variações do campo da gravidade terrestre (onde a gravidade é mais forte que o valor normal, o nível do mar é atirado para o centro da Terra) e (iv) Dilatação térmica dos oceanos ou aumento estérico do nível do mar (se a temperatura dos oceanos aumenta, a densidade da água diminui e, para uma massa constante, o volume aumenta). É preferível dizer, por exemplo, que um determinado preenchimento de canal, e não um canal, tem uma configuração interna paralela ou progradante. Nesta tentativa de interpretação geológica de um autotraço de um detalhe de uma linha sísmica do offshore da Luisiana (Estados Unidos), uma descida do nível do mar relativo deslocou os biséis de agradação costeiros para baixo (agradação negativa) e para o mar (invasão continental negativa). O nível do mar ficou mais baixo do que o rebordo da bacia, o qual, durante o grupo de cortejos sedimentares de nível baixo e, particularmente durante o subgrupo superior, ou seja, d prisma de nível baixo(PNB), é o último rebordo da bacia do ciclo sequência precedente. Esta descida do nível do mar relativo exumou a antiga plataforma (se a bacia tinha uma plataforma) ou levantou ainda mais, de maneira relativa, a planície costeira. Uma erosão subaérea desgastou, lentamente, a plataforma e a parte superior do talude continental exumado, criando uma superfície erosão, quer isto dizer, uma discordância. É esta discordância, que está ilustrada nesta tentativa de interpretação pela linha ondulada colorida em vermelho. Como a desembocadura dos cursos de água da região foi deslocada para o mar e para baixo, pela descida relativa do nível do mar, as correntes foram obrigados a cavar os seus leitos para reequilibrar os seus perfiles de equilíbrio provisórios, que foram rompidos. Devido à incisão das correntes formaram-se vales cavados (vales incisos) e, provavelmente canhões submarinos que, mais tarde, foram preenchidos, quando o nível do mar relativo começou a subir em aceleração (o que quer dizer que as ingressões marinhas são cada vez mais importantes). Foi, provavelmente, desta maneira que o preenchimento do vale cavado ilustrado nesta linha (colorido em amarelo) se formou. O antigo vale cavado foi fossilizado por sedimentos que terminam contra a discordância por biséis de agradação, que se observam, igualmente, nas linhas sísmicas perpendiculares, que passam pelo preenchimento. A configuração interna deste preenchimento é, ligeiramente, divergente para o centro desta sinforma (estrutura em extensão e não em compressão como é o caso de um sinclinal). Nesta caso particular, a ausência de compactação diferencial em relação aos sedimentos circunvizinhos (apesar do fraco enterramento), sugere uma fácies argilosa para os sedimentos que preencheram o antigo vale cavado. A compactação e a diagénese dos sedimentos por gravidade e compactação diferencial podem formar diferentes estruturas nas rochas sedimentares. Estruturas dobradas não tectónica, com a ilustrada neste preenchimento podem formar-se por compactação diferencial ou deslizamentos debaixo de água.

Preenchimento de Canhão....................................................................................................................................................................Canyon Fill

Remplissage de canyon / Relleno de cañón / Befüllen der Schlucht / 峡谷填充 / Заполнение ущелья / Riempimento di canyon /

O preenchimento sedimentar de um canhão, diferencia-se do preenchimento de um canhão ou canal submarino turbidítico pela evidência de uma erosão importante, e de um canal fluvial pela sua complexidade e dimensões. O preenchimento de um canhão pode ter diferentes geometrias, as quais variam, quase sempre, com os episódios de preenchimento. Todavia, globalmente, uma geometria interna divergente com biséis de agradação é, de longe, a mais frequente.

Ver: « Configuração dos Reflectores »
&
« Nível Baixo (do mar) »
&
« Variação do Nível do Mar Relativo »

Aquilo que a maior parte dos geocientistas chamam, no campo ou numa linha sísmica, um canhão é, na realidade, o preenchimento de um antigo canhão ao longo do qual se escoava uma corrente de água. Um canhão submarino ou desfiladeiro submarino, como dizem certos geocientistas, é um vale alcantilado (talhado, mais ou menos, a pique), localizado no talude continental ou mesmo no fundo oceânico que, pode ou não, ser, mais tarde, parcial ou totalmente, preenchido por sedimentos. Assim é preferível dizer que um determinado preenchimento de canhão, e não um canhão, tem uma configuração interna paralela ou progradante. Nesta tentativa de interpretação geológica de um autotraço de um detalhe de uma linha sísmica do offshore de Angola, uma descida significativa do nível do mar relativo (nível do mar local e referenciado a qualquer ponto da superfície terrestre, que seja o fundo do mar ou a base dos sedimentos e que é resultado da acção combinada do nível do mar absoluto ou eustático e da tectónica ou seja, da subsidência do fundo do mar quando o sedimentos são alongados ou levantamento do fundo do mar quando os sedimentos encurtados), deslocou os biséis de agradação costeiros para baixo (agradação negativa) e para o mar (invasão negativa). O nível do mar ficou mais baixo do que o rebordo da bacia, o qual durante o grupo de cortejos de nível baixo, que inicia a deposição do novo ciclo sequência, é o último rebordo da bacia do ciclo sequência precedente. Esta descida do nível do mar relativo exumou a antiga plataforma ou levantou ainda mais, de maneira relativa, o prisma costeiro de Vail e Posamentier (limitado entre a linha de baía e a linha da costa), que inclui depósitos fluviais e de água rasa. Uma erosão subaérea corroeu, lentamente, a plataforma e a parte superior do talude continental exumada, criando uma superfície erosão, isto é, uma discordância que é sempre um limite de ciclo sequência. É esta discordância, que corresponde a incisão mais profunda ilustrada nesta tentativa de interpretação. Os rios foram obrigados a cavar os leitos para reequilibrar os seus perfis de equilíbrio provisório, que foram rompidos pela descida do nível do mar relativa, a qual provocou um deslocamento das desembocaduras para jusante. Devido a incisão das correntes formaram-se vales cavados (vales que resultam da erosão das camadas subjacentes pelos canais fluviais que se deslocaram para o mar no seguimento da descida relativa do nível do mar) e canhões submarinos que, mais tarde, foram preenchidos, quando o nível do mar começou a subir em aceleração, quer isto dizer que os acréscimos da subida do nível do mar relativo são cada vez mais importantes, durante o depósito da parte final do prisma de nível baixo (PNB) do ciclo-sequência associado, que é limitado inferiormente pela discordância em causa. Foi assim, provavelmente, assim que o preenchimento do canhão submarino ilustrado nesta linha se formou. O preenchimento é complexo e fez-se em várias etapas. Isto sugere um efeito de pêndulo do canhão principal. As diferentes incisões foram fossilizados por biséis de agradação, que se observam, igualmente nas linhas sísmicas perpendiculares. A configuração interna dos preenchimento é, ligeiramente, divergente para o centro das sinformas., que aqui são estruturas não tectónicas formadas por compactação. Mais ou menos, por cima deste preenchimento de canhão encontra-se o canhão do Congo actual, o qual começa no dentro do continente, a meio do estuário do Congo, com uma profundidade de cerca de 20 metros. Depois de atravessar a plataforma continental durante cerca de 85 km, o canhão atinge o rebordo continental. Em seguida, ele prolonga-se talude abaixo para terminar ao fim de uma trajecto 280 km. No seu ponto mais profundo, as paredes, com mais de 100 metros de altura, definem a típica geometria em V do canhão que atinge 15 km de largura metros de altura. Na base do talude fundo do talude continental, ele entra no cone submarino do Congo actual, onde ele se prolonga par mais de 200 km. A montante do canhão do Congo encontra-se o o delta do rio Congo, o que permite de pensar que o canhão do Congo, se formou, pelo menos, inicialmente, em associação com uma descida do nível do mar relativo, que deslocou a desembocadura do rio Congo para o mar e para baixo. Todavia, o levantamento do continente e da parte proximal do offshore durante o Terciário Tardio, deve ter contribuído, de maneira significativa, a evolução e sucessivas incisões visíveis nesta tentativa de interpretação. Ao norte do rio Congo, e particularmente, no offshore do Gabão, existem preenchimentos de canhões, na parte inferior e média do talude continental, que migram lateralmente, no espaço e no tempo e que não têm a montante nenhum sistema de deposição deltaico ou fluvial, os quais certos geocientistas associam a acção erosiva de correntes submarinas ascendentes.

Preenchimento de Canhão Submarino.................................................................Submarine Canyon Fill

Remplissage de canyon sous-marin / Relleno de cañón submarino / Füllen von U-Boot-Schlucht / 海底水道填充 / Заполнение подводного ущелья / Riempimento di canyon sottomarino /

Esta terminologia não é muito correcta visto que, na maior parte dos casos, não há erosão associada com os chamados “canhões ou canais submarinos” (associados aos depósitos turbidíticos). Em geral, eles correspondem a uma anomalia batimétrica criada por sem depósito entre os diques marginais naturais associados às correntes turbidíticas em desaceleração.

Ver: « Configuração dos Reflectores »
&
« Nível Baixo (do mar) »
&
« Variação do Nível do Mar Relativo »

Aquilo que a maior parte dos geocientistas chamam, no campo ou numa linha sísmica, um canhão é, na realidade, o preenchimento de um antigo canhão ao longo do qual se escoava uma corrente de água. Um canhão submarino ou desfiladeiro submarino, como dizem certos geocientistas, é um vale alcantilado (talhado, mais ou menos, a pique), localizado no talude continental ou mesmo no fundo oceânico que, pode ou não, ser, mais tarde, parcial ou totalmente, preenchido por sedimentos. Assim é preferível dizer que um determinado preenchimento de canhão, e não um canhão, tem uma configuração interna paralela ou progradante. Nesta tentativa de interpretação geológica de um autotraço de um detalhe de uma linha sísmica do offshore de Angola, uma descida significativa do nível do mar relativo (nível do mar local e referenciado a qualquer ponto da superfície terrestre, que seja o fundo do mar ou a base dos sedimentos e que é resultado da acção combinada do nível do mar absoluto ou eustático e da tectónica ou seja, da subsidência do fundo do mar quando o sedimentos são alongados ou levantamento do fundo do mar quando os sedimentos encurtados), deslocou os biséis de agradação costeiros para baixo (agradação negativa) e para o mar (invasão negativa). O nível do mar ficou mais baixo do que o rebordo da bacia, o qual durante o grupo de cortejos de nível baixo, que inicia a deposição do novo ciclo sequência, é o último rebordo da bacia do ciclo-sequência precedente. Esta descida do nível do mar relativo exumou a antiga plataforma ou levantou ainda mais, de maneira relativa, o prisma costeiro de Vail e Posamentier (limitado entre a linha de baía e a linha da costa), que inclui depósitos fluviais e de água rasa. Uma erosão subaérea corroeu, lentamente, a plataforma e a parte superior do talude continental exumada, criando uma superfície erosão, isto é, uma discordância que é sempre um limite de ciclo sequência. É esta discordância, que corresponde a incisão mais profunda ilustrada nesta tentativa de interpretação. Os rios foram obrigados a cavar os leitos para reequilibrar os seus perfis de equilíbrio provisório, que foram rompidos pela descida do nível do mar relativa, a qual provocou um deslocamento das desembocaduras para jusante. Devido a incisão das correntes formaram-se vales cavados (vales que resultam da erosão das camadas subjacentes pelos canais fluviais que se deslocaram para o mar no seguimento da descida relativa do nível do mar) e canhões submarinos que, mais tarde, foram preenchidos, quando o nível do mar começou a subir em aceleração, quer isto dizer que os acréscimos da subida do nível do mar relativo são cada vez mais importantes, durante o depósito da parte final do prisma de nível baixo (PNB) do ciclo sequência associado, que é limitado inferiormente pela discordância em causa. Foi assim, provavelmente, assim que o preenchimento do canhão submarino ilustrado nesta linha se formou. O preenchimento é complexo e fez-se em várias etapas. Isto sugere um efeito de pêndulo do canhão principal. As diferentes incisões foram fossilizados por biséis de agradação, que se observam, igualmente nas linhas sísmicas perpendiculares. A configuração interna dos preenchimento é, ligeiramente, divergente para o centro das sinformas, que aqui são estruturas não tectónicas formadas por compactação. Mais ou menos, por cima deste preenchimento de canhão encontra-se o canhão do Congo actual, o qual começa no dentro do continente, a meio do estuário do Congo, com uma profundidade de cerca de 20 metros. Depois de atravessar a plataforma continental durante cerca de 85 km, o canhão atinge o rebordo continental. Em seguida, ele prolonga-se talude abaixo para terminar ao fim de uma trajecto 280 km. No seu ponto mais profundo, as paredes, com mais de 100 metros de altura, definem a típica geometria em V do canhão que atinge 15 km de largura metros de altura. Na base do talude fundo do talude continental, ele entra no cone submarino do Congo actual, onde ele se prolonga par mais de 200 km. A montante do canhão do Congo encontra-se o o delta do rio Congo, o que permite de pensar que o canhão do Congo, se formou, pelo menos, inicialmente, em associação com uma descida do nível do mar relativo, que deslocou a desembocadura do rio Congo para o mar e para baixo. Todavia, o levantamento do continente e da parte proximal do offshore durante o Terciário Tardio, deve ter contribuído, de maneira significativa, a evolução e sucessivas incisões visíveis nesta tentativa de interpretação. Ao norte do rio Congo, e particularmente, no offshore do Gabão, existem preenchimentos de canhões, na parte inferior e média do talude continental, que migram lateralmente, no espaço e no tempo e que não têm a montante nenhum sistema de deposição deltaico ou fluvial, os quais certos geocientistas associam a acção erosiva de correntes submarinas ascendentes.

Preenchimento Caótico......................................................................................................................................................................Chaotic Filling

Remplissage chaotique / Relleno caótico / Füllen chaotischen / 杂乱填充 / Хаотичное заполнение / Riempimento caotico /

Configuração desordenada dos estratos ou reflectores, que preenchem um intervalo sedimentar. Em geral, os sedimentos de um tal preenchimento são depositados num ambiente de talude (continental ou deltaico) ou glaciário.

Ver: « Bisel de Agradação »
&
« Configuração dos Reflectores »
&
« Variação do Nível do Mar Relativo »

Nesta fotografia, tendo em linha de conta os padrões geométricos externos (biséis de agradação por truncatura), pode reconhecer-se, facilmente, um preenchimento de um depressão. Da mesma maneira, a configuração interna do preenchimento dessa depressão pode ser considerada como caótica, uma vez, que não existe, praticamente, nenhuma continuidade dos planos de estratificação. É importante notar, que neste caso particular, a erosão foi controlada por eventos glaciares, provavelmente, induzidos pelo engrossamento (avanço) e adelgaçamento de um glaciar (o que certos geocientistas e, sobretudo, ecologistas chamam, de maneira errada, recuo do glaciar). De qualquer maneira, muitas vezes, mas nem sempre, o avanço de um glaciar ao longo do seu vale, correlaciona com a uma descida do nível do mar absoluto ou eustático, isto é, com o nível do mar global referenciado ao centro da Terra ou a um satélite, o qual é dependente da: (i) Tectonicoeustasia que é controlada pela variação do volume das bacias oceânicas função o alastramento oceânico ; (ii) Glacioeustasia, que é controlada pela variação de volume de água dos oceanos função da quantidade de gelo ; (iii) Geoidaleustasia que é controlada pela distribuição da água dos oceanos causada pelas variações do campo da gravidade terrestre e (iv) Dilatação térmica dos oceanos ou aumento estérico do nível do mar (se a temperatura dos oceanos aumenta, a densidade da água diminui e, para uma massa constante, o volume aumenta). Todavia, unicamente as mudanças glacioeustáticas são, ao mesmo tempo, importantes, isto é, superiores a 10 metros e rápidas, quer isto dizer de duração inferior a 1 My. Por outras palavras, a quando de uma glaciação o nível do mar absoluto ou eustático desce, como foi o caso durante as glaciações que ocorreram no Quaternário. Ao contrário, quando o gelo começa a fundir, isto é, desde que inicia a deglaciação (degelo), o nível do mar absoluto sobe e os vales glaciares libertados do gelo são inundados, mesmo antes que o nível do mar inunde a planície costeira. Isto significa que, pelo menos, a parte distal dos vales glaciares (próximo da planície fluvioglaciar), é inundada, e em grande parte preenchida, em condições geológicas de nível baixo do mar (nível do mar mais baixo que o rebordo da plataforma do ciclo estratigráfico precedente). Uma grande parte do preenchimento dos vales glaciares é feito durante a fase tardia de depósito do prisma de nível baixo do grupo de cortejos sedimentares de nível baixo. Este preenchimento precoce dos vales glaciares têm um configuração interna paralela. É a parte mais a montante, que apresenta, frequentemente, uma configuração caótica como a que está ilustrada nesta fotografia (preenchimento do vale glaciar de Iheri, no offshore Líbia). Em termos geológicos regionais, pode dizer que na onshore da Argélia / Líbia e, particularmente, na bacia geográfica de Ghadames (bacia cratónica na classificação das bacias sedimentares de Bally e Snelson) foram os sedimentos do Ordovícico que sofreram uma intensa erosão glaciar da qual resultaram uma série de vales glaciares orientados, mais ou menos, Norte-Sul. Mais tarde, durante a ingressão marinha do Silúrico Inferior, a parte inferior os vales glaciares do Ordovícico (idade da incisão) foram preenchidos por sedimentos síncronos dos depósitos da fase tardia do prisma de nível baixo, antes de serem, totalmente, preenchidos pelos sedimentos transgressivos do Silúrico Superior. É nos preenchimentos precoces que se encontram os sedimentos ricos em matéria orgânica ("Hot Shales” dos geocientistas de língua inglesa), os quais constituem uma das principais rochas-mãe do petróleo encontrado nesta região. Os sedimentos dos preenchimentos tardios não têm boas características de rochas-mãe. Efectivamente, pode dizer-se que os argilitos do Silúrico Inicial, ricos em matéria orgânica ("Hot Shales") são as rochas-mãe de mais de 80-90% dos hidrocarbonetos do Paleozóico no norte da África, os quais geraram, também, uma parte importante de petróleo da Península Arábica. Na maioria dos casos, estes argilitos depositaram-se, directamente, por cima dos arenitos do Ordovícico Tardio glaciário, durante o início da ingressão marinha do Silúrico Inicial no seguimento do derretimento da calota glaciária do Ordovícico. A deposição do principal intervalo dos argilitos, ricos em matéria orgânica, na região do Norte África / Arábia foi restrita durante o Silúrico Inicial. Durante este curto período (entre 1 e 2 milhões de anos) do estágio Rhuddaniano do Landoveriano, existiu uma combinação favorável de factores que levaram ao desenvolvimento de uma deficiência de oxigénio excepcionalmente forte na área (os argilitos do Silúrico pós-Rhudaaniano são, organicamente, magros e sem características de rocha-mãe).

Preenchimento Complexo.......................................................................................................................................................Complex Filling

Remplissage complexe / Relleno complejo / Füllung Komplexe / 复杂的填充 / Комплексное заполнение / Riempimento Complesso /

Quando um intervalo entre duas discordâncias ou uma anomalia batimétrica são preenchidos por paquetes sedimentares com configurações internas desordenadas e não concordantes entre elas.

Ver: « Bisel de Agradação »
&
« Configuração dos Reflectores »
&
« Variação do Nível do Mar Relativo »

Nesta tentativa de interpretação geológica de um autotraço de um detalhe de uma linha sísmica do offshore do Texas (EUA), o padrão externo de uma estrutura canalizante é óbvio, quer isto dizer, que uma desconformidade (em vermelho) se pode pôr em evidência pelos biséis de truncatura subjacentes e pelos biséis de progradação e agradação sobrejacentes. A geometria da desconformidade* é côncava para cima e lembra a forma de um canal. Os intervalos sedimentares, sobrejacentes à desconformidade, têm configurações internas muito variadas e as relações entre eles são discordantes. Por isso, pode dizer que o preenchimento sedimentar desta anomalia canalizante é complexo. Todavia, esta desconformidade parece não estar associada, directamente, com uma descida do mar relativo, que é o nível do mar local referenciado qualquer ponto da superfície terrestre (base dos sedimentos, fundo do mar, etc.) ou absoluto (nível do mar, global referenciado ao centro da Terra ou a um satélite) como o são as discordâncias (superfícies de erosão) que limitam os diferentes ciclos estratigráficos. As discordâncias que limitam os ciclos estratigráficos correspondem a superfícies de erosão, ao longo das quais, por definição, não há deposição, mas erosão. Todavia, ao nível de in ciclo sequência, isto não é verdade, na parte profunda da bacia, onde sistemas de deposição turbidítica, se podem depositar sobre a paraconformidade correlativa, em água profunda, da discordância). Efectivamente, dentro de um ciclo sequência (induzido por ciclo eustático de 3a ordem, ou seja, um ciclo eustático com uma duração entre 0,5 e 3-5 My), durante o período de descida do nível do mar relativo (diminuição da acomodação), apenas na parte profunda da bacia, se depositam os cones submarinos de bacia (CSB) e de talude (CST), que sublinham o hiato mínimo entre os ciclos sequência separados pela discordância. Na prática, a idade dos cones submarinos de bacia (CSB) dá, com um mínimo de erro, a idade da discordância com a qual eles estão associados ou seja a idade da descida do nível do mar relativo. Neste caso particular, tendo em linha de conta o contexto de planície costeira onde a linha sísmica original foi tirada, e as terminações dos reflectores visíveis nesta tentativa de interpretação, o mais provável é que esta desconformidade tenha sido induzida por uma incisão fluvial em associação com a curvatura de um meandro. De facto, ao mesmo tempo, que se depositavam as progradações, visíveis na parte esquerda superior desta tentativa, e que se formava a barra de meandro (na parte convexa do meandro), na parte côncava oposta, onde a água do rio se escoava com mais energia, havia erosão, o que quer dizer que os biséis de agradação não podem ser interpretados com induzidos por subidas do nível do mar relativo. Da mesma maneira, os limites entre os diferentes pacotes do preenchimento sedimentar (tampões argilosos) não correspondem a discordâncias e esses pacotes não enfatizam ciclos estratigráficos. Os tampões argilosos correspondem aos preenchimentos sedimentares, parciais, dos diferentes lagos de meandro abandonados, todas as vezes que o leito principal do curso de água mudou de trajectória. Neste tipo de depósitos, assim como noutros, quando a deposição e erosão são síncronas e interligadas, em termos de estratigrafia sequencial, não se deve falar de discordâncias, ou seja, de superfícies de erosão, mais ou menos, generalizadas, pelo menos, ao nível de um ciclo-sequência.

