Ser um participante ativo, não um espetador

Tanto online como offline, o bullying magoa. Ensine aos seus filhos adolescentes o que é ou não uma comunicação aceitável na Web. Se suspeitar que o seu filho é vítima de bullying ou está envolvido em atividades de bullying, intervenha. Os conselhos dos nossos parceiros também podem ser úteis quando tiver estas conversas.

Conselhos dos nossos parceiros

APIS

O cyberbullying define-se como o acto de intencionalmente denegrir, ameaçar, humilhar ou executar qualquer outro acto mal-intencionado dirigido a outro/a, recorrendo-se das tecnologias de informação e comunicação. Podem ser informações, ameaças ou agressões, em formatos multimédia, como por exemplo, imagens, vídeos, som ou texto, difundidos online, através de mensagens instantâneas ou redes sociais, sobre e para uma vítima, com o objectivo de que outros/as vejam. O cyberbullying tem a particularidade de ocorrer, geralmente, a coberto do anonimato, o que faz com que as vítimas estejam ainda mais vulneráveis e desprotegidas, dado desconhecerem o/a autor/a da violência mas, também, porque a violência pode acontecer dentro da própria casa.

Existem alguns sinais a que deve estar atento e que podem ser indicadores de que a criança está a ser vítima de cyberbullying, tais como:

  • Evitar o computador, telemóvel e outros meios tecnológicos;
  • Parecer ansiosa quando recebe um email, mensagem instantânea ou de texto;
  • Isolar-se da família e amigos/as ou estar relutante em ir à escola ou eventos sociais;
  • Evitar conversas acerca do uso do computador.

Caso ocorra uma situação de cyberbullying devem guardar-se as mensagens durante algum tempo, pois poderão vir a servir de prova. Nesta situação poderá:

  • Denunciar a situação de abuso ao responsável pelo sítio de Internet ou à operadora de telecomunicações;
  • Fazer a denúncia de conteúdos ilegais através do site para esse efeito: http://linhaalerta.internetsegura.pt/;
  • Solicitar apoio através da linha de ajuda sobre questões de segurança na Internet (808 91 90 90) ou do número da linha SOS Criança (116 111);
  • Contactar a polícia se for entendido que o cyberbullying assume contornos realmente nocivos.

Rede EU Kids Online

Segundo os dados recolhidos pelo inquérito EU Kids Online em 2010, o bullying entre crianças e jovens tem pouca expressão e através de meios digitais é ainda menos expressivo, mas quando ocorre é das situações que mais afecta as crianças e jovens que dele são vítimas. Por isso mesmo, é necessário reforçar as competências técnicas e a rede de apoio social para os casos em que acontece. Por um lado, os jovens demonstram que nem sempre conseguem bloquear os contactos indesejados, alterar definições de perfis e por vezes apagam a mensagem do agressor, que deve ser guardada como prova. Como se viu pelas respostas nesse inquérito, as competências tecnológicas que os jovens declaram ter nem sempre correspondem à realidade ou são mobilizadas quando é necessário. Por outro lado, já que os jovens recorrem sobretudo a adultos (pais, professores) nos casos de bullying entre pares, é preciso reforçar as competências parentais e dos professores para saber como intervir e reportar a agressão.

Instituto de Apoio à Criança

O cyberbullying consiste na prática do bullying utilizando tecnologias de informação, tais como a Internet ou outros dispositivos digitais. As crianças e os jovens podem proteger-se não respondendo a mensagens ou emails que os façam sentir incomodados, tristes, receosos ou desconfortáveis.

Devemos estar atentos a comportamentos estranhos ou a alterações de comportamento por parte das crianças e dos jovens (comportamentos de tristeza, agressividade, deixar de comer, comer compulsivamente, etc.) e reforçar junto dos mesmos a importância de solicitar ajuda a um adulto, em situações que lhes causem mal-estar. Devemos promover uma educação de ética e respeito por si próprio e pelo outro, ressaltando que a ameaça pode começar por ser virtual, mas transformar-se numa ameaça real.

Recursos Adicionais:

Centro Internet Segura

O cyberbullying (também conhecido pela expressão cyber-mobbing) é um fenómeno que ocorre quando uma pessoa usa a Internet, o telemóvel ou outra plataforma tecnológica que permite a comunicação interpessoal para humilhar, assediar ou causar danos a um terceiro. O cyberbullying é uma extensão do assédio moral tradicional e é definido como um ato agressivo contra alguém por via eletrónica. Os ataques são normalmente levados a cabo contra indivíduos que não se sabem defender, física e/ou psicologicamente mais fracos, em minoria ou com maiores dificuldades de adaptação social ou a um grupo.

O cyberbullying é uma prática que pode ter consequências traumáticas nas crianças e jovens e deverá ser combatida por todos. Uma vítima pode transformar-se ainda em agressor para outras crianças criando-se um ciclo de violência que deverá ser interrompido o quanto antes.

Os pais devem estar atentos ao comportamento dos seus filhos e tentar perceber se eles se encontram dentro de um dos grupos de risco ou no grupo de "agressores". É importante saber que nem sempre o cyberbullying é intencional. Muitas crianças e jovens praticam atos de cyberbullying por brincadeira, sem noção das consequências para terceiros. Outras são vítimas do fenómeno sem saber que é errado e que podem denunciar o que está a acontecer.

