Rendas de Bilros de Vila do Conde um Património a preservar Cap I, II, III

Não é de hoje o reconhecimento da importância das nossas Rendas de Bilros. Na verdade, já a Acta da sessão da Câmara Municipal de 4 de Maio do distante ano de 1616 referia o "Mester" da Rendilheira. E hoje, quase quatro séculos passados, é um privilégio que, como Presidente da Câmara, me possa associar ao processo de Certificação das Rendas de Bilros, assim testemunhando o crescente prestígio do nosso mais representativo Artesanato.

Não quero deixar de recordar alguns dos passos dados aos longo dos séculos, reveladores da atenção e do carinho que esta arte sempre mereceu, como o apoio ao protesto de Joana Maria de Jesus, que lutou contra a Pragmática de D. João V, proibindo o uso de Rendas de Bilros, ou a marcante data histórica, registada no nosso precioso Arquivo Municipal, de 1867, ano em que as nossas Rendas estiveram presentes na Exposição Universal de Paris.

Mas é, em 1919, com a criação da Escola de Rendas, que o trabalho das nossas Rendilheiras ganha particular qualidade, especificidade e maior visibilidade. Porém, nos anos 50 e 60, com a mudança de hábitos e de estilo de vida, verificou- se um declínio desta tradição. Felizmente, a partir de 1974, graças a diversas acções desenvolvidas, nomeadamente a criação do Centro de Artesanato, bem como à notoriedade granjeada pela Feira Nacional de Artesanato, conseguiu-se uma clara inversão. Destaque-se, entretanto, a abertura do Museu das Rendas, dando um forte contributo à preservação deste saber que, agora, conquista a sua Certificação.

É uma nobre herança que queremos legar!

 

Rendas de Bilros de Vila do Conde Um Património a Preservar Cap I.pdf

Rendas de Bilros de Vila do Conde Um Património a Preservar Cap II.pdf

Rendas de Bilros de Vila do Conde Um Património a Preservar Cap III.pdf

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