(*) Uma descontinuidade designa uma transição ou contacto entre intervalos de densidades diferentes, como é o caso da descontinuidade de Mohorovicic, ou de diferentes fácies sedimentares, (litologias) ou mesmo entre intervalos entre separados por um hiato (ausência de deposição importante). Isto quer dizer, que existem vários tipos de descontinuidades: 1- Estratigráficas ; 2- Sedimentares ; 3- Litológicas ; 4- Tectónicas, etc., Dentro das descontinuidades litológicas, que são as mais importantes na estratigrafia sequencial, podem reconhecer-se as: (i) Descontinuidades Concordantes, quando há continuidade entre os intervalos sucessivos ; (ii) Descontinuidades Paraconformes ou Paraconformidades, quando não há diferença de atitude entre os intervalos sobrepostos, mas há um hiato por ausência de deposição importante entre eles ; (iii) Descontinuidades Não Conformes ou Não Conformidades (que certos autores chamam Discordâncias Heterolíticas), quando há um contacto entre um intervalo sedimentar e um corpo ígneo mais antigo ; (iv) Descontinuidades Desconformes ou Desconformidades, quando as camadas dos intervalos são paralelas de um e de outro lado da superfície de contacto a qual não é conforme com a estratificação regional ; (v) As Descontinuidades Discordantes ou Discordâncias quando os dois intervalos estão separados por uma superfície de erosão induzida por uma descida do nível do mar relativo ; (vi) As Descontinuidades Discordantes Reforçadas ou Discordâncias Reforçadas pela Tectónica, quando os sedimentos do intervalo sobrejacente a uma discordância foram deformados pela tectónica (encurtados ou alargados) ; (vii) Descontinuidades Intrusivas, quando um corpo ígneo atravessa uma série sedimentar ; (viii) Descontinuidade Mecânicas, quando elas são induzidas por falhas, etc. (https://estpal13.wordpress.com/2013/06/04/descontinuidades-sedimentares-e-estratigraficas/)

Preenchimento Divergente (linhas sísmicas).......................................................................................Divergent Filling

Remplissage divergent / Relleno divergente / Füllung divergieren / 发散填充 / Дивергентрое заполнение / Riempimento divergenti /

Quando os reflectores sísmicos, interpretados como estratos, se espessam lateralmente, em direcção da bacia ou da área com maior subsidência. Nas linhas sísmicas, o espessamento lateral é, frequentemente, acompanhado por uma fissão dos reflectores, a qual não deve ser interpretada como uma discordância fossilizada por biseis de agradação.

Ver: « Configuração dos Reflectores »
&
« Subsidência »
&
« Variação do Nível do Mar Relativo »

O offshore do Labrador corresponde à sobreposição de diferentes bacias da classificação das bacias sedimentares de Bally e Snelson (1980). Nas linhas sísmica regionais deste offshore, de baixo par cima podem reconhecer-se: (i) Um soco, que em geral corresponde a rochas supracrustais do Pré-Câmbrico, mas que pode, localmente, corresponder a uma cintura de montanhas do Paleozóico, mais ou menos, aplanada ; (ii) Bacias de tipo rifte que alongaram a litosfera do supercontinente Pangeia, e em particular do pequeno supercontinente Laurasia, antes que este se fracturasse e (iii) Margem divergente tipo Atlântico cuja base é, principalmente, constituída por de derrames vulcânicos que iniciam um alastramento vulcânico subaéreo, antes que este se torna-se oceânico por afundamentos dos centros de expansão, que geralmente são vulcões. Nesta tentativa de interpretação geológica de um autotraço de um detalhe a linha sísmica deste offshore, a geometria das bacias de tipo rifte é de demigraben (estrutura geológica delimitada por uma falha ao longo de um lado de seus limites, ao contrário de um graben, na qual o bloco falhado deprimido é limitado por falhas paralelas). Uma tal geometria enfatiza uma subsidência de diferencial*, que aumenta em direcção das falhas responsáveis do alargamento da litosfera do pequeno supercontinente crusta continental, antes da ruptura da litosfera. Para um factor de alongamento “β" > 4,5 (comprimento de deformação que determina a quantidade de litosfera que pode ser, verticalmente, adelgaçada durante um episódio de alongamento), a litosfera parte-se. Os sedimentos, que preenchem as bacias de tipo-rifte, espessam-se em direcção das falhas normais que bordam as estruturas em demigraben, o que confere, muitas vezes, uma geometria divergentes ao preenchimento. Um tal espessamento, sugere, fortemente, que a fonte do acarreio sedimentar é localizada a Oeste e que a direcção do acarreio é para Este. Os biséis de agradação proximais (terminações dos reflectores a montante) têm uma vergência (ou polaridade) Oeste, ou seja, em direcção do continente. Da mesma maneira, os biséis de agradação distais (terminação dos reflectores a jusante) têm uma vergência Este em direcção do mar. Os biséis de agradação, dentro das bacias de tipo rifte são, essencialmente, não marinhos. Os ambientes sedimentares predominantes nestas bacias, isto é, nas bacias formadas antes da ruptura da litosfera do pequeno supercontinente Laurasia, são não marinhos, aluviais ou fluviais e, por vezes, lacustres. Todavia, configuração interna dos intervalos sedimentares que preenchimento as bacias de tipo rifte depende do razão entre a taxa de extensão e da taxa do acarreio sedimentar. Quando a taxa de extensão de uma bacia não é compensada pelo acarreio sedimentar, isto é, quando o espaço criado para os sedimentos não é, totalmente, preenchido, forma-se uma lâmina de água e, em geral, desenvolve-se um lago, mais ou menos, importante dentro da bacia. Neste caso, a geometria do preenchimento é paralela e não divergente, como ilustrado na bacia de tipo rifte ocidental desta tentativa. Se as condições climáticas forem favoráveis, há uma forte probabilidade que na parte inferior lago destas bacias, se desenvolva uma zona depletada em oxigénio, o que permite a preservação da matéria orgânica que caí no fundo do lago e, mais tarde, a formação argilitos lacustres ricos em matéria orgânica, que são as principais rochas-mãe potenciais destas bacias. São rochas deste tipo que formam o subsistema petrolífero gerador, por exemplo, no onshore de Cabinda (Angola), as quais são, relativamente, fáceis de pôr em evidência nas linha sísmica, uma vez que elas estão associadas a intervalos sedimentares caracterizados por terem uma configuração interna paralela. Quando a taxa de extensão de uma bacia de tipo-rifte é compensada pelo acarreio sedimentar, a geometria do preenchimento (total ou parcial) é divergente e a fácies é, principalmente, arenosa, visto que a profundidade de água de deposição é, praticamente, sempre zero, uma vez que à medida que o espaço disponível é formado ele é, imediatamente, preenchido uma vez que a taxa de sedimentação compensa a taxa de criação da acomodação.

(*) O alongamento litosférico (subsidência diferencial) e compensação isostática induzem uma anomalia térmica debaixo da litosfera adelgaçada (subida das isotérmicas que limitam, superiormente, o manto da astenosfera. Todavia desde que a anomalia térmica começa a arrefecer, o aumento da densidade pressiona a litosfera para baixo, causando uma subsidência térmica. A subsidência térmica ocorre exponencialmente e muito mais lentamente do que a rápida subsidência diferencial, uma vez que ela tenta manter o equilíbrio isostático enquanto a astenosfera levantada (aquecida) esfria. A subsidência diferencial da litosfera cessa desde que começa a subsidência térmica.

Preenchimento Fluvial.......................................................................................................................................................................................Fluvial Fill

Remplissage fluvial (prisme de bas niveau tardif) / Relleno fluvial (prisma de bajo nivel tardío) / Füllung Fluss (Low-Level-Prisma spät) / 河道充填 / Заполнение рек / Riempimento del fiume (prisma di basso livello tardivo) /

Preenchimento feito por corpos arenosos que preenchem canais, criados imediatamente antes da primeira superfície transgressiva, quando dentro de um ciclo-sequência, a taxa de subida do nível do mar relativo é máxima.

Ver: «Prisma de Nível Baixo»

Preenchimento de Frente de Talude..........................................................................................................Slope Front Fill

Remplissage de front de talus / Relleno de frente de talud / Slope Front füllen / 坡前填充 / Заполнение откоса уступа карьера / Riempimento del versante frontale /

Preenchimento que exprime a maneira como um talude, em geral, o talude continental é fossilizado pelos sedimentos sobrejacentes.

Ver: « Bisel de Agradação »
&
« Configuração dos Reflectores »
&
« Variação do Nível do Mar Relativo »

O offshore Oeste da Austrália corresponde à sobreposição de diferentes bacias da classificação das bacias sedimentares de Bally e Snelson (1980), as quais de baixo para cima são: (i) Um soco que corresponde, a maior parte das vezes, a uma cadeia de montanhas aplanadas do Paleozóico ; (ii) Bacias de tipo rifte que alongaram o supercontinente Pangeia e sobretudo a sua parte Sul, isto é, o pequeno supercontinente Gondwana, antes que a litosfera se partisse ; (iii) Uma margem continental divergente tipo Atlântico, na qual se distinguem duas fases tectónico sedimentares: a) A fase transgressiva de geometria retrogradante, que é fossilizada pela b) a fase regressiva, cuja geometria é progradante. Esta duas fases tectónico sedimentares estão separadas por uma superfície de base das progradações, em associação coma a qual se depositaram rochas marinhas ricas em matéria orgânica que constituem, provavelmente, as principais rochas-mães potenciais deste offshore Esta tentativa de interpretação geológica de um autotraço de uma linha sísmica do offshore Oeste da Austrália foi feita em subciclos de invasão continental induzidos por ciclos eustáticos de 2a ordem, cuja duração varia entre 3-5 My e 50 My e associados a mudanças da velocidade da subsidência tectónica (subsidência total, ou seja a espessura dos sedimentos mais a profundidade de água, diminuída do efeito da compensação isostática, devido a sobrecarga sedimentar, e aumentada do efeito da compactação). Assim as diferenças de idade entre as discordâncias (superfícies de erosão criadas por descidas significativas do nível do mar relativo) que separam os diferentes subciclos tem sempre que superior a 3-5 My e inferior a 50 My. Assim, obviamente, nesta tentativa de interpretação não só, não se podem reconhecer grupos de cortejos sedimentares, mas é muito difícil reconhecer em que períodos a bacia tinha, ou não, uma plataforma continental o que é, relativamente, fácil numa tentativa de interpretação feita ao nível de um ciclo sequência. Como ilustrado nesta tentativa de interpretação, as diferentes discordâncias foram reconhecidas, principalmente, pelas terminações dos reflectores sobrejacentes (biséis de agradação costeiros e marinhos). Na maior parte dos casos, sismicamente, as terminações dos reflectores subjacentes às discordâncias não são bem visíveis, mas em certos casos, biséis de somitais (por truncatura) são evidentes. Nos três últimos subciclos de invasão continental (1, 2 e 3), as sucessivas posições do rebordo da bacia são, facilmente, reconhecidas, assim como o preenchimento da frente do talude continental, em particular do subciclo 2. A ruptura da inclinação da discordância inferior do subciclo 2 sublinha o rebordo da bacia no início do subciclo. A partir desse ponto, é fácil de constar que o preenchimento da bacia é progradante, isto é, que a bacia, a jusante do rebordo do subciclo precedente, foi preenchia por progradações que definem os sucessivos taludes continentais. Tendo em linha de conta as escalas da linha sísmica e, em particular, a escala horizontal, pode dizer-se, que durante os subciclos 1, 2 e 3, sismicamente, a bacia não tinha plataforma continental. Os sucessivos rebordos da bacia, que aqui marcam o rebordo continental, coincidiam com o limite externo do prisma costeiro de P. Vail. Nestas condições, é muito provável, que na parte distal da maior parte das progradações do talude continental se tenham depositado turbiditos em telhado de ripas (espessura inferior à resolução sísmica). Este tipo de sistemas turbidíticos está mais associado com instabilidades do rebordo da bacia do que com descidas relativas do nível do mar significativas. Várias descidas do nível do mar relativo são visíveis dentro do subciclo 2 de invasão continental (existem pelo menos três biséis de agradação costeiros). Todavia elas são parecem não ter sido, suficientemente, importantes para mudar as condições geológicas para nível baixo domar. Não esqueça que ao nível de um ciclo sequência, durante o depósito do grupo de cortejos sedimentares de nível baixo, ou seja, durante o depósito dos subgrupos: (i) cones submarinos de bacia (CAB) ; (ii) Cones submarinos de talude (CST) e (iii) Prisma de nível baixo (PNB), o rebordo continental não é o rebordo da bacia, uma vez que este é o ultimo rebordo da bacia do ciclo sequência precedente. Todavia, durante o depósito do grupo de cortejos sedimentares de nível alto, ou seja, durante o depósito dos subgrupos: (iv) Intervalo transgressivo (IT) e (v) Prisma de nível alto (PNA) o rebordo da bacia coincide com o rebordo continental, desde a 1a superfície transgressiva, quer isto dizer desde que a bacia tem uma plataforma continental.

Preenchimento Monticular (linhas sísmicas)................................................................Mounded Onlap Filling

Remplissage monticulaire / Relleno monticular / Buckelschicht Onlap Füllung / 丘状上超充填 / Трансгрессивное заполнение / Riempimento aggradant mounded en monticello /

Quando os reflectores sísmicos, interpretados como estratos, formam anomalias topográficas ou montículos sedimentares acima do nível de base. Esta geometria é típica das construções orgânicas e vulcânicas, mas pode, igualmente, encontrar-se em associação com os depósitos turbidíticos e vales cavados (encaixados).

Ver : « Configuração dos Reflectores »
&
« Montículo Sedimentar »
&
« Variação do Nível do Mar Relativo »

O onshore do Sudão corresponde à sobreposição de três tipos de bacias da classificação de Bally e Snelson. Sobre uma antiga cadeia de montanhas aplanadas, provavelmente do Paleozóico, formaram-se bacias de tipo rifte, de idade Cretácico, as quais alongaram o supercontinente Pangeia e, particularmente, o pequeno supercontinente Gondwana), sem contudo o terem fracturado, uma vez que as bacias de tipo rifte foram cobertas por uma bacia cratónica e não por uma margem divergente. Isto quer, provavelmente, dizer que o factor de alongamento “β" (comprimento de deformação que determina a quantidade de litosfera que pode ser, verticalmente, adelgaçada durante um episódio de alongamento) não atingiu o valor 4,5 ou, por outras palavras, que a espessura da litosfera litosfera adelgaçado foi sempre superior a 15-20 km. Segundo certos autores, desde que numa determinada área, a espessura de uma litosfera alongada e altamente injectada de material do manto sublitosférico (material da astenosfera), atinge 15/20 km, ela não pode ser mais estirada por falhas normais e, em geral, rompe-se. Esta ruptura faz-se, muitas vezes, por uma superabundância de material vulcânico injectada, quer isto dizer, a partir do momento em que há mais material do manto sublitosférico injectado do que litosfera. A discordância, que separa as bacias de tipo rifte da bacia cratónica, enfatiza a mudança de uma subsidência diferencial para uma subsidência térmica, a qual foi induzida pelo aumento de densidade que acompanha o resfriamento da anomalia térmica (ascensão local da astenosfera) que, provavelmente, provocou o alongamento da litosfera, ou seja a subsidência diferencial. Esta discordância é, por vezes, evidenciada por estruturas monticulares associadas ao preenchimento de vales cavados induzidos pela descida do nível do mar relativo (nível do mar, local, e referenciado a qualquer ponto da superfície terrestre, que seja , o fundo do mar ou a base dos sedimentos e que é o resultado da acção combinada do nível do mar absoluto ou eustático, que é o nível do mar global referenciado ao centro da Terra ou a um satélite radar, e da tectónica), que causou a superfície de erosão característica da discordância (enfatizada nesta tentativa de interpretação pela linha ondulada colorida em vermelho). Um preenchimento monticular, no campo ou nos dados sísmicos, tem, como toda a interpretação geológica, que ser testado. Isto quer dizer, que a interpretação tem que ser submetida a testes de refutação. Uma estrutura sedimentar com uma geometria monticular pode ser síncrona ou posterior à deposição. Em termos genéticos, estas duas situações traduzem eventos e histórias geológicas diferentes. A geometria dos biséis e, em particular, a dos biséis de agradação, pode ser utilizada como critérios de refutação. Assim, quando, os biséis não estão deformados, a estrutura ou o preenchimento tem grandes possibilidades de ser síncrona da deposição. Ao contrário, quando os biséis de agradação estão deformados, pela tectónica ou por uma compactação diferencial, é muito provável, que a estrutura ou o preenchimento seja posterior à deposição. Como ilustrado nesta tentativa de interpretação de um autotraço de um detalhe de uma linha sísmica do onshore do Sudão (região de Piber Post), a configuração interna monticular observada, imediatamente, acima da discordância não é síncrona da sedimentação, mas posterior. Os biséis de agradação do preenchimento, originalmente, sub-horizontais foram deformados. Esta deformação foi o resultado da compactação diferencial do preenchimento arenoso de um vale cavado. Efectivamente, a quando da descida do nível do mar relativo (resultado da acção combinada do nível do mar absoluto ou eustático, referenciado ao centro da Terra ou a um satélite e da tectónica), que criou discordância, o deslocamento para jusante das desembocaduras dos rios rompeu os perfis de equilíbrio provisórios das correntes. Os rios foram obrigados a cavar os seus leitos criando vales cavados que, mais tarde, foram preenchidos quando o nível do mar relativo começou a subir. O preenchimento, que é contemporâneo do depósito do prisma de nível baixo (PNB) do primeiro ciclo sequência pós-discordância, foi feito por sedimentos arenosos difíceis de compactar. Quando a coluna sedimentar sobrejacente foi, suficientemente, importante para compactar os sedimentos mais profundos, a morfologia do preenchimento que, inicialmente, era côncava / côncava transformou-se em côncava /convexa, uma vez que as areias se compactam menos do que os argilitos circunvizinhos.

Preenchimento Progradante (linhas sísmicas)..........................................................Progradational Filling

Remplissage progradant / Relleno progradante / Füllung progradierenden / 前积充填 / Наступление береговой линии / Riempimento progradante /

Quando os reflectores sísmicos, interpretados como estratos, têm uma geometria progradante. Na maioria dos casos, um tal preenchimento está associado a intervalos sedimentares regressivos (prisma de nível baixo e prisma de nível alto).