É importante discutir com as crianças e jovens os usos positivos e negativos das tecnologias para que estes construam uma atitude crítica relativamente ao uso positivo das tecnologias de informação e comunicação, combatendo por esta via o fenómeno.

Projecto Miúdos SegurosNa.Net

Seja intolerante com o cyberbullying. Grande parte dos agressores – online ou offline – já foram vítimas de outros agressores. Isso diz-nos que as vítimas de hoje podem ser os agressores de amanhã. Se tolerarmos o cyberbullying, não quebraremos este ciclo vicioso. No entanto, temos de compreender o fenómeno por parte de todos os intervenientes – vítimas, agressores, seguidores, agressores passivos, potenciais agressores, espectadores, potenciais defensores da vítima e defensores – pois só assim conseguiremos pôr fim ao fenómeno. Alguns conselhos para prevenir e combater o cyberbullying:

  • Eduque-se a si e aos seus filhos/educandos sobre como usar as tecnologias de informação e comunicação de forma ética, responsável e segura;
  • Eduque as crianças/jovens sobre os riscos de colocarem fotografias, vídeos e outros dados pessoais online que possam ser usados pelos seus pares para actos de cyberbullying;
  • Preste atenção ao que os seus filhos/educandos lhe dizem sobre potenciais casos de cyberbullying e não se limite a subestimar, criar falsos sentimentos de segurança ou até ignorar as situações que lhe são reportadas;
  • Não reaja intempestivamente para proteger a criança/jovem. Por exemplo, não se ajuda uma vítima castigando-a. Se a criança é vítima de cyberbullying, não lhe retire o direito de acesso ao computador ou à Internet;
  • Caso os seus filhos/educandos sejam vítimas de cyberbullying, deixe claro que trabalhará com a criança/jovem para encontrar uma solução;
  • Monitorize a utilização das tecnologias de informação e comunicação pelas crianças e jovens a seu cargo. Faça-o escolhendo criteriosamente o local e o posicionamento do computador. Evite as áreas isoladas (quartos de crianças/jovens), preferindo os espaços de maior circulação de pessoas. Poderá ainda adoptar programas de controlo parental e procurar informar-se sobre outros locais a partir dos quais os miúdos acedam à Internet.

Polícia Judiciária

O bullying caracteriza-se por uma agressão (física, moral ou material) intencional e repetida, com uma motivação fútil, que pode mudar a personalidade de uma pessoa para sempre ou torná-la incapaz de se afirmar em termos sociais, profissionais e afectivos. As crianças que sofrem de bullying, dependendo das suas características individuais, das suas relações sociais e familiares, podem não superar os traumas sofridos.

Mais recentemente, a tecnologia deu uma nova vertente ao problema e surgiu o cyberbullying, que se traduz no envio de emails ameaçadores, mensagens injuriosas ou difamatórias em sites de relacionamento, difusão de fotos e textos constrangedores em blogs, criação de perfis sociais denegrindo a imagem de alguém ou colocando em causa a vida privada dessa pessoa ou ainda no incentivo da prática de algum ato criminoso de modo a pertencer a uma comunidade virtual. Um caso de cyberbullying é por vezes uma violência grave, que não pode ser encarada como apenas uma brincadeira entre colegas, mas como a prática de um crime que deve ser denunciado às autoridades competentes.

As principais formas de prevenir o cyberbullying é saber usar as tecnologias de informação e comunicação, de forma responsável e segura, reconhecendo os riscos de colocar fotografias, vídeos e outros dados pessoais na Internet.

UNICEF Portugal

Estamos perante um caso de cyberbullying, ou assédio online, quando uma pessoa ameaça, humilha ou molesta outra de forma repetida no ciberespaço. Tal como acontece fora do espaço virtual, o cyberbullying envolve uma relação de poder desigual que impede a vítima de desafiar e se defender de ataques que habitualmente se traduzem por humilhações, exposição ao ridículo e outro tipo de atitudes que provocam sofrimento, afectam a auto-estima e causam vergonha.

Embora a maior parte dos casos de bullying ocorram offline, a Internet e os telemóveis proporcionam novas oportunidades, mais intrusivas e anónimas, para que as crianças e jovens pratiquem este tipo de assédio sobre outros. O cyberbullying pode incluir a utilização de fotografias, vídeos, posts, ameaças ou outros em plataformas de redes sociais, via correio electrónico ou mesmo no YouTube. Os principais incitadores de cyberbullying são geralmente crianças e jovens. Embora não seja aparentemente uma experiência muito comum, pode causar um grande sofrimento nas vítimas. Devido ao seu anonimato e capacidade de intromissão em locais privilegiados de privacidade como a casa ou o quarto, pode passar rapidamente para um espaço mais alargado e envolver mais pessoas.

É importante que, enquanto pais, procuremos perceber se algum dos nossos filhos está a ser vítima desse tipo de ataques, o que muitas vezes se manifesta por mudanças bruscas de comportamento, irritabilidade ou isolamento, e dar-lhe o apoio necessário. É também preciso sensibilizá-los e educá-los para que não cometam eles próprios essa agressão.

Recursos Adicionais:

Ferramentas de segurança

Descubra as ferramentas de segurança da Google concebidas para ajudar a sua família a monitorizar a sua reputação online.

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