Ver: « Configuração dos Reflectores »
&
« Progradação »
&
« Variação do Nível do Mar Relativo »

Nesta tentativa de interpretação geológica de um autotraço de uma detalhe de uma linha sísmica uma linha sísmica do Norte do Mar Cáspio, um vale cavado (ou encaixado) e uma discordância são, facilmente. reconhecidos. A discordância, que corresponde a um superfície de erosão, foi criada pela acção conjunta do nível do mar absoluto ou eustático (nível do ar, global, referenciado ao centro da Terra ou a um satélite e da tectónica (subsidência ou levantamento). Esta acção conjunta produziu uma descida significativa do nível do mar relativo (nível do mar local, referenciado a qualquer ponto da superfície terrestre, quer seja à base dos sedimentos ou o fundo do mar, que é o resultado da acção combinada do nível do mar absoluto ou eustático, que é o nível do mar global e referenciado ao centro da Terra ou a um satélite, e da tectónica, isto é do levantamento ou da subsidência do fundo do mar função do regime tectónico predominante), que pôs o nível do mar mais baixo do que o rebordo da bacia do ciclo-sequência. Se o ciclo-sequência era completo, isto é, formado por todos os subgrupos de cortejos sedimentares, que debaixo para cima são: (i) Cones submarinos de bacia (CSB) ; (ii) Cones submarinos de talude (CST) ; (iii) Prisma de nível baixo (PNB) ; (iv) Intervalo transgressivo (IT) e (v) Prisma de nível alto (PNA), o rebordo da bacia era, certamente, o rebordo continental do prisma de alto nível (PNA). Durante o grupo de cortejos de nível baixo (CSB, CST e PNB) do novo ciclo sequência, o rebordo da bacia manteve-se o mesmo (último rebordo da bacia do ciclo sequência precedente) até que ocorreu a 1a superfície transgressiva. A partir desse momento, a bacia tem uma plataforma continental e, assim, o rebordo do prisma de nível baixo (PNB) passa a ser o novo rebordo da bacia. Uma tal descida do nível do mar relativo, não só exumou a plataforma da bacia (se a bacia tinha plataforma), mas também deslocou para o mar e para baixo as desembocaduras dos rios. Os perfis de equilíbrio provisórios dos cursos de água foram rompidos, o que obrigou as correntes a cavar mais, profundamente, os seus leitos para que novos perfis de equilíbrio provisórios sejam alcançados. É este escavação que cria os vales cavados (ou vales encaixados ou incisos), como o que está ilustrado nesta tentativa de interpretação, a sul da falha normal principal. Quando o nível do mar relativo começou a subir em aceleração (ingressões marinhas cada vez mais importantes), provavelmente, durante a parte superior do prisma de nível baixo (sobreposição de cortejos sedimentares, isto é, de paraciclos sequências progradantes depositados em condições geológicas de nível baixo) ou durante a parte inferior do intervalo transgressivo (sobreposição retrogradante de paraciclos sequência depositados em condições geológicas de nível alto do mar) o vale cavado foi preenchido. O preenchimento é, tipicamente, progradante. Os biséis de progradação sugerem um acarreio sedimentar vindo do Sul, o que por sua vez indica, mais ou menos, a localização do continente. Como, provavelmente, estes biséis de progradação são aparentes, a combinação com os biséis encontrados noutras linhas sísmicas que cortam, igualmente, o vale cavado dará a verdadeira direcção do carreio sedimentar. Uma geometria progradante do preenchimento de um vale cavado não é contraditória com a sua associação com o prisma de nível baixo (PNB) nem com o intervalo transgressivo (IT) do ciclo sequência associado. Efectivamente, embora o intervalo transgressivo (IT) de um ciclo-sequência, que corresponde a um conjunto de ingressões marinhas cada vez mais importantes e de regressões sedimentares cada vez mais pequenas, tenha, globalmente, uma geometria retrogradante, dentro de cada paraciclo-sequência, limitado entre duas subidas do nível do mar relativo consecutivas sem entre elas haja uma descida significativa, a geometria dos cortejos sedimentares (associação lateral de sistemas de deposição síncronos e geneticamente ligados) é progradante, o que quer dizer que a linha da costa se desloca para o mar à medida que a sedimentação ocorre (indica a direcção do acarreio sedimentar). Sismicamente, devido à resolução das linhas sísmicas, muitas vezes, um paraciclo sequência pode corresponder a vários cortejos sedimentares, o que, em geral, não é o caso, no campo, isto é, à escala natural 1:1.

Pressão da Placa Descendente..........................................................................................................................................Slag Pressure

Pression de la plque descendante / Presión de placa descendente / Druck der absteigenden Platte / 板块向下的压力 / Пластовое давление / Pressione della piastra verso il basso /

Pressão da placa descendente e constrangimento das dorsais oceânicas são termos informais que têm sido utilizados na literatura da tectónica das placas para designar as forcas horizontais induzidas pela mergulho de uma placa litosférica descendente ao longo de uma zona de subducção e pela diferença de elevação entre o centro de expansão e o fundo oceânico.

Ver: « Constrangimento (pelas dorsais oceânicas) »
&
« Subducção do Tipo-B (Benioff) »
&
« Expansão Oceânica »

Numa zona de subducção de Benioff ou tipo-B (em oposição à zona de subducção do tipo-A ou de Ampferer), desde que a placa oceânica mergulha, devido à gravidade e, certamente, a outras causas ainda mal conhecidas, o material litosférico, frio, denso e frágil, entra em contacto com o material da astenosfera que tem uma temperatura muito mais elevada (cerca de 1250° C). O mergulho da placa descendente, na zona de subducção, cria uma força tectónica, mais ou menos horizontal, ao longo da placa. Esta força, que, em grande parte, é função do ângulo de subducção, empurra a placa descendente contra a cavalgante o que cria um regime de deformação de emparelhamento/desemparelhamento ao nível da litosfera e, sobretudo, na placa cavalgante. Função da sua condutividade térmica, à medida que a placa desce na zona de subducção, ela vai aquecer. O aumento de temperatura muda a reologia e uma parte dela é assimilada ou forma um magma. A ascensão desse magma induz o aparecimento, na placa cavalgante (oceânica ou continental), de vulcões, mais ou menos, alinhados, paralelamente, à fossa oceânica. Estes vulcões formam um arco vulcânico a uma distância da fossa, que é variável em função do ângulo da zona de subducção. Embora a placa descendente esteja num estado compressivo, existem, localmente, ao longo dela sectores em extensão, em particular próximo da ruptura de inclinação. Estas zonas em extensão são corroboradas pelo estudo dos epicentros dos tremores de terra, como sugerido no esquema ilustrado nesta figura. A subducção da placa descendente (fria, densa e frágil) na astenosfera modifica a posição e a equidistância das isotérmicas do manto superior, o que pode induzir a formação de correntes de convexão divergentes. Estas correntes, localizadas debaixo da placa litosférica cavalgante são, provavelmente, as responsáveis do alongamento da crusta continental da placa cavalgante e assim da formação na parte interna do arco de bacias de tipo-rifte.

Primeira Superfície Transgressiva..................................................................First Transgressive Surface

Première surface transgressive / Primera superficie transgresiva / Erste transgressive Oberfläche / 第一次海侵面 / Первая трансгрессивная поверхность / Prima superficie trasgressiva /

Superfície que marca o início do intervalo transgressivo (IT) dentro de um ciclo sequência. A montante do último bisel de agradação dos cortejos de nível baixo (CNB) e na ausência de preenchimentos de vales cavados (Pvc), a primeira superfície de inundação (1a SI) coincide com a discordância inferior que limita o ciclo estratigráfico dito ciclo-sequência (CS).

Ver: « Intervalo Transgressivo »
&
« Superfície de Inundação »
&
« Ciclo Sequência »

Uma discordância (E), quer isto dizer, uma superfície de erosão induzida por uma descida do nível do mar relativo (nível do mar local, referenciado a qualquer ponto da superfície terrestre, quer seja, por exemplo, a base dos sedimentos ou o fundo do mar e que é o resultado da acção combinada do nível do mar absoluto ou eustático (nível do mar, global, referenciado ao centro da Terra ou a um satélite) e da tectónica, é, facilmente, reconhecida nesta tentativa de interpretação geológica de um detalhe de uma linha sísmica do Golfo do México, pela incisão de um rio que criou um vale cavado. A descida do nível do mar relativo responsável pela discordância, deslocou para a bacia e para baixo, os biséis de agradação costeiros exumando a plataforma continental (se a bacia tinha uma plataforma), levantando ainda mais a prisma costeiro (depósitos fluviais e de água pouco profunda que se acumulam na planície costeira durante a progradação da linha da costa que tem a forma de uma cunha e que se prolonga para o continente por biséis de agradação sobre a topografia pré-existente) em relação ao nível do mar. Um tal deslocamento rompeu o perfil de equilíbrio provisório dos rios (o perfil de equilíbrio definitivo de uma corrente é um utopia, um vez que ele nunca é alcançado), o que obrigou as correntes a cavar (erodir), ainda mais, os seus leitos afim de atingirem um novo perfil de equilíbrio provisório, criando assim vales cavados ou encaixados como o que está ilustrado nesta tentativa de interpretação ao nível da discordância (concavidade da discordância E). Numa linha sísmica, longe das rupturas costeiras de inclinação das linhas cronostratigráficas (superfícies de deposição), onde as discordâncias são, mais dificilmente reconhecidas pelos biséis de agradação, a identificação de um vale cavado permite pôr em evidência a discordância associada, que depois é inferida, mais ou menos, em continuidade costa adentro. Durante a descida do nível do mar relativo, no novo ciclo-sequência, depositam-se os subgrupos inferiores do grupo de cortejos de nível baixo, ou seja, os cones submarinos de bacia (CSB) e os cones submarinos de talude (CST), que não são visíveis neste autotraço, mas que estão presentes a Este desta autotraço). Durante o depósito da parte superior do prisma de nível baixo (PNB), que também não é visível neste autotraço, mas presente mais a Este, o nível do mar relativo começou a subir. Na parte final de deposição do prisma de nível baixo (PNB), o mar invadiu os vales cavados que começaram a ser, progressivamente, preenchidos (intervalo colorido em amarelo). Quando o nível relativo do mar inundou, completamente, a planície costeira do prisma de nível baixo, a 1a superfície transgressiva (base do intervalo transgressivo, colorido em verde) cobriu e fossilizou o preenchimento do vale cavado, iniciando assim o depósito do grupo de cortejos sedimentares de nível alto (CNA), quer isto dizer, dos cortejos sedimentares que formam subgrupo inferior denominado intervalo transgressivo (IT) e dos cortejos que formam o subgrupo superior ou seja o prisma de nível alto (PNA). Nas linhas sísmicas, pode dizer-se que a 1a superfície transgressiva é, na grande maioria dos casos, o limite superior dos vales cavados, em particular, dos vales cavados que estão mais próximos do rebordo continental (rebordo do prisma de nível baixo) que se tornou o novo rebordo da bacia, uma vez que a bacia passa a ter uma plataforma continental. Durante o depósito do grupo de cortejos de nível baixo (CNB) de um ciclo-sequência, as condições geológicas são de nível nível baixo e, por isso, o rebordo continental não corresponde ao rebordo da bacia, o qual continua a ser o último rebordo da bacia do ciclo sequência precedente. Ao contrário, durante o depósito dos cortejos sedimentares do grupo de cortejos de nível alto (CNA), a bacia tem, em geral, uma plataforma continental e, por isso, o rebordo continental é o rebordo da bacia. Durante todo depósito do intervalo transgressivo (IT) de um ciclo sequência, a bacia tem sempre uma plataforma, uma vez, as ingressões marinhas são cada vez mais importantes e as regressões sedimentares cada vez mais pequena, o que significa que, globalmente, a linha da costa está sempre localizada a montante do rebordo continental. No início do depósito do prisma de nível alto (PNA), a bacia não tem uma plataforma continental, mas como o nível do mar sobe em desaceleração (ingressões marinhas cada vez menos importantes e as regressões sedimentares cada vez maiores) a partir de um determinado momento (início da 2a fase do prisma de nível alto), as progradações do prisma de nível alto fossilizam a plataforma continental. A bacia deixa de ter uma plataforma continental e a linha da costa passa a coincidir como o rebordo continental que é igualmente o rebordo da bacia.

Princípio Antrópico...................................................................................................................................................................Anthropic Principle

Principe anthropique / Principio antrópico / Anthropisches Prinzip / 人择原理 / Антропный принцип / Principio antropico /

Hipótese que assume que as observações do Universo físico devem ser compatíveis com a vida que ai se observa ou, por outras palavras, o princípio que tenta deduzir certos factos sobre o Universo função do facto de que nós existimos e que podemos percebê-lo. Existem duas formas deste princípio uma forma "fraca" e uma forma "forte".

Ver: « Universo Primitivo »
&
« Efeito de Estufa Natural »
&
« Princípio Geológico »

Em Física e em Cosmologia, o princípio antrópico estabelece que qualquer teoria válida sobre o Universo tem que ser consistente com a existência do ser humano. Em outras palavras, o único Universo que podemos ver é o Universo que possui vida. Se existe outro tipo de universo, nós não podemos existir para vê-lo. O princípio antrópico tem dado origem a alguma confusão e polémica, em parte porque esta expressão tem sido aplicada a ideias distintas. Todas as versões do princípio, ter sido acusadas de desencorajar a procura de uma compreensão mais profunda do Universo físico. Aqueles que tentam explicar o princípio antrópico invocam, frequentemente, ideias de múltiplos universos, ou um Desenhador Inteligente., Contudo, como as hipóteses avançadas não por ser testáveis certos autores pensam que o princípio antrópico é mais um conceito filosófico do que uma teoria científica. O princípio antrópico divide-se em princípio antrópico forte e princípio antrópico fraco. O princípio antrópico forte afirma, em geral, que o Universo comportou-se de forma a adaptar-se ao Homem. O princípio fraco diz que o Universo comportou-se de forma a surgir o homem, sem uma demanda pré-definida. "A natureza é primorosamente ajustada para a possibilidade de vida no planeta Terra" ; "Se a força gravitacional fosse reduzida ou aumentada em 1%, o Universo não se formaria" ; "Uma minúscula alteração na força electromagnética, as moléculas orgânicas não se uniriam" ; "Vemos o universo da maneira como ele é porque, se fosse diferente, não estaríamos aqui para vê-lo". Stephen Hawking trabalha com a hipótese de que a natureza continuamente gera universos diferentes uns dos outros. Desses universos poucos geram vida inteligente. O nosso Universo gerou vida inteligente, ao acaso, mas quando nos admiramos do nosso Universo, devemos levar em conta que ele é admirável porque estamos aqui, vivos e inteligentes para admirá-lo, enquanto um sem número de universos que não vemos são hostis à vida, inteligente ou não.

Princípio do Balde Carbonatado...................................................................................................................Bucket Principle

Principe du seau carbonaté / Principio de balde carbonático / Bucket Prinzip / 木桶原理 / Принцип карбонатного сегмента / Principio secchio calcareo /

O crescimento de uma plataforma carbonatada aureolada (ou orlada) é, principalmente, determinado pelo crescimento potencial da sua auréola. Sinónimo de Balde Carbonatado.

Ver : « Bioerma »
&
« Deposição (carbonatos) »
&
« Princípio Geológico »

A arquitectura do crescimento de uma plataforma carbonatada orlada assemelha-se à geometria de um balde ou do tronco de cone invertido, com a boca mais larga que o fundo. A plataforma carbonatada é sustentada, quer pelas rígidas bordaduras formadas por recifes ou pela rápida cimentação das areias de baixio, quer pelo preenchimento por sedimentos não consolidados da laguna ou da planície de maré. Segundo W. Schlager, três conceitos básicos têm que ser tomados em linha de conta na sedimentação carbonatada: (a) Os carbonatos são, principalmente, de origem orgânica ; (b) Os carbonatos constroem estruturas resistentes às ondas do mar e (c) Os carbonatos sofrem uma alteração diagenética intensa, visto que os minerais originais são metaestáveis. Cinco tipos principais de plataformas carbonatadas são, geralmente, consideradas: A) Plataformas Aureoladas ou Orladas, que são caracterizadas pela presença de recifes ou areias calcárias de baixio (banco de areia carbonatada coberto por água do mar pouco profunda) no rebordo da plataforma e areias argilosas na laguna ou na plataforma aberta ; este tipo de plataforma forma-se em águas calmas e a sua extensão varia entre 10 e 100 km. B) Plataformas de tipo Rampa Carbonatada, nas quais as areias carbonatadas da linha da costa passam, na base da rampa, a areias argilosas e lamas de água profunda ; neste tipo de plataforma os recifes são raros e a largura da rampa pode atingir 100 km. C) Plataformas Epeiricas (ou epíricas), que são caracterizadas pela presença de superfícies de maré e lagunas protegidas ; a largura de uma plataforma epeirica pode alcançar 10000 km. D) Plataformas Isoladas, nas quais as fácies (litologias) são muito controladas pela orientação dos ventos dominantes ; estas plataformas têm recifes e corpos arenosos, como as plataforma aureoladas, na margem barlavento (margem voltada para o lado de onde o vento sopra), mas na margem sotavento (margem na direcção para onde sopra o vento), os sedimentos são mais lamacentos ; uma plataforma isolada pode atingir 100 km de largura. E) Plataformas Mortas ou Afogadas, quando elas estão debaixo da zona fótica (onde não há luz suficiente para a fotossíntese, quer isto dizer, quando a glicose (C6H12O6) é obtida a partir do dióxido de carbono (CO2) e da água (OH2) através da energia da luz do sol). A geometria das plataforma carbonatadas mais conhecida é associada aos processos de fabricação tropicais, onde as plataformas carbonatadas podem ser subdivididas em três ambientes sedimentares principais: A) Recife, que é a parte da plataforma carbonatada criada, in situ, por organismos sésseis ; B) Laguna interna (parte da plataforma atrás do recife, a qual é caracterizada por águas rasas e calmas com sedimentos compostos de fragmentos de recifes e partes duras de organismos ou sedimentos terrígenos quando o recife é epicontinental) e C) Talude ou Encosta (parte externa da plataforma, que liga o recife à bacia e que actua como sumidouro do excesso de sedimento carbonato, embora a maior parte do sedimento produzido na lagoa e no recife seja transportado por vários processos e acumulada no talude, isto é, na encosta). Além deste princípio, na Geologia existem muitos outros, entre os quais podemos citar-se: (i) Princípio da Composição, uma rocha representada por fragmentos noutra rocha é mais velha que a rocha que os contém ; (ii) Princípio da Continuidade Lateral Original, as camadas sedimentares depositam-se em continuidade lateral ; (iii) Princípio da Horizontalidade Original, as camadas sedimentares depositam-se horizontalmente (não é totalmente verdadeiro) ; (iv) Princípio da Intersecção, os filões mais recentes deslocam os filões mais antigos ; (v) Princípio da Intrusão, uma rocha intrusiva ígnea é mais jovem que a rocha que ela penetra ; (vi) Princípio da Sobreposição, numa série sedimentar, ligeiramente, deformada, as camadas mais antigas estão na base e as camadas mais recentes acima ; (vii) Princípio de Ochkam, a pluralidade não deve ser invocada sem necessidade ; (viii) Principio de Goguel, durante a deformação, o volume dos sedimentos resta, mais ou menos, constante ; (ix) Princípio de Walther, em estratos conformes, as fácies que se sucedem, verticalmente, sucedem-se, lateralmente, nos ambientes adjacentes ; (x) Princípio Dextrógiro, se um sistema de referência gira no sentido dos ponteiro dum relógio a deflexão (efeito de Coriolis) é para a esquerda do objecto, na direcção do movimento ; (xi) Princípio do Uniformitarismo, as mudanças geológicas são devidas, principalmente, aos mesmo processos e mudanças contínuas que se observam actualmente : “ O Presente é a chave do Passado” ; (xii) Princípio da Sucessão dos Fósseis, a distribuição dos fósseis nas rochas não é imprevisível, ela segue uma sucessão vertical definida ; (xiii) Princípio do Catastrofismo, alterações que ocorreram na Terra foram devida à ocorrência de grandes catástrofes naturais ; (xiii) Princípio da Deriva dos Continentes, as massas continentais tem uma pequena densidade e, por esse motivo, flutuavam sobre as densas massas oceânicas, movimentando-se e alterando a superfície do planeta ; (xiv) Princípio da Tectónica das Placas, não são os continentes que se movimentam, mas as placas litosféricas que contêm esses continentes, etc.

Princípio de Catastrofismo.......................................................................................................Principle of Catastrophism

Principe du catastrophisme / Principio de catastrofismo / Prinzip der Katastrophismus / 对灾变原理 / Теория катастроф / Principio di catastrofismo /

Hipótese de que a Terra, durante a sua história, foi afectada por eventos violentos, repentinos, de curta duração, eventualmente, à escala global. Esta hipótese, formulada por George Cuvier, explica que as mudanças geológicas e biológicas que ocorreram no nosso planeta foram produzidas por mudanças repentinas e violentas, isto é por catástrofes.

Ver : « Princípio Geológico »
&
« Princípio do Uniformitarismo »
&
« Tsunami »

Antes de 1850, a maioria dos humanos pensava que a da Terra era, relativamente, jovem e que os processos e formas de relevo que ocorrem na Terra eram o resultado de eventos catastróficos (como Criação e o Dilúvio) que ocorreram muito rapidamente (princípio doe catastrofismo). Contudo, observações pormenorizadas dos processos que ocorrem na Terra levou certos geocientistas, como James Hutton e Charles Lyell a avançar a hipótese que os processos que se podem observar, actualmente, são os mesmos que operaram ao longo de toda a história do planeta. Isto permitiu avançar do conceito de uniformitarismo, muitas vezes mencionado como "o Presente é a chave para o Passado". A maneira mais moderna de afirmar esse princípio é a conjectura que as leis da natureza têm operado da mesma forma ao longo do tempo e que todos os processos geológicos deve obedecer as leis da natureza (leis da física e da química). Inicialmente, um dos problemas mais difíceis da aplicação deste princípio à Terra,era a hipótese que as taxas de todos os processos geológicos tinha sido as mesmas ao longo do tempo. Actualmente, sabe-se que a Terra é muito mais antiga (4,5 biliões de anos) do que se pensava mesmo nos séculos XIX-XX e que nos primeiros tempos da sua história ela era muito mais quente do que actualmente. Assim, é provável que as taxas de alguns processos geológicos tem mudado ao longo do tempo. Também se reconheceu a possibilidade de haver eventos catastróficos raros que podem causar mudanças muito rápidas na Terra. Como esses eventos catastróficos ocorrem com pouca frequência, é difícil de observar seus efeitos, mas parece que eles seguem as leis da natureza. Como sugerido nesta figura, um meteoro colidiu com a Terra ao sul com a cidade peruana de Puno, na região de Carangas dia 16 de Setembro de 2007, provocando uma cratera com cerca de 15 metros de profundidade. Esta fotografia foi tirada dois dias após o impacto.

Princípio da Composição........................................................................................................................Principle of Composition

Principe de la composition / Principio da composición / Prinzip der Komposition / 组成原理 / Принцип композиции / Principio di composizione /

Uma rocha representada por fragmentos noutra rocha é mais velha que a rocha que os contém.

Ver: « Princípio Geológico »
&
« Idade Relativa »
&
« Ciclo das Rochas »

Este princípio diz que uma rocha é mais jovem que os seus constituintes. Ele aplica-se a todos os tipos de rochas. Uma rocha granítica, por exemplo, é mais jovem que as inclusões (xenólitos) que ela contém. Um conglomerado é mais jovem, que os seus calhaus, que, muitas vezes, são fragmentos de rochas muito mais antigas. Uma rocha vulcânica, como a ilustrada nesta figura (lava do Monte Vesúvio, Pompeia, Itália), é sempre mais jovem do que os xenólitos que ela contém, quer isto dizer, neste caso, que a rocha calcária donde provém o bloco que foi englobado na lava. A rocha calcária formou-se várias dezenas de milhões de anos antes que o bloco tenha sido englobado na lava. Embora, este princípio geológico, seja sempre válido para as rochas, ele não é, necessariamente, verdadeiro para os minerais. Uma rocha pode conter minerais mais jovens do que ela, uma vez que os metasomas são muito frequentes nas rochas que sofreram um metassomatismo importante. Além deste princípio geológico existem outros, tais como : (i) Princípio da Continuidade Lateral Original, que diz que as camadas sedimentares depositam-se em continuidade lateral ; (ii) Princípio da Horizontalidade Original, que diz que as camadas sedimentares depositam-se horizontalmente ; (iii) Princípio da Intersecção, que diz que os filões mais recentes deslocam os filões mais antigos ; (iv) Princípio da Intrusão, que diz que uma rocha intrusiva ígnea é mais jovem do que a rocha que ela penetra ; (v) Princípio da Sobreposição, que diz que numa série sedimentar não ou, ligeiramente, deformada, as camadas mais antigas estão na base e as mais recentes acima ; (vi) Princípio da Sucessão dos Fósseis, que diz que a distribuição dos fósseis não é imprevisível, ela segue uma sucessão vertical definida ; (vii) Princípio de Goguel, que diz que durante a deformação, o volume dos sedimentos matem-se, mais ou menos, constante ; (viii) Princípio de Walther, que diz que as fácies que se sucedem, verticalmente, em estratos conformes, sucedem-se, lateralmente, nos ambientes adjacentes ; (ix) Princípio Dextrógiro, que diz que se um sistema de referência gira no sentido dos ponteiro de um relógio a deflexão (efeito de Coriolis) de um objecto é para a esquerda ; (x) Princípio do Balde Carbonatado, que diz que o crescimento de uma plataforma orlada é determinado pelo crescimento da orla ; (xi) Princípio do Uniformitarismo ; (xii) Princípio de Ochkam, etc.

Princípio da Continuidade Lateral Original...............Principle of Original Lateral Continuity

Principe de la continuité latérale originelle / Principio de continuidad lateral original / Prinzip der ursprünglichen seitlichen Kontinuität / 原来横向连续性原则 / Принцип исходной горизонтальной выдержанности коллектора / Principio di originaria continuità laterale /

As camadas sedimentares depositam-se em continuidade lateral. Elas adelgaçam-se até desaparecerem ou terminam por biséis de progradação ou agradação contra os bordos dos sectores originais de deposição.

Ver: « Correlação »
&
« Erosão »
&
« Princípio Geológico »

Até o final do século XVIII, a ciência ainda era muito influenciada pela religião e havia a crença de que a Terra era jovem, com, mais ou menos, que 6000 anos de idade. Não só as estimativas de idade da Terra eram influenciadas pela Bíblia, mas também os fósseis eram interpretados com base nas escrituras. Nesse contexto, os fósseis eram reconhecidos como restos de animais que foram vitimados pelo grande dilúvio universal, configurando-se como testemunhas-chave do dilúvio. Foi a partir dos estudos de alguns cientistas que não se contentavam com essas explicações simplistas sobre os fósseis é que esse cenário começou a se modificar. Um dos primeiros cientistas a se opor à igreja em defesa da geologia foi o jovem médico dinamarquês chamado Niels Stenson, considerado o "pai da estratigrafia", mas conhecido pelo nome latinizado Nicolau Steno (1638-1686) que chegou a Florença, na Itália por convite do Grande Duque Ferdinando II (http://ufrr.br /lapa/index. php?option=com_content&view=article&id=%2095). O princípio da continuidade lateral original, que ainda é válido actualmente, é um dos três princípios de Nicolaus Steno,(nasceu em Copenhaga, na Dinamarca, e viveu entre 11 de Janeiro de 1638 e 25 de Novembro de 1686), que foi um dos pioneiro da anatomia e da geologia e que é considerado, por muito geocientistas, como um dos pais da geologia e da estratigrafia. Este princípio assume que as camadas de sedimentos são contínuas e estendem-se em todas as direcções até que a sua espessura se torne nula. Ele é baseado nos factos seguintes : (i) A deposição dos estratos é horizontal e paralela em relação à superfície de deposição ; (ii) Os estratos estão limitados por planos que definem a sua continuidade lateral ; (iii) Um estrato tem sempre a mesma idade ao longo de toda a sua extensão independentemente da ocorrência de mudanças laterais de litologia ; (iv) Uma camada limitada uma base e um topo e definida por uma determinada fácies (litologia e fauna associada) tem a mesma idade ao longo da sua extensão lateral. Este princípio admite que a continuidade lateral dos sedimentos pode desaparecer por erosão ou devido aos movimentos tectónicos. Os sedimentos no momento do depósito estão em continuidade, mas, mais tarde, podem, por exemplo, ser separados devido a formação de vales fluviais. Uma tal descontinuidade aparente, tão bem compreendida hoje, era muito difícil de explicar no século XVII. Assim, é possível estabelecer correlações entre colunas sedimentares de áreas distintas, mesmo quando ela estão muito afastadas dumas das outras. Além deste princípio, na Geologia existem muitos outros princípios ou hipóteses, entre os quais podemos citar-se: (i) Princípio da Composição, uma rocha representada por fragmentos noutra rocha é mais velha que a rocha que os contém ; (ii) Princípio do Balde Carbonatado, a arquitectura do crescimento de uma plataforma carbonatada orlada assemelha-se à geometria de um balde ou de tronco de cone invertido, com a boca mais larga que o fundo ; (iii) Princípio da Horizontalidade Original, as camadas sedimentares depositam-se horizontalmente (não é totalmente verdadeiro) ; (iv) Princípio da Intersecção, os filões mais recentes deslocam os filões mais antigos ; (v) Princípio da Intrusão, uma rocha intrusiva ígnea é mais jovem que a rocha que ela penetra ; (vi) Princípio da Sobreposição, numa série sedimentar, ligeiramente, deformada, as camadas mais antigas estão na base e as camadas mais recentes acima ; (vii) Princípio de Ochkam, a pluralidade não deve ser invocada sem necessidade: “Pluritas non est ponenda sine necessita” ; (viii) Principio de Goguel, durante a deformação, o volume dos sedimentos resta, mais ou menos, constante ; (ix) Princípio de Walther, em estratos conformes, as fácies que se sucedem, verticalmente, sucedem-se, lateralmente, nos ambientes adjacentes ; (x) Princípio Dextrógiro, se um sistema de referência gira no sentido dos ponteiro de um relógio a deflexão (efeito de Coriolis) é para a esquerda do objecto, na direcção do movimento ; (xi) Princípio do Uniformitarismo, as mudanças geológicas são devidas, principalmente, aos mesmo processos e mudanças contínuas que se observam actualmente : “ O Presente é a chave do Passado” ; (xii) Princípio da Sucessão dos Fósseis, a distribuição dos fósseis nas rochas não é imprevisível, ela segue uma sucessão vertical definida ; (xiii) Princípio do Catastrofismo, alterações que ocorreram na Terra foram devida à ocorrência de grandes catástrofes naturais ; (xiii) Princípio da Deriva dos Continentes, as massas continentais tem uma pequena densidade e, por esse motivo, flutuavam sobre as densas massas oceânicas, movimentando-se e alterando a superfície do planeta ; (xiv) Princípio da Tectónica das Placas, não são os continentes que se movimentam, mas as placas litosféricas que contêm esses continentes ; (xv) Princípio do Neocatastrofismo, admite o uniformitarismo como o guia principal, mas não exclui que fenómenos catastróficos ocasionais tenham ocorrido.

Princípio Dextrógiro.................................................................................................................................................................................Clockwise Rule

Principe dextrogyre / Principio dextrógiro / Prinzip rechtsdrehende / 原则右旋 / Принцип вращения по часовой стрелке (правовращающий) / Principio destrogiro/

Se um sistema de referência gira no sentido dos ponteiro de um relógio a deflexão (efeito de Coriolis) é para a esquerda do objecto (na direcção do movimento).

Ver : « Efeito de Coriolis »
&
« Princípio Geológico »
&
« Transporte de Ekman »

Este princípio é o resultado de uma aplicação inadequada da aceleração de Coriolis (aceleração necessária para que um corpo mantenha a sua trajectória tendo em linha de conta a rotação da Terra), a qual resulta numa deflexão da trajectória de um corpo. O relógio solar é baseado na rotação da Terra à volta do Sol. Como a Terra gira a volta do seu eixo de rotação, o Sol parece mover-se através do céu. No hemisfério norte, a sombra de um objecto, como a de um relógio solar, produzida pela luz do Sol, desloca-se no sentido do movimento das agulhas de um relógio. Contudo, o mesmo relógio colocado no hemisfério sul, a sombra desloca-se no sentido contrário do movimento dos ponteiros de um relógio. Além deste princípio, na geologia existem outros princípios como: (i) Princípio da Composição, uma rocha representada por fragmentos noutra rocha é mais velha que a rocha que os contém ; (ii) Princípio da Continuidade Lateral Original, as camadas sedimentares depositam-se em continuidade lateral, elas se adelgaçam até desaparecerem ou terminam por biseis de progradação ou agradação contra os bordos dos sectores originais de deposição; (iii) Princípio da Horizontalidade Original, as camadas sedimentares depositam-se horizontalmente ; (iv) Princípio da intersecção, os filões mais recentes deslocam os filões mais antigos ; (v) Princípio da Intrusão, uma rocha intrusiva ígnea é mais jovem que a que ela penetra ; (vi) Princípio da Sobreposição, numa série sedimentar ligeiramente deformada, as camadas mais antigas estão na base e as camadas mais recentes acima ; (vii) Princípio de Ochkam- a pluralidade não deve ser invocada sem necessidade ; (viii) Principio de Goguel, durante a deformação, o volume dos sedimentos resta mais ou menos constante ; (ix) Princípio de Walther, em estratos conformes, os fácies que se sucedem verticalmente sucedem-se lateralmente nos ambientes adjacentes ; (x) Princípio do Balde Carbonatado, o crescimento duma plataforma orlada é determinado pelo crescimento da orla ; (xi) Princípio do Uniformitarismo, as mudanças geológicas são devidas principalmente aos mesmo processos e mudanças contínuas que se observam actualmente ; (xii) Princípio da Sucessão dos Fósseis, a distribuição dos fósseis nas rochas não é imprevisível, ela segue uma sucessão vertical definida, etc.

Princípio Geológico.........................................................................................................................................................................Geologic Principle

Principe géologique / Principio geológico / Prinzip geologischen / 地质原则 / Геологический принцип / Principio geologico /

Um dos muitos princípios ou hipóteses utilizados pelos homens de ciência para tornar compreensível a história da Terra, isto é, a Geologia. Todos as hipóteses geológicas são baseadas nos três princípios fundamentais, tirados das leis físicas e químicas de Nicolas Steno. Com o tempo, tais princípios, como qualquer outra hipótese científica, foram refutados e, assim, melhorados por modificações sucessivas.

Os grandes princípios geológicos (conjecturas refutáveis) são :

(1) Princípio da Sobreposição - “Numa série sedimentar não ou, ligeiramente, deformada as camadas mais antigas estão na base e as camadas mais recentes, sucessivamente, acima” ; este princípio é ainda hoje válido ; ele não sofreu nenhuma modificação desde Steno (excepto para os terraços) ;

(2) Princípio da Horizontalidade Original - “As camadas sedimentares são depositadas horizontalmente” ; este principio foi melhorado mais tarde ; sabemos hoje que os planos de estratificação são superfícies cronostratigráficas compostas por ambientes geológicos com inclinações diferentes ; os depósitos aluviais (localizados a montante da linha de baía), os depósitos do talude continental e, em particular, os deltas tipo Gilbert não se depositam horizontalmente ; tendo em linha de conta o fraco valor das inclinações dos sedimentos (excepção feita para certos carbonatos e cones submarinos de talude), pode dizer-se, que este princípio, nas suas grandes linhas, é valido ; a maioria das camadas sedimentares deposita-se com inclinações inferiores a 10°, o que não é muito longe da horizontal ;

(3) Princípio da Continuidade Original Lateral - “As camadas sedimentares depositam-se em continuidade lateral : elas adelgaçam-se até zero ou terminam por biséis de progradação ou agradação contra os bordos dos sectores originais de deposição” ; este princípio é ainda hoje válido ; ele admite que a continuidade lateral dos sedimentos pode desaparecer por erosão ou devido a movimentos tectónicos. Os sedimentos no momento do depósito estão conectados, mas podem, mais tarde, ser separados, por exemplo, devido a formação de vales fluviais. Uma tal descontinuidade tão evidente hoje era muito difícil de explicar no século XVII ;

(4) Princípio da Intrusão - que diz que a idade relativa entre duas rochas ígneas, ou entre uma rocha ígnea e uma rocha sedimentar, pode ser deduzida pelas relações geométricas entre elas: “Uma rocha intrusiva ígnea é mais jovem que a que ela penetra” ;

(5) Princípio da Composição - que diz que uma rocha é mais jovem do que os seus constituintes ; ele aplica-se a todos os tipos de rochas: “Uma rocha representada por fragmentos noutra rocha é mais velha que a rocha que os tem” ; uma rocha granítica é mais jovem que as inclusões (xenólito) que ela tem ; um conglomerado é mais jovem que os seus calhaus que são, muitas vezes, fragmentos de rochas sedimentares mais antigas ;

(6) Princípio da Intersecção - que permite dar uma idade relativa aos filões, em particular, quando eles se cruzam : “Os filões mais recentes deslocam os filões mais antigos” ; este principio pode também ser utilizado para datar os sistemas de falhas: "As falhas são mais jovens que todas as rochas que elas deslocam e, mais antigas, que as rochas que as fossilizam, em discordância” ; pode dizer que: “As falhas mais jovens deslocam as falhas mais antigas” ; este principio é válido apenas quando aplicado em superfícies de observação, relativamente, planas ; nas cartas estruturais em isócronas (igual duração ou tempo) ou em isoípsas (curvas de nível), em razão da topografia, por vezes, a falha, aparentemente, deslocada é a mais recente ;

(7) Princípio da Sucessão dos Fósseis de William Smith - que o propôs no fim do século XVIII : “A distribuição dos fosseis nas rochas não e imprevisível, ela segue uma sucessão vertical definida” ; é interessante notar que o autor deste princípio nunca admitiu a evolução das espécies ; hoje, todos os geocientistas explicam uma tal sucessão de fósseis como uma consequência da evolução das espécies ;

(8) Princípio de Walther ou lei de Correlação das fácies de Walther - “As fácies que se sucedem, verticalmente, em estratos conformes se sucedem, lateralmente, nos ambientes adjacentes” ; por outras palavras, em continuidade de sedimentação, se um geocientista reconhece, lateralmente, uma fácies arenosa de planície costeira, uma fácies argilosa de talude continental e, finalmente, uma fácies argilosa de planície abissal, ele reconhecerá, verticalmente, e de baixo para cima, uma fácies argilosa de planície abissal, uma fácies argilosa de talude continental e, finalmente, uma fácies arenosa de planície costeira ;

(9) Princípio de Goguel - que embora muito antigo, tomou um lugar muito importante na geologia com os trabalhos de Goguel (1954), o qual introduziu o segundo princípio da termodinâmica na geologia e, em particular, na tectónica: “Durante a deformação, o volume dos sedimentos mantém-se, mais ou menos, constante” ; este princípio é, relativamente, aproximativo ; ele não entra em linha de conta com a redução de volume induzida pela diminuição da porosidade com a profundidade e dos fenómenos de dissolução que podem, excepcionalmente, atingir 30% do volume total ; em 1933, Lindgreen introduziu o mesmo principio na geologia mineira ; ele sugeriu que durante a formação de um minério por substituição, não há nenhuma mudança nem de volume nem da forma da rocha (lei dos volumes iguais) ;

(10) Princípio do Uniformitarismo - que diz que as mudanças geológicas são devidas, principalmente, aos mesmo processos e mudanças contínuas que se observam actualmente: “ O Presente é a chave do Passado” ;

(11) Princípio do Catastrofismo - que diz que alterações que ocorreram na Terra foram devida à ocorrência de grandes catástrofes naturais ;

(12) Princípio Dextrógiro - que diz que se um sistema de referência gira no sentido dos ponteiro dum relógio a deflexão (efeito de Coriolis) é para a esquerda do objecto, na direcção do movimento ;

(13) Princípio da Deriva dos Continentes - que sugere que como as massas continentais tem uma pequena densidade elas flutuavam sobre as densas massas oceânicas, movimentando-se e alterando a superfície do planeta ; esta teria que foi avançada em 1912, por Alfred Wegener, e serviu de base ao princípio da tectónica de placas ;

(14) Princípio da Tectónica das Placas - que diz que não são os continentes que se movimentam, mas as placas litosféricas que contêm esses continentes; este princípio é uma reformulação do princípio de deriva dos continentes de Wegener que explica sobretudo qual a origem energética do movimento das placas litosféricas que constituem a superfície da Terra ;

(15) Princípio do Neocatastrofismo - que admite o uniformitarismo como o guia principal, mas não exclui que fenómenos catastróficos ocasionais tenham tenham contribuído para eventuais alterações da superfície terrestre ; por outras palavras, o Neocatastrofismo associa as ideias catastróficas às uniformitarista para explicar determinados fenómenos como, por exemplo a extinção dos dinossauros.

Durante três séculos, os geocientistas utilizam estes princípios geológicos, e muitos outros, como, o princípio de Ochkam (a pluralidade não deve ser invocada sem necessidade: “Pluritas non est ponenda sine necessita”) etc., para correlacionar e datar as rochas. Este princípio é o antecessor do chamado princípio KISS (“Keep Kit Simple, Stupid” que em português se pode traduzir por “simplifique, estúpido”. Kant - na Crítica da Razão Pura - aceita a máxima de que "os rudimentos ou princípios não devem ser multiplicados desnecessariamente (entia praeter necessitatem non esse multiplicanda)" e diz que esta é uma ideia reguladora da razão pura que Suite à teorização dos cientistas sobre a natureza (Kant, 1781/1787, pp. 538-9).

O Criacionismo não é uma principio ou hipótese científica, uma vez que ele não se pode refutar e não tem nenhuma aplicação na geologia. Ele é uma crença religiosa de que a humanidade, a vida, a Terra e o Universo são a criação de um agente sobrenatural. Todavia, ele é, frequentemente, utilizado usado para rejeitar, por motivos religiosos, certos processos biológicos, particularmente a o princípio ou teoria da evolução.

Na estratigrafia, e particularmente, na estratigrafia sequencial, o estudo dos fósseis é muito importante. A identificação de fósseis guias, que têm uma larga distribuição geográfica e um curto intervalo de tempo entre seu aparecimento e sua extinção, permitiram determinar a idade relativa das rochas e, assim, datar as principais discordâncias, isto é, as principais descidas relativas do nível do mar significativas, que puseram o nível do mar mais baixo do que o rebordo da bacia, o que permitiu o desenvolvimento de uma superfície de erosão no prisma costeiro e na parte superior du talude continental. Os fósseis guias, além de terem (i) Uma distribuição espacial e geográfica importante e uma distribuição estratigráfica e temporal reduzida, têm, igualmente, que ser (ii) Facilmente, distinguidos dos outros e que (iii) Aparecerem em vários tipos de rochas sedimentares. É a idade dos cones submarinos e, particularmente, a idade dos cones submarinos de bacia que dá, com mais precisão, a idade da discordância ou da sua paraconformidade correlativa em água profunda, sobre a qual os cones submarinos repousam. Obviamente, tendo em linha de conta a natureza turbidítica dos cones submarinos de bacia, todos os fósseis que, eventualmente, eles podem conter são inutilizáveis uma vez que eles são transportados. Todavia, os fósseis encontrados nas camadas pelágicas, depositadas entre os cones submarinos de bacia, sobretudo, permitem, em geral, excelentes datações. Com certas precauções, em particular, tendo sempre em linha de conta a resolução sísmica, ou seja, capacidade de separar dois eventos sísmicos que estão muito próximos, ou a separação mínima entre dois eventos antes que a identidade de cada um seja perdida, uma grande parte dos princípios geológicos acima enunciados pode aplicar-se nas tentativas de interpretação geológica sísmicas. Nós pensamos sobretudo ao Princípio de Goguel, Princípio de Walther ou lei de Correlação das fácies de Walther e ao Princípio de Ochkam (se houver várias explicações de um fenómenos, as condições idênticas, a explicação mais simples é a melhor”).

(*) A resolução sísmica vertical pode definir-se como a distância mínima vertical entre duas interfaces para obter, na linha sísmica, um único evento reflectivo. A resolução sísmica lateral é a distância mínima entre dois interfaces, mais ou menos, verticais para obter, numa linha, dois eventos reflectivos diferentes e não contínuos. A resolução sísmica lateral é determinada pelo raio da zona de Fresnel, a qual depende do comprimento de onda do pulso acústico e da profundidade do reflector. Da mesma maneira, que a luz de uma lâmpada de bolso atravessa a escuridão e ilumina uma zona particular (círculo ou elipse), a energia sísmica viaja através do terreno, sob a forma de frentes de onda e chega às interfaces reflectivas sobre zonas discretas (zonas de Fresnel). A resolução lateral de uma linha sísmica migrada é maior do que a de uma não migrada, embora nas migradas (2D) ainda exista o problema da orientação da linha em relação à inclinação da interface, o que não é o caso nas linhas 3D.

(**) Vários cientistas e filósofos não estão de acordo com este principio: (i) Chatton (1290–1343), contemporâneo de Ochkam, afirmava que "se três entes não forem suficientes para verificar uma afirmação acerca de algo, então uma quarta deve ser acrescentada, e assim por diante” ; (ii) Leibniz (1646-1716), "a variedade de seres não pode ser diminuída” ; (iii) Menger (1902-1985), "as entidades não podem ser reduzidas até ao ponto da inadequação", e "é inútil fazer com pouco o que requer mais”. Obviamente nenhuma destas afirmações contraria realmente o sentido da Navalha de Ochkam, mas servem antes como alerta contra o excesso de zelo na aplicação do princípio. Deve-se eliminar o supérfluo, mas apenas isso.

Princípio de Goguel.........................................................................................................................................................................Goguel's Principle

Principe de Goguel / Principio de Goguel / Prinzip Goguel / Goguel原则 / Принцип Гогеля / Principio di Goguel /

Durante a deformação, o volume dos sedimentos mantém-se, mais ou menos, constante. Este princípio, embora muito velho, tomou um lugar muito importante na geologia com os trabalhos de Goguel (1954), que introduziu o segundo princípio da termodinâmica na Geologia e, em particular, na Tectónica. Este princípio é, relativamente, aproximativo. Ele não entra em linha de conta com a redução de volume induzida pela diminuição da porosidade com a profundidade e dos fenómenos de dissolução, os quais podem, em certos casos excepcionais, atingir 30% do volume total. Em 1933, Lindgreen introduziu o mesmo principio na geologia mineira. Ele sugeriu que durante a formação dum minério por substituição, não há nenhuma mudança nem de volume nem da forma da rocha (lei dos volumes iguais).

Ver: « Corrasão »
&
« Princípio Geológico »
&
« Teoria daTectónica das Placas »

Este princípio, embora muito antigo, tomou um lugar muito importante na geologia com os trabalhos de Goguel (1954), que introduziu o primeiro princípio da termodinâmica (a energia não pode ser criada nem destruída, mas somente transformada de uma espécie em outra)na geologia e em particular na tectónica. O princípio de Goguel é, relativamente, aproximativo, visto que ele não entra em linha de conta com a redução de volume induzida pela diminuição da porosidade em profundidade e com os fenómenos de dissolução (estilolitização*) que podem, excepcionalmente, atingir 30-40% do volume total. A tentativa de interpretação geológica de um autotraço de um detalhe de uma linha sísmica do onshore da Tunísia (onde não existem falhas de deslizamento significativas) proposta nesta figura é, totalmente, refutada pelo princípio de Goguel, uma vez que o interpretador fez desaparecer, durante a deformação, uma quantidade enorme de sedimentos. Os reflectores vermelho violeta, verde e azul estão encurtados de quantidades diferentes, o que quer dizer que o traço das falhas é, provavelmente, errado. Como os horizontes inferiores (vermelho e violeta) estão muito menos encurtados que que os horizontes sísmicos superiores (verde e azul) é, possível que os planos de falhas inversas principais (as duas falhas mais a Oeste) se horizontalizam, mais ou menos, à volta de 2 segundos de profundidade. Uma tal horizontalização dos planos de falha permite, em grande parte, explicar os diferentes encurtamentos (presença de um plano de despegue, mais ou menos horizontal). Além deste princípio, na Geologia existem muitos outros princípios ou hipóteses, entre os quais podemos citar-se: (i) Princípio da Composição, que diz uma rocha representada por fragmentos noutra rocha é mais velha que a rocha que os contém ; (ii) Princípio do Balde Carbonatado, que diz que a arquitectura do crescimento de uma plataforma carbonatada orlada assemelha-se à geometria de um balde ou de tronco de cone invertido ; (iii) Princípio da Horizontalidade Original, que diz que as camadas sedimentares depositam-se horizontalmente (não é totalmente verdadeiro) ; (iv) Princípio da Intersecção, que diz os filões mais recentes deslocam os filões mais antigos ; (v) Princípio da Intrusão, que diz que uma rocha intrusiva ígnea é mais jovem que a rocha que ela penetra ; (vi) Princípio da Sobreposição, que diz que numa série sedimentar, ligeiramente, deformada, as camadas mais antigas estão na base e as camadas mais recentes acima ; (vii) Princípio de Ochkam, que diz que a pluralidade não deve ser invocada sem necessidade: ; (viii) Princípio da Continuidade Lateral Original, que diz que as camadas sedimentares depositam-se em continuidade lateral ; (ix) Princípio de Walther, em estratos conformes, as fácies que se sucedem, verticalmente, sucedem-se, lateralmente, nos ambientes adjacentes ; (x) Princípio Dextrógiro, que diz que se um sistema de referência gira no sentido dos ponteiro de um relógio a deflexão (efeito de Coriolis) é para a esquerda do objecto, na direcção do movimento ; (xi) Princípio do Uniformitarismo, no qual as mudanças geológicas são devidas, principalmente, aos mesmo processos e mudanças contínuas que se observam actualmente ; (xii) Princípio da Sucessão dos Fósseis, que diz que a distribuição dos fósseis nas rochas não é imprevisível, ela segue uma sucessão vertical definida ; (xiii) Princípio do Catastrofismo, que diz que alterações que ocorreram na Terra foram devida à ocorrência de grandes catástrofes naturais ; (xiii) Princípio da Deriva dos Continentes, que diz que as massas continentais tem uma pequena densidade e, por esse motivo, flutuavam sobre as densas massas oceânicas, movimentando-se e alterando a superfície do planeta ; (xiv) Princípio do Neocatastrofismo, que admite o uniformitarismo como o guia principal, mas não exclui que fenómenos catastróficos ocasionais tenham tenham contribuído para eventuais alterações da superfície terrestre ; por outras palavras, o neocatastrofismo associa as ideias catastróficas às uniformitaristas para explicar determinados fenómenos como, por exemplo a extinção dos dinossauros, etc.

(*) Formação de contactos irregulares semelhantes a suturas, que os geocientistas denominam estilólitos, produzidos pela dissolução, sob pressão, de uma rocha em condições de enterramento profundo. A estilolitização é mais frequentemente encontrada em rochas calcárias, e pode ser reconhecida, facilmente, pela concentração de resíduos argilosos insolúvel ao longo da superfície dos estilólitos. Até 40% da espessura original de uma intervalo calcário pode ser dissolvido por da estilolitização.

Princípio da Horizontalidade Original.................................Principle of Original Horizontality

Principe d'horizontalité originelle / Principio de horizontalidad original / Prinzip der ursprünglichen Horizontalität / 原来水平原则 / Принцип исходной горизонтальности / Principio di orizzontalità originaria /

As camadas sedimentares depositam-se horizontalmente. Este principio foi muito melhorado. Hoje, sabemos que os planos de estratificação são superfícies cronostratigráficas compostas por ambientes geológicos com inclinações diferentes. Os depósitos aluviais (localizados a montante da linha de baía), depósitos de talude continental e, em particular, os deltas tipo Gilbert não se depositam horizontalmente. Tendo em linha de conta o fraco valor das inclinações dos sedimentos (excepção feita para certos carbonatos e cones submarinos do talude), pode dizer-se, que este princípio, nas suas grandes linhas, é valido. A maioria das camadas sedimentares deposita-se com inclinações inferiores a 10°, o que não é muito longe da horizontal.

Ver: « Deposição (clásticos) »
&
« Inclinação Deposicional »
&
« Princípio Geológico »

Um dos primeiros cientistas a se opor à igreja em defesa da geologia foi o jovem médico dinamarquês chamado Niels Stenson, considerado o "pai da estratigrafia", mas conhecido pelo nome latinizado Nicolau Steno (1638-1686) que chegou a Florença, na Itália por convite do Grande Duque Ferdinando II (http://ufrr.br/lapa/index.php?option= com_content &view=article&IDML=%2095). O princípio da horizontalidade original, que ainda é válido actualmente, é um dos três princípios de Nicolaus Steno,(nasceu em Copenhaga, na Dinamarca, e viveu entre 11 de Janeiro de 1638 e 25 de Novembro de 1686), que foi um dos pioneiro da anatomia e da geologia e que é considerado, por muito geocientistas, como um dos pais da geologia e da estratigrafia. Este princípio foi melhorado recentemente. Sabemos hoje que os planos de estratificação são superfícies cronostratigráficas compostas por ambientes geológicos com inclinações diferentes. Os depósitos aluviais (localizados a montante da linha de baía), os depósitos do talude continental e, em particular, os deltas de tipo Gilbert não se depositam horizontalmente. Tendo em linha de conta, o fraco valor das inclinações sedimentares (excepção feita para certos carbonatos e cones submarinos de talude) pode dizer-se que este princípio, nas suas grandes linhas, é valido. A grande maioria das camadas sedimentares depositam-se com inclinações inferiores a 10°, o que não é muito longe da horizontal. Com o advento da sísmica de reflexão, e mais tarde com o advento da estratigrafia sequencial e sobretudo da sismostratigrafia* todos os geocientista, a possibilidade de constatar que este princípio é muito aproximativo. Na realidade, ao longo de uma linha cronostratigráfica, várias ruptura de inclinação podem ser facilmente identificadas sobretudo numa linha sísmica regional, as quais de montante para jusante são: a) Ruptura da linha da baía ; b) Ruptura da linha da costa ; c) Ruptura da base do talude deltaico ; d) Ruptura do topo do talude continental e e) Ruptura da base do talude continental. Assim, a grande escala depósitos, mais ou menos, inclinados para jusante se formaram a montante da linha de baía (depósitos aluviais), no talude deltaico e no talude continental. Além deste princípio, na Geologia existem muitos outros princípios ou hipóteses, entre os quais podemos citar-se: (i) Princípio da Composição, uma rocha representada por fragmentos noutra rocha é mais velha que a rocha que os contém ; (ii) Princípio do Balde Carbonatado, a arquitectura do crescimento de uma plataforma carbonatada orlada assemelha-se à geometria de um balde ou de tronco de cone invertido ; (iii) Principio de Goguel, durante a deformação, o volume dos sedimentos resta, mais ou menos, constante ; (iv) Princípio da Intersecção, os filões mais recentes deslocam os filões mais antigos ; (v) Princípio da Intrusão, uma rocha intrusiva ígnea é mais jovem que a rocha que ela penetra ; (vi) Princípio da Sobreposição, numa série sedimentar, ligeiramente, deformada, as camadas mais antigas estão na base e as camadas mais recentes acima ; (vii) Princípio de Ochkam, a pluralidade não deve ser invocada sem necessidade ; (viii) Princípio da Continuidade Lateral Original, as camadas sedimentares depositam-se em continuidade lateral ; (ix) Princípio de Walther, em estratos conformes, as fácies que se sucedem, verticalmente, sucedem-se, lateralmente, nos ambientes adjacentes ; (x) Princípio Dextrógiro, se um sistema de referência gira no sentido dos ponteiro de um relógio a deflexão (efeito de Coriolis) é para a esquerda do objecto, na direcção do movimento ; (xi) Princípio do Uniformitarismo, as mudanças geológicas são devidas, principalmente, aos mesmo processos e mudanças contínuas que se observam actualmente ; (xii) Princípio da Sucessão dos Fósseis, a distribuição dos fósseis nas rochas não é imprevisível, ela segue uma sucessão vertical definida ; (xiii) Princípio do Catastrofismo, alterações que ocorreram na Terra foram devida à ocorrência de grandes catástrofes naturais ; (xiv) Princípio da Deriva dos Continentes, as massas continentais tem uma pequena densidade e, por esse motivo, flutuavam sobre as densas massas oceânicas, movimentando-se e alterando a superfície do planeta ; (xv) Princípio da Tectónica das Placas, não são os continentes que se movimentam, mas as placas litosféricas que contêm esses continentes ; (xvi) Princípio do Neocatastrofismo, que admite o uniformitarismo como o guia principal, mas não exclui que fenómenos catastróficos ocasionais tenham tenham contribuído para eventuais alterações da superfície terrestre ; por outras palavras, o neocatastrofismo associa as ideias catastróficas às uniformitaristas para explicar determinados fenómenos como, por exemplo a extinção dos dinossauros, etc.

(*) Disciplina da estratigrafia que interpreta os dados sísmicos num contexto estratigráfico, tendo em conta que as reflexões sísmicas são gerados por superfícies físicas nas rochas, como por exemplo planos de estratificação, grupos de camadas, superfícies de base das progradações e discordância, caracterizadas por diferentes valores de impedância sísmica (produto da densidade e da velocidade). A interpretação estratigráfica das secções sísmicas de secções sísmicas faz-se através da identificação de ciclos estratigráficos e, particularmente, de ciclos sequência. O desenvolvimento de sismostratigrafia forneceu a outras disciplinas, como s sedimentologia, estratigrafia e tectónica novos critérios para o estudo das sucessões sedimentares, o que permitiu o aparecimento de uma metodologia moderna de estudo, a estratigrafia sequencial.

Princípio de Huygens...............................................................................................................................................................Huygens' Principle

Principe de Huygens / Principio de Huygens / Huygens Prinzip / 惠更斯原理 / Принцип Гюйгенса / Principio di Huygens /

Qualquer ponto numa frente de onda é fonte de ondas secundárias.

Ver: « Onda »
&
« Crista (da onda) »
&
« Ondulação (do mar) »

Este princípio formulado por Fresnel em 1815, retoma a base do modelo ondulatório desenvolvido por Huygens em 1690. O princípio de Huygens diz que cada ponto localizado na frente de onda se comporta como uma nova fonte pontual de emissão de novas ondas esféricas, que ao se somarem formarão uma nova frente de onda e assim consecutivamente. Para melhor compreender este princípio, considere uma onda plana, cuja frente de onda é rectilínea. Em seguida, considere os pontos situados sobre um plano P paralelo à frente de onda (para simplificar, considere apenas o período da onda, cujo o valor máximo passa por P no instante 0). Para uma onda "completa" (sinusóide infinita), basta sobrepor os períodos. Se cada ponto de P emite uma onda esférica, depois de um tempo t: (i) Um ponto situado a uma distância cdo do plano P receberá apenas a frente de uma única onda esférica (a emitida pelo ponto de P mais próximo ao tempo 0), cada ponto situado sobre este plano paralelo terá uma amplitude positiva ; (ii) Um ponto situado para lá desta distância ainda não recebeu a onda e, portanto, tem uma amplitude zero ; (iii) Um ponto antes dessa distância recebe ondas de muitos pontos de P (os "lados" das ondas esféricas), mas as ondas têm uma desfasamento diferente, cujas amplitudes se anulam. Isto quer dizer que considerando a reemissão esférica, obtém-se uma frente plana que progressa a uma velocidade constante c, as plano frente a progredir a uma velocidade c. No caso da propagação da luz num sólido, a onda avança passo a passo. Na realidade, a nuvem de electrónica dos átomos máscara a onda, de tal modo modo que esta não pode progredir, mas pode excitar próprios os átomos que reemitiram onda (difusão de Rayleigh), que vai excitar o átomo vizinho. Isso explica, nomeadamente, a desaceleração da onda (e o índice de refracção n): ondas electromagnéticas não avançam mais à velocidade da luz no vácuo (c = 300000 km/s), mas à velocidade c/n, quer isto dizer que a frente de onda é retardada pelo fenómeno do mascaramento e da reemissão. Mas o princípio de Huygens é, igualmente, válido para a propagação no vácuo, sem suporte material. No caso de fontes planas, o princípio de Huygens pode ser superado pela introdução do conceito de espectro de ondas planas, oferecendo a solução exacta a qualquer distância.

Princípio de Intersecção..............................................................................................................................Principle of Intersection

Principe d'intersection / Principio de intersección / Prinzip der Kreuzung / 交集原则 / Принцип пересечения / Principio di intersezione /

Os filões mais recentes deslocam os filões mais antigos.

Ver : « Idade Relativa »
&
« Isócrona »
&
« Princípio Geológico »

Nesta figura, é que o filão A tenha deslocado o filão B que é, certamente mais recente (note que a superfície de observação é, mais ou menos, plana). Este princípio, chamado princípio de intersecção pode, também, ser utilizado para datar os sistemas de falhas. As falhas são mais jovens, que todas as rochas que elas deslocam e mais antigas que as rochas que as fossilizam em discordância. Também se pode dizer que as falhas mais jovens deslocam as falhas mais antigas. Contudo, este principio é valido unicamente quando aplicado em superfícies de observação relativamente planas. Nas cartas estruturais em isócronas (igual tempo) ou em isoípsas (curvas de nível), em razão da topografia, é a falha ou o filão aparentemente deslocado que é a mais recente (ver : Relações de Intersecção). Além deste princípio geológico existem outros dos quais os mais importantes são : (i) Princípio da Composição, uma rocha representada por fragmentos noutra rocha é mais velha que a rocha que os contém; (ii) Princípio da Horizontalidade Original, as camadas sedimentares depositam-se horizontalmente ; (iii) Princípio de Intrusão, uma rocha intrusiva ígnea é mais jovem que a que ela penetra ; (iv) Princípio da Continuidade Lateral Original, que diz que as camadas sedimentares depositam-se em continuidade lateral ; (v) Princípio de Sobreposição, numa série sedimentar não ou ligeiramente deformada, as camadas mais antigas estão na base e as camadas mais recentes sucessivamente acima ; (vi) Princípio da Sucessão dos Fósseis, a distribuição dos fósseis nas rochas não é imprevisível, ela segue uma sucessão vertical definida ; (vii) Princípio de Goguel, durante a deformação, o volume dos sedimentos matem-se mais ou menos constante ; (viii) Princípio de Walther- as fácies, que se sucedem verticalmente em estratos conformes, sucedem-se lateralmente nos ambientes adjacentes ; (ix) Princípio Dextrógiro, se um sistema de referência gira no sentido dos ponteiro dum relógio a deflexão (efeito de Coriolis) é para a esquerda do objecto, na direcção do movimento ; (x) Princípio do Balde Carbonatado, o crescimento duma plataforma orlada é determinado pelo crescimento da orla ; (xi) Princípio do Uniformitarismo, as mudanças geológicas são devidas aos mesmo processos e mudanças contínuas que se observam actualmente ; (xii) Princípio de Ochkam- a pluralidade não deve ser invocada sem necessidade, etc.

Princípio de Intrusão.....................................................................................................................................................Principle of Intrusion

Principe de intrusion / Principio de intrusión / Prinzip der Intrusion / 入侵原理 / Принцип интрузии / Principio di intrusione /

Uma rocha intrusiva é mais jovem do que a que ela penetra.

Ver : « Idade Relativa »
&
« Princípio Geológico »
&
« Truncatura »

Este princípio indica que a idade relativa entre duas rochas ígneas ou entre uma rocha ígnea e uma rocha sedimentar, pode ser deduzida pelas relações geométricas entre elas. Efectivamente, como ilustrado nesta tentativa de interpretação de uma linha regional da depressão do Rockwall (offshore da Inglaterra), é evidente que as intrusões vulcânicas são posteriores às rochas que elas atravessam, mesmo se estas são de origem vulcânica. Além deste princípio geológico existem outros princípios na geologia dos quais os mais importantes são : (i) Princípio da Composição, uma rocha representada por fragmentos noutra rocha é mais velha que a rocha que os contém ; (ii) Princípio da Continuidade Lateral Original, as camadas sedimentares depositam-se em continuidade lateral, elas se adelgaçam até desaparecerem ou terminam por biseis de progradação ou agradação contra os bordos dos sectores originais de deposição ; (iii) Princípio da Horizontalidade Original, as camadas sedimentares depositam-se horizontalmente ; (iv) Princípio da Intersecção, os filões mais recentes deslocam os filões mais antigos ; (v) Princípio da Sobreposição, numa série sedimentar não ou ligeiramente deformada, as camadas mais antigas estão na base e as camadas mais recentes sucessivamente para acima ; (vi) Princípio da Sucessão dos Fósseis, a distribuição dos fósseis nas rochas não é imprevisível, ela segue uma sucessão vertical definida ; (vii) Princípio de Goguel, durante a deformação, o volume dos sedimentos matem-se, mais ou menos, constante ; (viii) Princípio de Walther, as fácies que se sucedem verticalmente nos estratos conformes se sucedem lateralmente nos ambientes adjacentes; (ix) Princípio Dextrógiro, se um sistema de referência gira no sentido dos ponteiro dum relógio um objecto e deflectido (efeito de Coriolis) para a esquerda, na direcção do movimento ; (x) Princípio do Balde Carbonatado, o crescimento de uma plataforma orlada é determinado pelo crescimento da orla ; (xi) Princípio do Uniformitarismo, as mudanças geológicas são devidas principalmente aos mesmo processos e mudanças contínuas que se observam actualmente ; (xii) Princípio de Ochkam, a pluralidade não deve ser invocada sem necessidade, “Pluritas non est ponenda sine necessita”, etc.

Princípio de Ockham.............................................................................................................................................................Ockham's Principle

Principe d'Ockham / Principio de Ockham / Prinzip von Ockham / 奥卡姆原理 / Бритва Оккама (методологический принцип) / Principio di Ockham /

A pluralidade não deve ser invocada sem necessidade “Pluritas non est ponenda sine necessita”.

Ver : « Eustasia »
&
« Estratigrafia Sequencial »
&
« Princípio Geológico »

O princípio de Ochkam é o princípio segundo o qual quando várias explicações possíveis existem para um fenómeno é a explicação mais simples que tem a maior probabilidade de ser mais próxima da verdade. Vários cientistas e filósofos não estão de acordo com este principio. Chatton (1290–1343), contemporâneo de Ochkam, afirmava que "se três entes não forem suficientes para verificar uma afirmação acerca de algo, então uma quarta deve ser acrescentada, e assim por diante”. Leibniz (1646-1716) dizia que "a variedade de seres não pode ser diminuída”. Menger (1902-1985), dizia que as "as entidades não podem ser reduzidas até ao ponto da inadequação" e que "é inútil fazer com pouco o que requer mais”. Obviamente nenhuma destas afirmações contraria realmente o sentido da Navalha de Ochkam, mas servem antes como alerta contra o excesso de zelo na aplicação do princípio. Deve-se eliminar o supérfluo, mas apenas isso. Este princípio, que diz que a pluralidade não deve ser invocada sem necessidade: “Pluritas non est ponenda Engine necessita”) é o antecessor do chamado princípio KISS (“EPS Kit Elements, Studio” que em português se pode traduzir por “simplifique, estúpido” foi defendido por I. Kant (1724-1804) na Crítica da Razão Pura (1781/1787, pp. 538-9), na qual não só e aceitou a máxima “Engine Presenter HomeSite non esse multifásica" que em português quer dizer que os rudimentos ou princípios não devem ser multiplicados desnecessariamente, mas diz que esta é uma ideia reguladora da razão pura que subjaz à teorização dos cientistas sobre a natureza. Actualmente, este princípio é aplicado em todas as ciências, mas certos geocientistas, sobretudo actualmente com a ficção do aquecimento global antropogénico, têm tendência a esquecê-lo. Nunca se pode esquecer que a verdade científica não existe. Toda a hipótese ou conjectura nunca pode ser verificada, mas unicamente corroborada ou validada, o que quer dizer que a abordagem científica é a falsificação e não o verificacionismo (metodologia filosófica aplicada às ciências da natureza, que utiliza o princípio de verificabilidade de uma hipótese, por meio do método empírico, como forma de saber se a hipótese é verdadeira ou não). Além deste princípio, na Geologia existem muitos outros princípios ou hipóteses, entre os quais podemos citar-se: (i) Princípio da Composição, uma rocha representada por fragmentos noutra rocha é mais velha que a rocha que os contém ; (ii) Princípio do Balde Carbonatado, a arquitectura do crescimento de uma plataforma carbonatada orlada assemelha-se à geometria de um balde ou de tronco de cone invertido ; (iii) Princípio da Horizontalidade Original, as camadas sedimentares depositam-se horizontalmente (não é totalmente verdadeiro) ; (iv) Princípio da Intersecção, os filões mais recentes deslocam os filões mais antigos ; (v) Princípio da Intrusão, uma rocha intrusiva ígnea é mais jovem que a rocha que ela penetra ; (vi) Princípio da Sobreposição, numa série sedimentar, ligeiramente, deformada, as camadas mais antigas estão na base e as camadas mais recentes acima ; (vii) Principio de Goguel, durante a deformação, o volume dos sedimentos resta, mais ou menos, constante ; (viii) Princípio da Continuidade Lateral Original, as camadas sedimentares depositam-se em continuidade lateral ; (ix) Princípio de Walther, em estratos conformes, as fácies que se sucedem, verticalmente, sucedem-se, lateralmente, nos ambientes adjacentes ; (x) Princípio Dextrógiro, se um sistema de referência gira no sentido dos ponteiro de um relógio a deflexão (efeito de Coriolis) é para a esquerda do objecto, na direcção do movimento ; (xi) Princípio do Uniformitarismo, as mudanças geológicas são devidas, principalmente, aos mesmo processos e mudanças contínuas que se observam actualmente ; (xii) Princípio da Sucessão dos Fósseis, a distribuição dos fósseis nas rochas não é imprevisível, ela segue uma sucessão vertical definida ; (xiii) Princípio do Catastrofismo, alterações que ocorreram na Terra foram devida à ocorrência de grandes catástrofes naturais ; (xiv) Princípio da Deriva dos Continentes, as massas continentais tem uma pequena densidade e, por esse motivo, flutuavam sobre as densas massas oceânicas, movimentando-se e alterando a superfície do planeta ; (xv) Princípio do Neocatastrofismo, que admite o uniformitarismo como o guia principal, mas não exclui que fenómenos catastróficos ocasionais tenham tenham contribuído para eventuais alterações da superfície terrestre ; por outras palavras, o neocatastrofismo associa as ideias catastróficas às uniformitaristas para explicar determinados fenómenos como, por exemplo a extinção dos dinossauros, etc.

Princípio da Sobreposição..............................................................................................................Principle of Superposition

Principe de superposition / Principio de superposición / Superpositionsprinzip /叠加原理 / Принцип наложения / Principio di sovrapposizione /

Numa série sedimentar não, ou ligeiramente, deformada, as camadas mais antigas estão na base e as camadas mais recentes sucessivamente para cima. Este princípio é ainda hoje válido. Ele não sofreu nenhuma modificação desde Steno (excepto para os terraços).

Ver : « Idade Relativa »
&
« Princípio Geológico »
&
« Sedimentação Repetitiva »

Este princípio é um dos três grandes princípios geológicos avançado por Steno*: “"No momento em um qualquer estrato se depositava, toda a matéria que repousava sobre ele era fluida, por conseguinte, no momento em que o estrato inferior se depositava, nenhum dos estratos superiores existia”. Steno foi um dos primeiros cientistas a se opor à igreja em defesa da geologia foi o jovem médico dinamarquês chamado Niels Stenson, considerado o "pai da estratigrafia", mas conhecido pelo nome latinizado Nicolau Steno (1638-1686) que chegou a Florença, na Itália por convite do Grande Duque Ferdinando II (http://ufrr.br/lapa/index.php?option=com_content&view=article&id=%2095). O princípio de sobreposição original, é um dos três princípios de Nicolaus Steno. Como ilustrado nesta tentativa de interpretação de um autotraço de um detalhe de uma linha sísmica do lago de Maracaibo (Venezuela), o principio da sobreposição é mais que evidente, nas regiões não deformadas por encurtamento. Quando os sedimentos são muito encurtados podem-se formar falhas inversa e os intervalos sedimentares mais antigos podem sobrepor-se a intervalos mais recentes, como se pode constatar na parte inferior da falha inversa proposta na parte central desta tentativa de interpretação. Todavia, pode dizer-se, que nas regiões em que o encurtamento sedimentar é pequeno, o princípio de sobreposição avançado por Nicolas Steno no século XVII é válido para todos os depósitos sedimentares, com uma restrição, particular, no caso dos terraços. Com efeito, numa sucessão de terraços (cada dos quais é formado por uma superfície plana, ou ligeiramente inclinada, chamada degrau, limitada por um lado por uma escarpa com uma inclinação mais íngreme), que eles sejam fluviais, marinhos, lacustres ou glaciários, os terraços mais recentes depositam-se a uma altitude inferior à dos mais antigos. Além deste princípio, na Geologia existem muitos outros princípios ou hipóteses, entre os quais podemos citar-se: (i) Princípio da Composição, uma rocha representada por fragmentos noutra rocha é mais velha que a rocha que os contém ; (ii) Princípio do Balde Carbonatado, a arquitectura do crescimento de uma plataforma carbonatada orlada assemelha-se à geometria de um balde ou de tronco de cone invertido ; (iii) Princípio da Horizontalidade Original, as camadas sedimentares depositam-se horizontalmente (não é totalmente verdadeiro) ; (iv) Princípio da Intersecção, os filões mais recentes deslocam os filões mais antigos ; (v) Princípio da Intrusão, uma rocha intrusiva ígnea é mais jovem que a rocha que ela penetra ; (vi) Princípio de Ochkam, a pluralidade não deve ser invocada sem necessidade: “Pluritas non est ponenda sine necessita” ; (vii) Principio de Goguel, durante a deformação, o volume dos sedimentos resta, mais ou menos, constante ; (viii) Princípio da Continuidade Lateral Original, as camadas sedimentares depositam-se em continuidade lateral ; (ix) Princípio de Walther, em estratos conformes, as fácies que se sucedem, verticalmente, sucedem-se, lateralmente, nos ambientes adjacentes ; (x) Princípio Dextrógiro, se um sistema de referência gira no sentido dos ponteiro de um relógio a deflexão (efeito de Coriolis) é para a esquerda do objecto, na direcção do movimento ; (xi) Princípio do Uniformitarismo, as mudanças geológicas são devidas, principalmente, aos mesmo processos e mudanças contínuas que se observam actualmente ; (xii) Princípio da Sucessão dos Fósseis, a distribuição dos fósseis nas rochas não é imprevisível, ela segue uma sucessão vertical definida ; (xiii) Princípio do Catastrofismo, alterações que ocorreram na Terra foram devida à ocorrência de grandes catástrofes naturais ; (xiii) Princípio da Deriva dos Continentes, as massas continentais tem uma pequena densidade e, por esse motivo, flutuavam sobre as densas massas oceânicas, movimentando-se e alterando a superfície do planeta ; (xiv) Princípio da Tectónica das Placas, não são os continentes que se movimentam, mas as placas litosféricas que contêm esses continentes , (xiv) Princípio do Neocatastrofismo, que admite o uniformitarismo como o guia principal, mas não exclui que fenómenos catastróficos ocasionais tenham tenham contribuído para eventuais alterações da superfície terrestre ; por outras palavras, o neocatastrofismo associa as ideias catastróficas às uniformitaristas para explicar determinados fenómenos como, por exemplo a extinção dos dinossauros, etc.

(*) Em 1669, Niels Stenson (1638-1686), mais conhecido então e agora por seu nome latinizado Nicolaus Steno, formulou algumas regras básicas que o ajudaram a compreender rochas de Toscana e vários objectos contido dentro delas. No seu trabalho preliminar, "De Solido Intra Solidum Naturaliter Contento - Dissertationis Prodromus", incluiu várias proposições que se tornaram fundamentais para os geocientistas que estudam todos os tipos de rochas, das três delas são conhecidos como princípios de Steno:(i) Principio da Sobreposição ; (ii) Principio da Horizontalidade Original e (iii) Princípio da Continuidade Lateral (https://www.thoughtco.com/stenos-laws-or-principles-1440787).

Princípio da Sucessão de Fósseis......................................................................Principle of Fossil Succession

Principe de la succession des fossiles / Principio de sucesión fosilífera / Prinzip der Nachfolge von fossilen / 化石的继承原则 / Принцип последовательности образования ископаемых / Principio di successione di fossili /

A distribuição dos fósseis nas rochas não é imprevisível, ela segue uma sucessão vertical definida. William Smith propôs este princípio no fim do século XVIII. É interessante notar que o autor deste princípio nunca admitiu a evolução das espécies. Hoje, todos os geocientistas explicam uma tal sucessão de fósseis como uma consequência da evolução das espécies.

Ver : « Fóssil Característico »
&
« Idade Relativa »
&
« Princípio Geológico »

Este princípio também chamado, por certos geocientistas, Princípio da Identidade Paleontológica, diz que os grupos de fósseis* (animal ou vegetal) ocorrem no registo geológico segundo uma ordem determinada e invariável, de modo que, se esta ordem é conhecida, é possível determinar a idade relativa entre camadas a partir de seu conteúdo fossilífero. Este princípio foi desenvolvido pelo geólogo William Smith, que trabalhou no País de Gales (c. 1800), onde desenvolveu a ideia de que cada período da história da Terra tem o seu registro fóssil particular. Durante seu trabalho na construção de um canal, ele constatou que sempre se encontrava as sucessões de rochas na mesma ordem de sobreposição e que cada grupo de estratos continha os mesmos fósseis distintivos através de todo o país. Ele descobriu que, embora variasse a composição litológica dos estratos, da mesma idade continham os mesmos fósseis. Com isso, ele criou as bases para a aplicação da paleontologia à geologia, ou seja, a "Paleontologia Estratigráfica) e concluiu, também que os organismos tinha mudado ao longo do tempo. Ele estabeleceu bases da biostratigrafia utilizando os fósseis como ferramenta para caracterizar, subdividir e correlacionar estratos de diferentes regiões e, principalmente, ordena-los numa sequência temporal relativa. Esse princípio, inicialmente utilizado como um instrumento prático, foi posteriormente explicado pela teoria da evolução de C. Darwin. Foi William Smith, que propôs este princípio no fim do século XVIII. É interessante notar que o autor deste princípio nunca admitiu a evolução das espécies. Hoje, todos os geocientistas explicam uma tal sucessão de fósseis como uma consequência da evolução das espécies, que postula que as espécies que habitaram e habitam a Terra não foram criadas independentemente, mas descendem umas das outras e estão interligadas por laços evolutivos (esta transformação, denominada evolução das espécies, foi apresentada e explicada por Charles Darwin, em 1859, no seu tratado “A origem das espécies. Não esqueça que a Geologia e Paleontologia são ciências e que o Criacionismo é a crença religiosa de que a humanidade, a vida, a Terra e o Universo são a criação de um agente sobrenatural. O termo Criacionismo é mais, Contribute, usado para se referir à rejeição, por motivos religiosos de certos processos biológicos, particularmente a evolução. Além deste princípio, na Geologia existem muitos outros princípios ou hipóteses, entre os quais podemos citar-se: (i) Princípio da Composição, uma rocha representada por fragmentos noutra rocha é mais velha que a rocha que os contém ; (ii) Princípio do Balde Carbonatado, a arquitectura do crescimento de uma plataforma carbonatada orlada assemelha-se à geometria de um balde ou de tronco de cone invertido ; (iii) Princípio da Horizontalidade Original, as camadas sedimentares depositam-se horizontalmente (não é totalmente verdadeiro) ; (iv) Princípio da Intersecção, os filões mais recentes deslocam os filões mais antigos ; (v) Princípio da Intrusão, uma rocha intrusiva ígnea é mais jovem que a rocha que ela penetra ; (vi) Princípio de Ochkam, a pluralidade não deve ser invocada sem necessidade: “Pluritas non est ponenda sine necessita” ; (vii) Principio de Goguel, durante a deformação, o volume dos sedimentos resta, mais ou menos, constante ; (viii) Princípio da Continuidade Lateral Original, as camadas sedimentares depositam-se em continuidade lateral ; (ix) Princípio de Walther, em estratos conformes, as fácies que se sucedem, verticalmente, sucedem-se, lateralmente, nos ambientes adjacentes ; (x) Princípio Dextrógiro, se um sistema de referência gira no sentido dos ponteiro de um relógio a deflexão (efeito de Coriolis) é para a esquerda do objecto, na direcção do movimento ; (xi) Princípio do Uniformitarismo, as mudanças geológicas são devidas, principalmente, aos mesmo processos e mudanças contínuas que se observam actualmente ; (xii) Princípio da Sobreposição, numa série sedimentar, ligeiramente, deformada, as camadas mais antigas estão na base e as camadas mais recentes acima ; (xiii) Princípio do Catastrofismo, alterações que ocorreram na Terra foram devida à ocorrência de grandes catástrofes naturais ; (xiii) Princípio da Deriva dos Continentes, as massas continentais tem uma pequena densidade e, por esse motivo, flutuavam sobre as densas massas oceânicas, movimentando-se e alterando a superfície do planeta ; (xiv) Princípio da Tectónica das Placas, não são os continentes que se movimentam, mas as placas litosféricas que contêm esses continentes, etc.

(*) Fósseis são restos ou vestígios preservados de animais, plantas ou outros seres vivos em rochas, como moldes do corpo ou partes deste, rastros e pegadas. A totalidade dos fósseis e sua colocação nas formações rochosas e camadas sedimentares é conhecido como registro fóssil. A palavra "fóssil" deriva do termo latino "fossilis" que significa "ser desenterrado". A ciência que estuda os fósseis é a Paleontologia. A fossilização raramente ocorre porque a matéria orgânica dos seres vivos tende a ser rapidamente decomposta. Logo, para que um organismo seja fossilizado, os restos devem ser cobertos por sedimentos o mais rápido possível. Existem diferentes tipos de fósseis e diferentes processos de fossilização. (http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Seresvivos/Macintosh/Photoshop)

Princípio do Uniformitarismo......................................................................................Principle of Uniformitarism

Principe d'Uniformitarisme / Principio de uniformitarismo / Prinzip der Uniformitarismus / 均变原理 / Принцип униформизма / Principio di uniformitarianismo /

Hipótese segunda a qual as mudanças geológicas na Terra são devidas, principalmente, a processos e mudanças contínuas como os que se observam actualmente.

Ver : « Modelo de Depósito (areia-argila) »
&
« Estratigrafia Sequencial »
&
« Princípio Geológico »

O princípio do uniformitarismo, como também o princípio do catastrofismo são hipóteses sobre a história geológica da Terra. O primeiro diz que a principal causa das mudanças terrestres são processos lentos e contínuos, como os que se observam actualmente. Ao contrário, o catastrofismo diz que são um pequeno número de eventos drásticos que são a causa principal das mudanças geológicas. O uniformitarismo é, muitas vezes, anunciado como : "o Presente é a chave do Passado". Além destes princípios, na geologia, existem muitos outros: (i) Princípio da Composição, uma rocha representada por fragmentos noutra rocha é mais velha que a rocha que os contém ; (ii) Princípio da Continuidade Lateral Original, as camadas sedimentares depositam-se em continuidade lateral, elas se adelgaçam até desaparecerem ou terminam por biseis de progradação ou agradação ; (iii) Princípio da Horizontalidade Original, as camadas sedimentares depositam-se horizontalmente, contudo hoje sabemos que os planos de estratificação são superfícies cronostratigráficas compostas por ambientes geológicos com inclinações diferentes ; (iv) Princípio da Intersecção, os filões mais recentes deslocam os filões mais antigos ; (v) Princípio da Intrusão, uma rocha intrusiva ígnea é mais jovem que a que ela penetran ; (vi) Princípio da Sobreposição, numa série sedimentar ligeiramente deformada, as camadas mais antigas estão na base e as camadas mais recentes acima; (vii) Princípio de Ochkam, a pluralidade não deve ser invocada sem necessidade ; (viii) Principio de Goguel- durante a deformação, o volume dos sedimentos resta mais ou menos constante ; (ix) Princípio de Walther, em estratos conformes, os fácies que se sucedem verticalmente sucedem-se lateralmente nos ambientes adjacentes ; (x) Princípio Dextrógiro, se um sistema de referência gira no sentido dos ponteiro dum relógio a deflexão (efeito de Coriolis) é para a esquerda do objecto, na direcção do movimento ; (xi) Princípio do Balde Carbonatado, o crescimento duma plataforma orlada é determinado pelo crescimento da orla ; (xii) Princípio da Sucessão dos Fósseis, a distribuição dos fósseis nas rochas não é imprevisível, ela segue uma sucessão vertical definida, etc.

Princípio de Walther...............................................................................................................................................................Walther's Principle

Principe de Walther / Principio de Walther / Prinzip der Walther / 瓦尔特原则 / Закон Уолтера / Principio di Walther /

As fácies que se sucedem verticalmente, em estratos conformes, sucedem-se, lateralmente, nos ambientes adjacentes. Em continuidade de sedimentação, se um geocientista reconhece, lateralmente, uma fácies arenosa de planície costeira, uma fácies argilosa de talude continental e, finalmente, uma fácies argilosa de planície abissal, ele reconhecerá, verticalmente, e de baixo para cima, uma fácies argilosa de planície abissal, uma fácies argilosa de talude continental e, finalmente, uma fácies arenosa de planície costeira.

Ver : « Estratificação (sedimentos) »
&
« Fácies »
&
« Princípio Geológico »

O princípio da correlação de fácies ou lei de Walther, diz que fácies contíguas em ambientes de sedimentação podem aparecer sobrepostas no registro estratigráfico, o que é de grande importância para a interpretação sedimentológica e para as reconstruções paleogeográficas uma vez que ele caracteriza a capacidade de deslocamento de ambientes sedimentares função do acarreio sedimentar e da tectónicas. As bacias sedimentares, em condições de estabilidade tectónica, têm tendência ao assoreamento e é isso que determina a sobreposição das fácies menos profundas sobre as mais profundas. Nesta tentativa de interpretação de um autotraço de um detalhe de uma linha sísmica do offshore de Nova Jersey, nas áreas em que há continuidade de sedimentação, reconhece-se lateralmente uma fácies arenosa da planície costeira (1), depois, lateralmente, uma fácies argilosa do talude continental (2) e, finalmente, uma fácies argilosa de planície abissal (3). Verticalmente, e de baixo para cima, reconhece-se igualmente, uma fácies argilosa de planície abissal (3), uma fácies argilosa do talude continental (2) e, finalmente, no topo, uma fácies arenosa de planície costeira (1). Note que neste autotraço, a superfície de base das progradações (enfatizada pela linha tracejada colorida de verde) é praticamente sub-horizontal, sobretudo se tomar em linha de conta o abaixamento dos reflectores sísmicos debaixo do talude continental actual, quer isto dizer se tomar em linha de conta o artefacto sísmico induzido pela variação abrupta da profundidade de água. Uma tal geometria quer dizer que a influência da tectónica na criação de espaço disponível para os sedimentos (acomodação) foi praticamente nula, o que quer dizer que a fase regressiva do ciclo de invasão continental pós-Pangeia foi fundamentalmente controlada pela eustasia, ou seja, pelas variações do nível do mar absoluto ou eustático (nível do mar global referenciado ao centro da Terra ou a um satélite). Além deste princípio, na Geologia existem muitos outros princípios ou hipóteses, entre os quais podemos citar-se: (i) Princípio da Composição, uma rocha representada por fragmentos noutra rocha é mais velha que a rocha que os contém ; (ii) Princípio do Balde Carbonatado, a arquitectura do crescimento de uma plataforma carbonatada orlada assemelha-se à geometria de um balde ou de tronco de cone invertido ; (iii) Princípio da Horizontalidade Original, as camadas sedimentares depositam-se horizontalmente (não é totalmente verdadeiro) ; (iv) Princípio da Intersecção, os filões mais recentes deslocam os filões mais antigos ; (v) Princípio da Intrusão, uma rocha intrusiva ígnea é mais jovem que a rocha que ela penetra ; (vi) Princípio de Ochkam, a pluralidade não deve ser invocada sem necessidade: “Pluritas non est ponenda sine necessita” ; (vii) Principio de Goguel, durante a deformação, o volume dos sedimentos resta, mais ou menos, constante ; (viii) Princípio da Continuidade Lateral Original, as camadas sedimentares depositam-se em continuidade lateral ; (ix) Princípio da Sucessão dos Fósseis, a distribuição dos fósseis nas rochas não é imprevisível, ela segue uma sucessão vertical definida ; (x) Princípio Dextrógiro, se um sistema de referência gira no sentido dos ponteiro de um relógio a deflexão (efeito de Coriolis) é para a esquerda do objecto, na direcção do movimento ; (xi) Princípio do Uniformitarismo, as mudanças geológicas são devidas, principalmente, aos mesmo processos e mudanças contínuas que se observam actualmente ; (xii) Princípio da Sobreposição, numa série sedimentar, ligeiramente, deformada, as camadas mais antigas estão na base e as camadas mais recentes acima ; (xiii) Princípio do Catastrofismo, alterações que ocorreram na Terra foram devida à ocorrência de grandes catástrofes naturais ; (xiii) Princípio da Deriva dos Continentes, as massas continentais tem uma pequena densidade e, por esse motivo, flutuavam sobre as densas massas oceânicas, movimentando-se e alterando a superfície do planeta ; (xiv) Princípio da Tectónica das Placas, não são os continentes que se movimentam, mas as placas litosféricas que contêm esses continentes ; (xiv) Princípio do Neocatastrofismo - que admite o uniformitarismo como o guia principal, mas não exclui que fenómenos catastróficos ocasionais tenham tenham contribuído para eventuais alterações da superfície terrestre ; por outras palavras, o neocatastrofismo associa as ideias catastróficas às uniformitaristas para explicar determinados fenómenos como, por exemplo a extinção dos dinossauros, etc.

Prisma de Acreção.....................................................................................................................................................................Accrectionary Prism

Prisme d'accrétion / Prisma de acresión / Akkretionskeil / 增生楔 / Аккреционный клин / Prisma di accrezione /

Prisma sedimentar que se encontra numa fossa oceânica ao nível de uma zona de subducção de Benioff (tipo-B).

Ver : « Subducção do Tipo-B (Benioff) »
&
« Teoria da Tectónica das Placas »
&
« Fossa Oceânica »

Numa zona de subducção de Benioff ou tipo-B, a placa oceânica descendente induz a acumulação e o encurtamento de sedimentos marinhos contra a placa cavalgante. Contudo unicamente quando o ângulo de subducção é pequeno é que se forma um prisma de acreção significativo. Os sedimentos são encurtados (comprimidos, para certos autores) até que se formem falhas inversas e cavalgamentos importantes que formam uma anomalia morfológica característica da subducção de tipo-B, que por vezes pode emergir em alguns lugares, como por exemplo na ilha dos Barbados (América Central). A estrutura interna de um prisma de acreção é semelhante à das cinturas dobradas superficiais das bacias de ante-país associadas às cadeias de montanhas. Uma série de cavalgamentos com uma polaridade (vergência) em direcção da fossa oceânica são formadas com os mais novos perto da fossa (encurtamento em sequência) e um levantamento progressivo dos cavalgamentos e estruturas mais antigas, próximo da cadeia de montanhas. A forma do prisma de acreção é determinada pela rapidez do falhamento dos sedimentos ao longo do descolamento basal e no seu interior, o que é altamente sensível à pressão do fluido dos poros. Assim, progressivamente, as falhas inversas e cavalgamentos criam um prisma que atinge a sua maturidade quando ele uma morfologia triangular (em corte), a qual sublinha um encurtamento crítico. Uma vez que o prisma atinge o encurtamento critico, ela manterá a geometria e crescerá unicamente, função do encurtamento) para se tornar triângulo maior mas semelhante. Os prismas de acreção, assim como os terrenos acrescidos, não são equivalentes a placas tectónicas, embora estejam associados às placas tectónicas e acresçam os continentes como resultado quando de uma colisão tectónica. Os materiais incorporados num prisma de acreção incluem: (i) Basaltos do assoalhado oceânico; (ii) Sedimentos pelágicos, que se depositaram em cima da placa descendente; (iii) Sedimentos da fossa oceânica, que em geral são ricos em turbiditos, com material proveniente das bacia s de antearco, arcos vulcânicos, continente, bacias transportadas, etc.

Prisma de Bordadura de Bacia..............................................................................................................Shelf Margin Wedge

Prisme de bordure de bassin / Prisma de borde de cuenca / Prism Rand des Beckens / 楔形的大陆架边缘 / Клин краевой зоны бассейна / Prisma bordo del bacino /

Prisma sedimentar que fossiliza uma discordância de tipo II e que prograda sobre uma plataforma continental a jusante da antiga ruptura da superfície de deposição.

Ver: « Ciclo Sequência »
&
« Cortejo Sedimentar »
&
« Discordância Tipo II »

Os prismas da bordadura das bacias (PBB) estão associados com as discordâncias do tipo II. Inicialmente, os geocientistas da EPR (“Exploration Production Research” da Exxon) consideram dois tipos de discordâncias: (i) Tipo I e (ii) Tipo II. Uma discordância de Tipo I é induzida por uma descida significativa do nível do mar relativo (nível do mar, local, referenciado a qualquer ponto fixo da superfície terrestre, que pode ser a base dos sedimentos ou o fundo do mar e que é o resultado da acção combinada do nível do mar absoluto* o eustático e da tectónica) que põe o nível do mar mais baixo do que o rebordo da bacia do ciclo-sequência precedente. O rebordo da bacia é, em geral, o limite externo da planície costeira, uma vez que na maior parte dos casos, durante a 2a fase do prisma de nível alto (do ciclo-sequência precedente), a bacia não têm plataforma. Uma tal descida do nível do mar relativo, exuma completamente plataforma, se ela existir, ou levanta ainda mais a planície costeira em relação ao novo nível do mar e exuma também a parte superior do talude continental. Como ilustrado no esquema superior, desta figura, esta descida, implica: (a) Um deslocamento para o mar e para baixo da linha da costa e dos depósitos costeiros associados ; (b) A ruptura dos perfis de equilíbrio provisório dos rios ; (c) O depósito de cones submarinos profundos (em geral cones submarinos de bacia que iniciam o depósito do novo ciclo sequência) e (d) Uma superfície de erosão, que enfatiza o desgaste dos solos e das rochas, em geral por causa do intemperismo, e que é facilmente reconhecida onde há desenvolvimento de vales cavados e de canhões submarinos. Uma discordância do Tipo II é induzida por uma descida do nível do mar relativo de pequena amplitude. O nível relativo do mar não desce, suficientemente, para que as condições geológicas mudem para condições de nível baixo. Os depósitos costeiros são pouco deslocados para jusante e para baixo. A plataforma, se ela existir, não é exumada totalmente. No caso da bacia não ter plataforma, a planície costeira não é muito levantada em relação ao novo nível relativo do mar. Como a superfície de erosão é muito limitada não existe deposição turbidítica profunda associada com as discordâncias de tipo II. A deposição continua, praticamente, como durante o prisma nível alto (PNA), uma vez que uma subida ou uma estabilização relativa do mar ocorre depois da pequena descida. O centro de deposição deste novo intervalo sedimentar, isto é, do prisma de bordadura da bacia (PBB) é, ligeiramente, deslocado para jusante em relação ao prisma de nível alto (PNA) ao qual ele é agregado. A deposição continua até que ocorra uma descida significativa do nível do mar relativo, isto é, uma discordância de Tipo I e que a deposição de um novo ciclo-sequência (ciclo estratigráfico induzido por um ciclo eustático de 3a ordem isto é, um ciclo eustático de duração entre 0,5 e 3/5 My). A grande maioria dos geocientistas pensa que a diferenciação entre estes dois tipos de discordâncias não é relevante e falam, sobretudo, de regressões forçadas induzidas pelo movimento da linha da costa para o mar no seguimento de uma pequena descida do nível do mar relativo. Catuneanu (2002) considera que ela ocorre durante as fases de descida do nível de base (superfície em relação à qual os sedimentos se depositam ou são erodidos, controlada pela erosão, depósito, tectónica e nível do mar absoluto e relacionada à erosão continental), quando o litoral é forçado a progradar devido a uma descida do nível do mar relativo, independentemente, do acarreio sedimentar, o que desencadeia erosão, tanto nos ambientes não marinhos que nos ambientes de água pouco profundas, o que quer dizer que a incisão fluvial é acompanhada pela progradação de depósitos costeiros. No início da estratigrafia sequencial, um ciclo sequência completo era constituído de baixo para cima dos seguintes subgrupos de cortejos sedimentares: (i) Cones submarinos de bacia (CSB) ; (ii) Cones submarinos de talude (CST) ; (iii) Prisma de nível baixo (PNB) ; (iv) Intervalo transgressivo (IT) ; (v) Prisma de nível alto (PNA) e (vi) Prisma de Bordadura de bacia (PBB). Actualmente, para muito geocientistas o prisma de bordadura de bacia (PBB) é substituído por uma regressão forçada (RF).

(*) O nível do mar absoluto ou eustático é o nível do mar, global, referenciado ao centro da Terra ou a um satélite, o qual é função da : (i) Tectonicoeustasia que é controlada pela variação do volume das bacias oceânicas em associação com alastramento oceânico no seguimento da ruptura dos supercontinentes ; (ii) Glacioeustasia, que é controlada pela variação de volume de água dos oceanos função da quantidade de gelo (assumindo que a quantidade de água sob todas as suas formas é constante desde a formação da Terra, há cerca de 4,5 Ga) ; (iii) Geoidaleustasia que é controlada pela distribuição da água dos oceanos causada pelas variações do campo da gravidade terrestre (onde a gravidade é mais forte que o valor normal, o nível do mar é atirado para o centro da Terra) e (iv) Dilatação térmica dos oceanos ou aumento estérico do nível do mar (se a temperatura dos oceanos aumenta, a densidade da água diminui e, para uma massa constante, o volume aumenta).

Prisma Costeiro..........................................................................................................................................................................................................Coastal prism

Prisme côtier / Prisma costero/ Küsten Prisma / 沿海棱镜/ Прибрежные призма / prisma costiero /

Conjunto dos sedimentos que se acumulam na planície costeira durante a progradação da linha da costa, o qual inclui depósitos fluviais e marinhos de água pouco profunda. O prisma costeiro (Posamentier e Vail, 1988) tem a forma de cunha e prolonga-se para o continente por biséis de agradação sobre a topografia pré-existente. O limite, a montante, do prisma costeiro é a linha de baía.

Ver : «Perfil de equilíbrio»

Prisma de Nível Alto (1a fase de desenvolvimento)...........Highstand prograding wedge (1st phase)

Prisme de haut niveau (1ère phase) / Prisma de alto nivel (1ª fase) / Highstand progradierende Keil (1 Phase) / 高位prograding楔(1 期)/ Prograding клин высокого стояния (первая фаза) / Prisma alto livello (1° fase) /

Quando a ruptura costeira de inclinação da superfície de deposição (mais ou menos a linha da costa) está individualizada do rebordo continental que coincide com o rebordo da bacia ou, por outras palavras, quando num ciclo-sequência (CS), o prisma de nível alto (PNA) tem uma plataforma continental, o que corresponde à sua 1a fase de desenvolvimento.

Ver : « Cortejo Sedimentar »

Prisma de Nível Alto (2a fase de desenvolvimento).........Highstand prograding wedge (2sd phase)

Prisme de haut niveau (2ème phase) / Prisma de alto nivel (2ª fase) / Highstand progradierende Keil (2 Phase) / 高位prograding楔(2 期)/ Prograding клин высокого стояния (2 фаза) / Prisma alto livello (2° fase) /

Quando a ruptura costeira de inclinação da superfície de deposição, que corresponde mais ou menos à linha da costa) coincide (pelo menos nas linhas sísmicas, tendo em linha de conta a resolução sísmica) com rebordo continental ou, por outras palavras, quando o prisma de nível alto tem uma plataforma continental, o que corresponde à sua 2a fase de desenvolvimento.

Ver : « Cortejo Sedimentar »

Prisma de Nível Baixo.....................................................................................................................Lowstand Prograding Wedge

Prisme de bas niveau / Prisma de bajo nivel / Prisma Low-Level / 低水位前积楔 / Клин размывания низкого уровня моря / Prisma basso livello /

Pacote sedimentar progradante depositado em condições geológicas de nível baixo (do mar). O prisma de nível baixo (PNB) deposita-se no talude continental uma vez que a bacia não tem plataforma continental. Em condições normais, no seu mais alto nível de deposição, a quando da 1a superfície transgressiva (1a ST), ele fossiliza o rebordo da bacia, o qual passa a ser o rebordo continental. Por outras palavras, num ciclo sequência (CS), durante o depósito do prisma de nível baixo (PNB) o rebordo da bacia é o último rebordo da bacia do ciclo-sequência precedente, todavia desde a 1a superfície transgressiva o rebordo bacia passa a ser o rebordo continental (limite externo da planície costeira do prisma de nível baixo).

Ver : « Ciclo Sequência »
&
« Cortejo de Nível Baixo (do mar) »
&
« Cortejo Sedimentar »

Num ciclo estratigráfico dito ciclo-sequência, entre a discordância inferior e a discordância superior, a diferença de idade é inferior a 3/5 My, uma vez que um ciclo sequência é induzido por um ciclo eustático de 3a ordem*, o qual tem uma duração entre 0,5 e 3-5 My. Dois grupos de cortejos sedimentares podem reconhecer-se dento de um ciclo sequência: (i) Grupo dos Cortejos de Nível Baixo do mar (CNB), durante os quais o nível do mar está sempre mais baixo do que o rebordo da bacia e (ii) Grupo dos Cortejos de Nível Alto do mar (CNA), durante os quais o nível do mar está sempre mais alto do que o rebordo da bacia. Num ciclo sequência completo, excluído a presença de uma regressão forçada (RF) ou de um prisma de bordadura de bacia (PBB), dentro do grupo de cortejos de nível baixo (CNB) existem três subgrupos: (a) Cones Submarinos de Bacia (CSB) ; (b) Cones Submarinos de Talude (CST) e (c) Prisma de Nível Baixo (PNB), que, como o seu nome indica, tem uma geometria progradante predominante. Dentro do grupo de cortejos de nível alto (CNA) existem, pelo menos, dois subgrupos de cortejos**: (i) Intervalo Transgressivo (IT) e (iii) Prisma de Nível Alto (PNA). Como dentro de um ciclo sequência, os sedimentos se depositam, em geral, durante o período de estabilidade do nível do mar relativo que se segue a um paraciclo eustático (ingressão marinha ou acréscimo de uma ingressão marinha composta) e não durante a subida do nível do mar relativo, vários cortejos sedimentares (associações laterais de sistemas de deposição síncronos e geneticamente ligados) se podem reconhecer dentro de um paraciclo sequência (regressão sedimentar induzida por um paraciclo eustático). Durante os cortejos de nível baixo (CNB), o rebordo da bacia é o último rebordo da bacia do ciclo-sequência precedente, o que quer dizer que o rebordo continental (em particular do prisma de nível baixo (PNB) não marca enfatiza o rebordo da bacia. Durante o Intervalo Transgressivo (IT) e o Prisma de Nível Alto (PNA), que são subgrupos do grupo de cortejos de nível alto (CNA), as condições geológicas são nível alto (do mar), o que quer dizer, que desde que o nível do mar relativo inundou a planície costeira do prisma de nível baixo (PNB), o rebordo da bacia, que era o último rebordo da bacia do ciclo-sequência precedente, passou a ser o rebordo continental (última ruptura da planície costeira do prisma de nível baixo). O intervalo transgressivo (IT) tem uma geometria, globalmente, retrogradante (os paraciclos sequência são cada vez mais pequenos, enquanto que as ingressões marinhas são cada vez mais importantes ou, como dizem certos geocientistas, a subida do nível do mar relativo*** é em aceleração). A geometria do prisma de nível alto (PNA) é progradante (os depocentros dos paraciclos-sequência que o constituem migra para o mar). Esta geometria explica-se facilmente, uma vez que as ingressões marinha são cada vez menos importantes (subida do nível do mar em desaceleração e as regressões sedimentares associadas cada vez mais importantes. Nesta figura está ilustrada uma correlação estratigráfica (em subgrupos de cortejos sedimentares que formam os ciclos-sequência), proposta por P. Vail, entre 5 poços de pesquisa no onshore da Venezuela. A discordância SB. 15,5 Ma, que limita, inferiormente, o ciclo sequência SB 15,5 - SB 13,8 Ma é, facilmente, reconhecida em todos os poços, dos quais os mais distais, penetraram o prisma de nível baixo (PNB) à jusante do rebordo da bacia. A montante do rebordo da bacia, que é o último rebordo do ciclo sequência precedente, a discordância basal (SB 15,5 Ma) foi coberta, directamente, pela ingressão marinha responsável pela deposição do intervalo transgressivo (IT), o quer dizer, que a partir desse momento (1a superfície transgressiva) a bacia passou a ter uma plataforma continental e que o rebordo continental, marcado pelo prisma de nível baixo (não visível nesta correlação), passou a ser o novo rebordo da bacia.

(*) Um ciclo eustático de 3a ordem, contrariamente aos ciclos eustáticos de 1a ordem (duração superior a 50 My) e, provavelmente, também aos ciclos de 2a ordem (duração entre 3-5 My e 50 My), são determinados a partir da curva das variações do nível do mar relativo e não a partir da curva das variações do nível do mar absoluto ou eustático, que muito geocientistas chamam eustasia.

(**) O Prisma de Bordadura de Bacia (PBB) ou a Regressão Forçada (RF), que podem existir em casos particulares, não são aqui tomados em conta.

(***) O nível do mar relativo é o nível do mar local, referenciado a qualquer ponto da superfície terrestre quer seja o fundo do mar quer seja a base dos sedimentos, que é o resultado da acção combinada do nível do mar absoluto ou eustático, que é o nível do mar, global, referenciado ao centro da Terra ou a um satélite, e da tectónica.

Prisma de Nível Baixo Inferior..........................................................Lower Lowstand Prograding Wedge

Prisme de bas niveau inférieur / Prisma de nivel bajo inferior / Low -Level untere Prisma / 低水位前积楔下部 / Нижний клин размывания низкого уровня моря / Prisma di basso livello inferiore /

Um dos três conjuntos sedimentares que se pode observar no subgrupo superior dos cortejos sedimentares de nível baixo (CNB), num contexto geológico de rampa: (i) Preenchimentos de Vales Cavados (Pvc) ; (ii) Prisma de Nível Baixo Inferior (PNBi) e (iii) Prisma de Nível Baixo Superior (PNBs). O prisma de nível baixo inferior (PNBi) é depositado no início da subida relativa do nível do mar, ou seja, imediatamente, após a descida relativa durante a qual se depositaram os cones submarinos de bacia (CSB) e talude (CST). Em relação a curva das variações do nível do mar relativos (curva de variação do espaço disponível) de um ciclo-sequência, pode dizer-se, que o prisma de nível baixo inferior (PNBi) é associado à parte inferior da curva com a 1a e 2a derivadas positivas (a função, isto é, a curva é crescente e côncava, o que quer dizer, que o nível do mar relativo sobe em aceleração).

Ver: « Contexto de Bacia (rampa) »
&
« Cortejo de Nível Baixo (do mar) »
&
« Cortejo Sedimentar »

Em condições geológica de nível baixo (do mar), o que quer dizer que o nível do mar (em geral, nível do mar relativo) está mais baixo do que o rebordo da bacia, o qual nestas condições é o último rebordo da bacia do ciclo sequência precedente. O rebordo continental dos depósitos de baixo nível e, em particular, do prisma de nível baixo (PNB) não pode ser considerado o rebordo da bacia, uma vez que a bacia não tem plataforma continental. Assim, em condições de baixo nível do mar, um contexto de rampa, a bacia, por definição, não tem plataforma continental. Por outro lado, como o rebordo da bacia é o último rebordo da bacia do ciclo sequência precedente, ele é, necessariamente, mal marcado. Como se pode constatar no esquema geológico ilustrado nesta figura, tendo em linha de conta a geometria da discordância, que limita o ciclo sequência inferior, pode dizer-se que havia uma transição, mais ou menos, gradual, entre o prisma costeiro, o talude continental e planície abissal, antes da descida do nível do mar relativo responsável da discordância. Um prisma costeiro é o conjunto dos sedimentos que se acumulam na planície costeira durante a progradação da linha da costa, o qual inclui depósitos fluviais e de água pouco profunda. Ele tem a forma de cunha de prolonga-se para o continente por biséis de agradação sobre a topografia pré-existente. A montante o limite do prisma costeiro é a linha da baía, que pode deslocar-se rio acima quando a progradação da linha da costa é acompanhada de agradação. Por outras palavras, num contexto geológico de rampa é muito difícil de localizar exactamente o rebordo da bacia, em relação ao qual se vão depositar os subgrupos do grupo de cortejos sedimentares de nível baixo (CNB). Num tal contexto, desde que os (i) Os Cones Submarinos de Bacia (CSB), (ii) Os Cones Submarinos de Talude (CST) e (iii) o Prisma de Nível Baixo (PNB), começam a depositar-se, como a agradação é, relativamente, pequena, a individualização destes subgrupos é relativamente é difícil (sem entrar em linha de conta com a resolução sísmica que agrava ainda mais o problema). Por outro lado não se pode esquecer que um cortejo sedimentar é a uma associação lateral de sistemas de deposição síncronos e geneticamente ligados, depositados durante o período de estabilidade relativa do mar, o qual ocorre no seguimento de cada subida do nível do mar relativo, isto é, depois de cada paraciclo eustático ou ingressão marinha. Durante este período de estabilidade do nível do mar relativo, um ou vários cortejos sedimentares podem depositar-se ou ser tomados em conta. Isto é óbvio, quando a interpretação sequencial é feita a partir dos dados sísmicos, uma vez, que na maioria dos casos a espessura de um cortejos sedimentar (regressão sedimentar induzida por uma ingressão marinha simples. Uma ingressão marinha simples é um acréscimo de uma ingressão marinha composta, uma vez que uma subida do nível do mar relativo não se faz em continuidade, mas por etapas, como por exemplo: (i) Subida do nível do mar relativo de 3 m (ingressão marinha simples) ; (ii) Período de estabilidade do nível do mar relativo ; (iii) Subida do nível do mar relativo de 5 m (ingressão marinha simples) ; (iv) Período de estabilidade do nível do mar relativo ; (v) Subida do nível do mar relativo de 7 m (ingressão marinha simples) ; (vi) Período de estabilidade do nível do mar relativo ; (vii) Descida do nível do mar relativo de 10 m (regressão marinha). Neste caso, globalmente o nível relativo do mar subiu 15 metros (ingressão marinha composta), em aceleração, uma vez que as ingressões marinhas simples são cada vez maiores. Os termos ingressão marinha simples e composta devem ser utilizados quando uma clarificação é necessária. Muitas vezes, mesmo os cones submarinos de bacia (CSB) e cones submarinos de talude (CST) estão debaixo da resolução sísmica, o que muito mais raro para o prisma de nível baixo (PNB). Em certos casos, apenas, a parte superior do prisma de nível baixo (PNBi), que é constituída por sedimentos grosseiros, se reconhece nas linhas sísmicas. Durante a descida do nível do mar relativo, que define a discordância inferior de um ciclo sequência, os cones submarinos de bacia (CSB) e de talude (CST) depositam-se, ao longo da rampa (como ilustrado neste esquema) e são fossilizados pelo prisma de nível baixo inferior (PNBi), cuja composição é sobretudo argilosa e que se deposita quando a descida do nível do mar relativo começa a desacelerar e até parar de descer. Desde que o nível do mar relativo começa a subir, a lâmina de água aumenta e a linha da costa desloca-se para o continente. Todavia, como o acarreio terrígeno é importante (condições geológicas de nível baixo do mar), pouco a pouco, a linha da costa desloca-se para o mar, à medida que as progradações (em geral sigmóides) do prisma de nível baixo superior (PNBs) fossilizam os depósitos mais finos do prisma de nível baixo inferior (PNBi) como ilustrado neste esquema.

Prisma de Nível Baixo Superior.......................................................Upper Lowstand Prograding Wedge

Prisme de bas niveau supérieur / Prisma de nivel bajo superior / Prisma Low-Level oberen / 低水位前积楔上部 / Верхний клин размывания низкого уровня моря / Prisma di basso livello superiore /

Um dos três conjuntos sedimentares que se pode observar no subgrupo superior dos cortejos sedimentares de nível baixo (CNB), num contexto geológico de rampa: (i) Preenchimentos de Vales Cavados (Pvc) ; (ii) Prisma de Nível Baixo Inferior (PNBi) e (iii) Prisma de Nível Baixo Superior (PNBs). O prisma de nível baixo superior (PNBs) é depositado durante a subida do nível do mar relativo em aceleração depois da deposição do prisma de baixo nível inferior (PNBi). Em relação a curva das variações do nível do mar relativo (curva de variação do espaço disponível) de um ciclo-sequência, pode dizer-se, que o prisma de nível baixo superior (PNBs) é associado à parte média da curva com a 1a e 2a derivadas positivas (a função, isto é, a curva é crescente e côncava, o que quer dizer, que o nível do mar relativo sobe em aceleração).

Ve :« Contexto da Bacia »
&
« Cortejo de Nível Baixo (do mar) »
&
« Cortejo Sedimentar »

Em condições geológica de nível baixo (do mar), o que quer dizer que o nível do mar (em geral, nível do mar relativo) está mais baixo do que o rebordo da bacia, o qual nestas condições é o último rebordo da bacia do ciclo-sequência precedente. O rebordo continental dos depósitos de baixo nível e, em particular, do prisma de nível baixo (PNB) não pode ser considerado o rebordo da bacia, uma vez que a bacia não tem plataforma continental. Assim, em condições de baixo nível do mar, um contexto de rampa, a bacia, por definição, não tem plataforma continental. Por outro lado, como o rebordo da bacia é o último rebordo da bacia do ciclo sequência precedente, ele é, necessariamente, mal marcado. Como se pode constatar no esquema geológico ilustrado nesta figura, tendo em linha de conta a geometria da discordância, que limita o ciclo-sequência inferior, pode dizer-se que havia uma transição, mais ou menos, gradual, entre o prisma costeiro*, o talude continental e planície abissal, antes da descida do nível do mar relativo responsável da discordância. Por outras palavras, num contexto geológico de rampa é muito difícil de localizar exactamente o rebordo da bacia, em relação ao qual se vão depositar os subgrupos do grupo de cortejos sedimentares de nível baixo (CNB). Num tal contexto, desde que os (i) Os Cones Submarinos de Bacia (CSB), (ii) Os Cones Submarinos de Talude (CST) e (iii) o Prisma de Nível Baixo (PNB), começam a depositar-se, como a agradação é, relativamente, pequena, a individualização destes subgrupos é relativamente é difícil (sem entrar em linha de conta com a resolução sísmica que agrava ainda mais o problema). Por outro lado não se pode esquecer que um cortejo sedimentar é a uma associação lateral de sistemas de deposição síncronos e geneticamente ligados, depositados durante o período de estabilidade relativa do mar, o qual ocorre no seguimento de cada subida do nível do mar relativo, isto é, depois de cada paraciclo eustático ou ingressão marinha. Durante este período de estabilidade do nível do mar relativo, um ou vários cortejos sedimentares podem depositar-se ou ser tomados em conta. Isto é óbvio, quando a interpretação sequencial é feita a partir dos dados sísmicos, uma vez, que na maioria dos casos a espessura de um cortejos sedimentar (regressão sedimentar induzida por uma ingressão marinha simples**). Durante a descida relativa do nível do mar que induziu a discordância, nas partes mais baixas da bacia, depositam-se os cones submarinos de bacia (CSB) e de talude (CST), assim como o prisma de nível baixo inferior (PNBi). A espessura destes intervalos é, relativamente, pequena e, por vezes, debaixo da resolução sísmica. Quando, eles são visíveis nas linhas sísmicas, a geometria do conjunto dos cortejos de nível baixo é progradante como sugerido neste esquema. Desde que o nível do mar relativo parou de descer e começou a subir, em aceleração, a lâmina de água aumenta de maneira significativa e a linha da costa desloca-se para o continente. Durante o período de estabilidade do nível do mar relativo que segue o incremento da subida relativa (paraciclo eustático), como o acarreio terrígeno é importante, uma vez que a antiga plataforma continental foi exumada, a linha da costa vai deslocar-se, pouco a pouco, para o mar, à medida que se depositam os sedimentos ao longo das progradações do prisma de nível baixo inferior (PNBi). Com o tempo e com a alternância repetida de incrementos de subida e de estabilidade do nível do mar relativo, os sedimentos finos do prisma de nível baixo inferior são fossilizados pelos sedimentos mais grosseiros do prisma de nível baixo superior (PNBs), o qual é caracterizado por ter, localmente, uma base erosiva que pode mesmo erodir o prisma de baixo nível inferior e formar vales cavados. Quando isso sucede, os vales cavados são preenchidos por sedimentos muito grosseiros. Tome nota, para evitar confusões, durante uma subida relativa do nível do mar paraciclo eustático, não há deposição. A linha da costa desloca para o continente aumentando o espaço disponível para os sedimentos. O depósito dos sedimentos, isto é, o paraciclo sequência ocorre durante o período de estabilidade do nível do mar relativo entre dois paraciclos eustáticos.

(*) Um prisma costeiro é o conjunto dos sedimentos que se acumulam na planície costeira durante a progradação da linha da costa, o qual inclui depósitos fluviais e de água pouco profunda. Ele tem a forma de cunha de prolonga-se para o continente por biséis de agradação sobre a topografia pré-existente. A montante o limite do prisma costeiro é a linha da baía, que pode deslocar-se rio acima quando a progradação da linha da costa é acompanhada de agradação.

(**) Uma simples ingressão marinha é um acréscimo de uma ingressão marinha composta, uma vez que uma subida do nível do mar relativo não se faz em continuidade, mas por etapas, como por exemplo: (i) Subida do nível do mar relativo de 3 m (ingressão marinha simples) ; (ii) Período de estabilidade do nível do mar relativo ; (iii) Subida do nível do mar relativo de 5 m (ingressão marinha simples) ; (iv) Período de estabilidade do nível do mar relativo ; (v) Subida do nível do mar relativo de 7 m (ingressão marinha simples) ; (vi) Período de estabilidade do nível do mar relativo ; (vii) Descida do nível do mar relativo de 10 m (regressão marinha). Neste caso, globalmente o nível do mar relativo subiu 15 metros (ingressão marinha composta), em aceleração, uma vez que as ingressões marinhas simples são cada vez maiores. Os termos ingressão marinha simples e composta devem ser utilizados quando uma clarificação é necessária.

Prisma de Nível Baixo Suspenso..............................................................................................................Perched Lowstand

Prisme de bas niveau perché / Prisma de nivel bajo suspendido / Prisma Low-Level gehockt, Gelegen lowstand / 栖息低位 / Приподнятый низкий уровень моря / Prisma di bassi livello arroccato /

Prisma de nível baixo depositado em associação com uma discordâncias de tipo II, quando a descida do nível do mar relativo não é, suficientemente, importante para que o nível do mar desça mais baixo que o rebordo da bacia. Este tipo de prisma de nível baixo deposita-se quando num contexto de rampa, uma pequena descida do mar relativo ocorre durante o depósito do prisma de nível baixo superior (PNBs), mas que não é, suficientemente, importante para criar uma discordância de tipo I.

Ver: « Contexto de Bacia »
&
« Cortejo de Nível Baixo (do mar) »
&
« Cortejo Sedimentar »

Contextos geológicos de rampa no grupo de cortejos dos sedimentares de nível baixo (CNA), durante o depósito dos subgrupos de cortejos dos cones submarinos de bacia (CSB), cones submarinos de talude (CST) e prismas de nível baixo (PNB) são frequentes no Golfo do México. Muitas vezes, eles estão associados com uma tectónica salífera e, em particular, com a tectónica induzida pelos escoamentos (laterais e verticais) dos níveis salíferos alóctones. Nesta tentativa de interpretação geológica de um autotraço de um detalhe de uma linha sísmica do Golfo do México*, a desarmonia tectónica (sublinhada pelos círculos vermelhos) induzida pela escoamento lateral do sal alóctone criou uma discordância do tipo I (linha ondulada colorida em vermelho), a qual sublinha o limite inferior de um ciclo sequência. Tendo em linha de conta a morfologia desta discordância, um contexto geológico de rampa é mais que provável, uma vez que é muito difícil de pôr em evidência uma qualquer ruptura da inclinação ao longo desta superfície de erosão, que possa ser considerada como o mais provável rebordo da bacia. Neste caso particular, o rebordo da bacia, que é o ultimo rebordo do ciclo sequência precedente é, provavelmente, sublinhado pela ruptura de inclinação da discordância visível na parte Oeste do autotraço, em associação coma as falhas normais. Durante a descida do nível do mar relativo, que induziu a formação desta discordância, depositaram-se ao longo do talude continental (uma vez que a bacia não tinha plataforma, pelo menos sismicamente), cones submarinos de bacia (CSB), cones submarinos de talude (CST) e um prisma de nível baixo inferior (PNBi), que muito difíceis de separar uns dos outros. Desde que o nível do mar relativo parou de descer e começou a subir (em aceleração, ingressões marinhas cada vez mais importantes), a lâmina de água aumentou de maneira significativa e linha da costa deslocou-se para o continente. Durante o período de estabilidade do nível do mar relativo que ocorreu depois de paraciclo eustático, como o aporte terrígeno era importante, a linha da costa deslocou-se, pouco a pouco, para o mar, à medida que se depositam os sedimentos sob a forma de das progradações do prisma de nível baixo inferior e superior. Uma pequena descida do mar relativo induziu uma discordância do tipo II (discordância enfatizada pela linda ondulada tracejada colorida em azul) sobre a qual se depositou um prisma de nível baixo suspenso. Como a geometria prisma de nível baixo suspenso é progradante apenas o deslocamento para o mar e, ligeiramente, para baixo dos biséis de agradação, permite a sua identificação. Um prisma de nível baixo suspenso é, mais ou menos, o equivalente em água profunda de uma regressão forçada** que, normalmente, se desenvolve em condições geológicas de nível alto do mar. Hoje em dia, a grande maioria dos geocientista não fala nem em prisma de nível baixo suspenso, nem em prisma de bordadura de bacia (PBB), mas em regressões forçadas induzidas pelo movimento da linha da costa para o mar no seguimento de uma descida do nível do mar, independentemente, do acarreio sedimentar, o que desencadeia erosão, tanto nos ambientes não marinhos que nos ambientes de água pouco profundas, o que quer dizer que as incisões fluviais são acompanhadas pela progradação de depósitos costeiros. Por conseguinte, como uma regressão forçada se pode desenvolver-se quer em condições geológicas de nível alto quer em condições de nível baixo do mar, é recomendável precisar sempre de que tipo de regressão forçada se esta a falar, ou reservar o termo regressão forçada, unicamente, quando o contexto geológico e utilizar prisma de nível baixo suspenso quando o nível do mar é baixo.

(*) O offshore Este dos Estados Unidos corresponde a uma sobreposição de diferentes bacias da classificação das sedimentares de Bally e Snelson (1980). Numa linha sísmica regional, em geral, de baixo para cima, reconhece-se : (i) Um soco ou uma cadeia de montanhas do Paleozóico, que funciona como uma infraestrutura e que corresponde ao supercontinente Pangeia ; (ii) Bacias de tipo rifte que alongaram o supercontinente antes da ruptura da litosfera e (iii) Uma margem divergente tipo Atlântico, formada na base por uma espessa acumulação de derrames de lava, que se depositaram durante o alastramento vulcânico subaéreo que precedeu o alastramento ou expansão oceânica. Na margem divergente reconhecem-se duas fases tectónico sedimentares. A fase transgressiva, que se depositou durante a subida do nível do mar absoluto ou eustático (nível do mar, global, referenciado ao centro da Terra ou a um satélite), que é coberta pela fase regressiva que se depositou durante a descida do nível do mar durante ciclo eustático de 1a ordem do Mesozóico / Cenozóico. Localmente, a fase transgressiva tem uma geometria paralela, mas globalmente ela é retrogradante, uma vez que ela é o resultado do conjunto de ingressões marinhas, cada vez bacias mais importantes, e das regressões sedimentares associadas, cada vez mais pequenas. Durante a fase regressiva, cuja geometria é progradante, como se pode, facilmente, constatar nesta tentativa de interpretação, ingressões marinhas são cada vez menos importantes e as regressões sedimentares, associadas, cada vez mais importantes.

(**) Uma descida do nível do mar relativo que desça o nível do mar de uma dezenas, pode, primeiro, verifica-se um forte deslocamento dos sistemas parálicos em direcção à linha de costa num movimento que se denominado por certos geocientistas de “regressão forçada”. Como a erosão da região exposta se estende, forma-se uma discordância, materializada por uma superfície erosiva e pela superposição de sedimentos continentais sobre os sedimentos costeiros e marinhos anteriormente depositados. Esta discordância forma o limite de uma nova sequência deposicional.

Processo Construtivo (recife)................................................................................................................................Constructive Process

Processus constructif (récif) / Proceso constructivo (arrecife) / Konstruktiver Prozess (Riffe) / 建设性的进程(礁) / Конструктивный процесс (рифы) / Processo costruttivo (scogliere) /

Processo biológico construtivo, como, o crescimentos dos organismos carbonatados.

Ver : « Recife »

Processo Destrutivo(recife).............................................................................................................................................Destructive Process

Processus destructif (récif) / Proceso destructivo (arrecife) / Destruktiven Prozess (Riffe) / 破坏过程(礁) / Деструктивный процесс (рифы) / Processo distruttivo (scogliere) /

Processo que pode destruir ou provocar danos no crescimento de um recife, como a acção das ondas do mar e a bioerosão (destruição biológica).

Ver : « Recife »


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Última actualização: Março, 2018